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Tecnologia no controle do Aedes aegypti

Tecnologia no controle do Aedes aegypti

Pesquisadores do Componente 2 (Meta 8) do Projeto Arbocontrol atualizam plataforma visual de interação dos aplicativos para otimizar a comunicação  com gestores e agentes de saúde

Texto: Fernanda Angelo

O Componente 2 do Projeto Arbocontrol está relacionado às novas tecnologias de inteligência entomológica para o controle do Aedes aegypti e, consequentemente das arboviroses dengue, zika e chikungunya. Entre as atividades propostas por pesquisadores da meta 8 está o desenvolvimento de um software para agilizar a coleta de dados referentes ao mosquito vetor, o que implica um trabalho minucioso de pesquisa e testes para chegar à escolha da tecnologia mais apropriada para o alcance dos objetivos propostos. 

O software Sisvetor – Módulo Gestor e Aplicativo de Campo, desenvolvido pelos pesquisadores, permite a configuração de territórios e imóveis a serem inspecionados, por meio de dados cadastrais e de geolocalização, com coordenadas e polígonos nos mapas. Com a ferramenta, é possível também apoiar a organização do processo de trabalho, com criação de atividades semanais, que passam pelas fases de planejamento, execução, monitoramento e controle, bem como o encerramento – com revisão da atividade de forma digital.

Para que essas atividades funcionem de maneira eficiente dentro da ferramenta, é preciso criar uma camada de interação com os usuários, no caso, os agentes e gestores de saúde. Segundo um dos pesquisadores da meta 8 do Componente 2 do Projeto Arbocontrol, Rogério Carminé, para isso, após muitas pesquisas, foi escolhida a plataforma Angular – um framework (estrutura) de desenvolvimento mantido pela Google, que permite criar aplicações web, mobile e até mesmo desktop (computadores). 

O pesquisador explica que os motivos para a escolha do Angular foram vários. “É uma das plataformas mais maduras e mais usadas mundialmente. Possui um excelente histórico de aplicações de sucesso construídas nela e, por ser mantida por uma das gigantes de tecnologia que é a Google, possui grande disponibilidade de conteúdo de aprendizado e continua em constante evolução”, ressalta Rogério. A plataforma foi a opção para desenvolver tanto o módulo de gestão quanto o aplicativo de campo do Sisvetor.

Versões

O Angular possui várias versões, já que tem evoluído bastante em um curto espaço de tempo. A cada versão, a tecnologia traz algum tipo de melhoria ou nova funcionalidade. “Durante o início, decidimos manter a versão 8 deste framework para diminuir o risco de possíveis instabilidades no decorrer do desenvolvimento das aplicações. Com o tempo, foram lançadas outras versões, entre elas a versão 11, que foi a selecionada para efetuarmos a atualização do Sisvetor, por demonstrar maior suporte e maturidade entre as outras”, conta Rogério, que é especialista em desenvolvimento de sistemas em software livre. 

O pesquisador explica também que a versão 11 é uma das mais recentes e trouxe uma boa quantidade de novos recursos. Segundo ele, a atualização de frameworks, como o Angular, é um processo contínuo e deverá ser feita sempre que possível para manter a eficiência das aplicações do projeto. 

Testes

Os pesquisadores que trabalham na construção do Sisvetor, explicam que, de forma geral, os testes do componente Angular ocorrem em dois momentos. O primeiro é realizado pela mantenedora da plataforma, com o objetivo de alcançar o máximo de compatibilidade entre as versões. Já no segundo, ocorrem os testes internos que, atualmente, representam uma cobertura de aproximadamente 70% na aplicação

 “Esses testes servem para garantir que as funcionalidades do Sisvetor continuem operacionais. O Angular, por ter um estilo corporativo, possui uma gama de recursos nativos que são considerados referências na área de softwares web. Todo esse suporte nos dá a segurança de que o Sisvetor executará as atividades esperadas”, pontua Rogério. 

 
Pilotos

Atualmente, o Sisvetor está em fase de teste em dois projetos pilotos para o controle do Aedes aegypti. Em Manaus (AM), os trabalhos foram iniciados em agosto de 2019 para monitorar as visitas de imóveis de pontos estratégicos. Já em Sete Lagoas (MG), as atividades começaram em outubro de 2019 e seguem com o monitoramento de armadilhas ovitrampas para o controle do vetor. 

O próximo passo é validar nos pilotos outros tipos de atividade de vigilância e controle vetorial como visita casa-a-casa, bloqueio vetorial e levantamento de índice rápido para Aedes aegypti (LIRAa). 

“O feedback dado pelas equipes tem sido de grande importância para os ajustes nas aplicações de modo a entregar funcionalidades que agreguem valor ao processo de trabalho.  A previsão é que em 2022 as aplicações tenham um nível de maturidade aceitável após a validação feita no piloto”, afirma o pesquisador. 

Os pilotos em Manaus e Sete Lagoas têm recebido apoio dos governos locais. Em ambas regiões, o projeto conta com a colaboração das Secretarias Municipais de Saúde e, em Sete Lagoas, também com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais.

Saiba mais sobre o Projeto Arbocontrol e o Compenente 2 aqui

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