Qual o papel da OMS e por que suas recomendações são cada vez mais necessárias?

Por: Matheus Duarte
Imagem: Acervo Fiocruz

A criação da Organização Mundial de Saúde (OMS) representou um marco na saúde pública mundial. Criada oficialmente em 1948, a OMS é uma instituição intergovernamental e parte integrante da Organização das Nações Unidas (ONU), tendo como objetivo promover ações de saúde em âmbito internacional. De forma mais concreta, a OMS é responsável pela formulação de normas sanitárias internacionais, pela produção de guias e materiais técnicos em prevenção e controle de doenças, manuais de boas práticas, pela criação e implementação de programas de controle e erradicação de doenças,  promoção de assistência técnica a países, formulação de relatórios de situação e análises de risco, e, ainda, o fomento de pesquisas em saúde.

Formada atualmente por 194 Estados-membros e com sede em Genebra, a OMS foi fruto da necessidade no pós-guerra de cooperação em saúde a nível internacional. Nesse período, milhões de europeus encontravam-se em condições de vulnerabilidade social devido ao conflito, em um cenário propício para o surgimento de epidemias. A OMS possui uma constituição interna composta por princípios institucionais, além de uma estrutura própria, com centenas de escritórios distribuídos pelo mundo. A nível organizacional, possui uma tríade institucional composta pela Assembleia Mundial de Saúde, pelo Conselho Executivo e pela Direção-Geral.

Entre as diversas conquistas obtidas pela OMS, cabe destacar o seu papel na erradicação da varíola entre os anos de 1967 e 1979, assim como na drástica redução da poliomielite e no controle de outras doenças como a malária, enfermidade que mata centenas de milhares de pessoas por ano. Além do combate a doenças infecciosas e parasitárias, a OMS promove ações de prevenção e vigilância contra doenças crônicas não transmissíveis (diabetes, doenças cardiovasculares, câncer). Nesse contexto, a organização entende e tem como um dos seus princípios que a saúde provém a partir do completo bem-estar físico, mental e social, e não simplesmente  da ausência de doenças.

Organização Mundial da Saúde-OMS. Constituição da Organização Mundial da Saúde, adotada pela Conferência Internacional de Saúde. Disponível em: <https://www.who.int/es/about/who-we-are/constitution>. Acesso: 06 de setembro de 2020.

Matta, G.C. A Organização Mundial da Saúde: do controle de epidemias à luta pela hegemonia. Trabalho, Educação e Saúde,  v. 3, n. 2, p. 371 – 396, 2005.

Ventura, D. & Perez, F.A. Crise e Reforma da Organização Mundial da Saúde. Lua Nova, São Paulo, v. 92, p. 45-77, 2014.

1 comentario

Para que serve essa instituição se não preza pela saúde. Serviria se proibisse a produção de ali.entos cancerígenos. Proibir seria o certo. Só sabem recriminar e não fazem nada para mudar a comercialização de produtos perigosos como o cigarro, os embutidos(que dão lucros para as i dustrias) e enganam as pessoas pobres por terem o preço baixo. Para mim não tem credibilidade um órgão que manda deixa pessoas usarem como se fosse um mal, porém necessário.

Deja una respuesta

Tu dirección de correo electrónico no será publicada. Los campos obligatorios están marcados con *

Este sitio usa Akismet para reducir el spam. Aprende cómo se procesan los datos de tus comentarios.

es_ESES