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No dia 30 de janeiro de 2020, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou uma nota de Emergência em Saúde de Importância Internacional (ESPII), denominado SARS-CoV-2. O vírus foi primeiramente identificado como uma série de casos de pneumonia na cidade de Wuhan, província de Hubei, na República Popular da China, após uma semana foi confirmado pelas autoridades chinesas que se tratava de um vírus com capacidade de causar em seres humanos infecções respiratórias (ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE, 2020). Outros países também foram acometidos, como Coréia do Sul, Itália, Irã, Japão e, inclusive, o Brasil (ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE, 2020). Os coronavírus (CoV) são um grupo de sete vírus pertencentes à mesma família que causam desde infecções respiratórias e gastrointestinais a síndromes respiratórias agudas.

O novo coronavírus SARS-CoV-2 é o mais recente entre eles, causando a doença intitulada como Covid-19.

Esse novo vírus ainda apresenta características pouco conhecidas (ZHOU et al., 2020). O que se tem registrado até o momento é que, apesar da baixa letalidade (2%), apresenta um potencial de dispersão considerável (Worldometers, 2020). Isso quer dizer que apesar dos casos graves e de óbitos serem registrados com mais frequências em populações de risco, com pior condição imunológica, o número de casos pode aumentar consideravelmente em um curto espaço de tempo. Isso é o que pode levar ao colapso da estrutura de saúde montada na atualidade. Um crescente número de casos novos, para uma demanda deficitária do sistema de saúde (LANA et al., 2020)

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A transmissão acontece de uma pessoa doente para outra ou por contato próximo, por meio do (e):
● Aperto de mão. Essa é a principal forma de contágio, pois temos o hábito de levar as mãos sujas aos olhos, boca e nariz;
● Gotículas de saliva;
● Espirro;
● Tosse;
● Objetos ou superfícies contaminadas, como por exemplo: celulares, mesas, maçanetas, brinquedos e teclados de computador etc.
As taxas de transmissão relatadas de um indivíduo com infecção sintomática variam de acordo com a localização e as intervenções de controle de infecção. De acordo com um relatório conjunto da OMS-China, a taxa de COVID-19 secundário variou de 1 a 5 por cento entre dezenas de milhares de contatos próximos de pacientes confirmados na China. Entre os tripulantes de um navio de cruzeiro, 2% desenvolveram infecção confirmada. Nos Estados Unidos, a taxa de ataque secundário sintomático foi de 0,45% entre 445 contatos próximos de 10 pacientes confirmados (UptoDate, 2020).
A transmissão da COVID-19 de indivíduos assintomáticos (ou indivíduos
dentro do período de incubação) também foi descrita. No entanto, a extensão em que isso ocorre permanece desconhecida. A triagem sorológica em larga escala pode fornecer uma melhor noção do escopo das infecções assintomáticas e informar a análise epidemiológica; vários testes sorológicos estão em desenvolvimento (UptoDate, 2020).

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A ACE2 (Enzima Conversora de Angiotensina 2) foi identificada como um receptor funcional para os coronavírus, incluindo SARS-CoV e SARS-CoV-2. Essa enzima compõe o Sistema Renina Angiotensina Aldosterona, e é classificada como uma aminopeptidase (responsável por catalisar a clivagem de aminoácidos do terminal amino de proteínas ou peptídeos). Ela desempenha um papel vital nos sistemas cardiovascular e imunológico, além do mais, está envolvida na função cardíaca e no desenvolvimento de hipertensão e diabetes mellitus (ZHENG et al., 2020).
A ligação da proteína spike do vírus à ACE2 é o que desencadeia a infecção
por SARS-Cov-2. Essa classe viral invade especialmente células epiteliais
alveolares, o que resulta em sintomas respiratórios. No entanto, danos ao miocárdio também vem sendo observados, eles podem estar relacionados a ACE2 e/ou a uma resposta imunológica excessiva que desencadeia uma tempestade de citocinas, essa disfunção unida aos danos respiratórios e hipoxemia causadas pelo vírus podem acarretar em lesões miocárdicas (ZHENG et al., 2020).

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De acordo com o Ministério da Saúde (2020), o período de incubação é o tempo que leva para o indivíduo apresentar os primeiros sintomas desde a infecção, por coronavírus, que pode ser de 2 a 14 dias.
Os níveis de RNA viral parecem estar mais altos logo após o início dos sintomas, em comparação com os mais tardios na doença; isso aumenta a
possibilidade de transmissão ser mais provável no estágio inicial da infecção, mas dados adicionais são necessários para confirmar esta hipótese.

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O diagnóstico da COVID-19 é realizado primeiramente pelo profissional de
saúde que deve avaliar a presença de critérios clínicos. Caso o paciente apresente os sintomas, ou histórico de contato próximo/ domiciliar, nos últimos 7 dias antes do aparecimento dos sintomas, com caso confirmado laboratorialmente ou suspeito para COVID-19, o profissional de saúde poderá solicitar exame laboratoriais (BRASÍLIA, 2020). São os dois tipos de testes disponíveis na rede pública de saúde até o momento:
● De biologia molecular (RT-PCR em tempo real) que diagnostica tanto a
COVID-19, a Influenza ou a presença de Vírus Sincicial Respiratório (VSR)
(BRASÍLIA, 2020). Neste tipo de teste, a amostra (secreção) é coletada por
meio de um swab nasal.
● Imunológico (teste rápido) que detecta, ou não, a presença de anticorpos em amostras coletadas somente após o sétimo dia de início dos sintomas
(BRASÍLIA, 2020). Neste tipo de coleta, realiza-se uma punção digital
(perfuração de um dos dedos da mão utilizando uma lanceta).

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Até o momento não há nada que comprove a isenção ou o risco de reinfecção dos pacientes convalescente. Os casos de pacientes que receberam alta com SARS-CoV-2 indetectável terem apresentado-se re-positivos durante a detecção viral despertou uma preocupação mundial. No entanto, Maria Van Kerkhove, líder técnica da OMS para Covid-19, explicou que um resultado “positivo” após uma infecção inicial é relativo ao processo de cura do organismo e não uma reinfecção.
Um estudo realizado com primatas não humanos objetivou rastrear o status infeccioso longitudinal desde a infecção primária por SARS-CoV-2 até a reinfecção pela mesma cepa viral, os resultados mostraram que os macacos re-desafiados com a mesma cepa de SARS-CoV-2 não obtiveram êxito em produzir disseminação viral detectável, manifestações clínicas e alterações histopatológicas (BAO et al., 2020).
No entanto, é importante salientar que as observações e detecções foram
feitas dentro de um espaço de tempo relativamente curto em que os anticorpos neutralizantes ainda estão no platô após uma infecção primária. Mais que isso, os macacos infectados foram afetados (apresentaram pneumonia) de formas leves ou moderadas. Ademais, a imunidade desencadeada pela infecção primária nas mucosas respiratórias/ intestinais e nos linfonodos locais podem prevenir de forma substancial uma invasão viral recentemente combatida (BAO et al., 2020).

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Os sintomas mais comuns da COVID-19 são: febre, tosse, dor de garganta e dificuldade para respirar. Nesses casos, a doença pode ser mais grave para
algumas pessoas, podendo causar pneumonia e insuficiência respiratória aguda. Em casos mais raros, ela pode ser fatal. Idosos e pessoas com outras condições médicas como: asma, diabetes e doenças cardíacas e doenças crônicas são mais vulneráveis a quadros graves (ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE, 2020).
As complicações mais comuns segundo o Protocolo de tratamento do novo coronavírus são: a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), lesão cardíaca aguda e infecção secundária.

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São considerados pacientes assintomáticos aqueles que estão contaminados com o vírus mas não desenvolvem os sintomas da doença, eles também são capazes de transmitir o vírus o que denomina-se “Transmissão Assintomática” (REDE COVIDA, 2020).
Um estudo recente realizado pelo Chinese Center for Disease Control and Prevention identificou que a carga viral detectada nas amostras nasais de um dos seus pacientes assintomático foi semelhante à dos pacientes sintomáticos, o que indica que o potencial de transmissão de pacientes sem sintomas, ou minimamente sintomáticos, pode ser igual ao de pacientes com sintomas.

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A doença devido à infecção por Coronavírus é geralmente leve, especialmente para crianças e adultos jovens. No entanto, pode causar sintomas graves: cerca de 1 em cada 5 pessoas que a pegam precisa de cuidados hospitalares (ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE, 2020).
Pelos mais variados motivos, pessoas idosas e/ou com condições médicas pré-existentes (como pressão alta, doenças cardíacas, doenças pulmonares, câncer ou diabetes) parecem desenvolver sintomas mais graves com mais frequência do que outros. Você pode entender mais sobre isso lendo os Tópicos 2 e 9.

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As lesões miocárdicas são comuns em pacientes com COVID-19, com taxa
de incidência variando entre 7% a 23% (HUANG et al.; WANG et al.; YANG et al., 2020). Esse dado se torna mais preocupante quando associado a informação que pacientes com COVID-19 e lesão cardíaca têm taxas de morbidade e mortalidade aumentadas, chegando até 51% de mortalidade (SHI et al., 2020).
Na COVID-19 grave há o caráter de lesão de múltiplos órgãos, e as complicações cardiovasculares associadas a ela podem ser diversas; cita-se a insuficiência cardíaca aguda, arritmias, síndrome coronariana aguda, parada cardíaca e a miocardite (SHI et al.; XU et al., 2020). Até o momento desta revisão a literatura disponível é escassa, mas sugere-se que o mecanismo de ocorrência das lesões cardíacas induzidas pelo SARS-Cov-2 sejam pela chamada “tempestade de citocinas” induzidas pelo vírus, essas são substâncias inflamatórias do organismo que nessa “tempestade” são liberadas em grande quantidade à nível de todo o corpo gerando vários efeitos deletérios. Esse sendo o mesmo mecanismo que gera a lesão pulmonar aguda e subsequente síndrome da angústia respiratória aguda já
conhecidos. Assim, há excessiva liberação de mediadores inflamatórios causados pela resposta celular e humoral após a apresentação do vírus pelas células infectadas com ativa replicação viral (CHEN et al.; HUANG et al.; MEHTA et al., 2020). Outro mecanismo sugerido é o de lesão direta de inclusão viral com subsequente inflamação à nível celular cardíaco (PIRZADA et al., 2020).
Os sintomas de miocardite em pacientes com COVID-19 são diversos, e podem estar mesclados com os sinais clínicos de COVID-19 clássicos como febre, tosse, fadiga e dificuldade respiratória; dor no peito pode ser um sinal comum em pacientes com miocardite (PIRZADA et al., 2020).
A associação de sinais clínicos e exames diagnósticos como biomarcadores
séricos, eletrocardiografia, ecocardiografia, ressonância magnética ou mesmo biópsia cardíaca podem ser necessários para fechar o diagnóstico, porém, devido a sua capacidade de rápida deterioração do quadro clínico e mortalidade aumentada, a miocardite deve sempre ser lembrada como sequela da COVID-19 (PIRZADA et al., 2020).

Referências:


Chen, G. et al. “Clinical and Immunological Features of Severe and Moderate Coronavirus Disease 2019”. Journal of Clinical Investigation, vol. 130, no 5, abril de 2020, p. 2620–29. doi:10.1172/JCI137244.


Huang, C. et al. “Clinical Features of Patients Infected with 2019 Novel Coronavirus in Wuhan, China”. The Lancet, vol. 395, no 10223, fevereiro de 2020, p. 497–506.doi:10.1016/S0140-6736(20)30183-5


Mehta, P. et al. “COVID-19: Consider Cytokine Storm Syndromes and Immunosuppression”. The Lancet, vol. 395, no 10229, março de 2020, p. 1033–34.doi:10.1016/S0140-6736(20)30628-0.


Pirzada, A. et al. “COVID-19 and Myocarditis: What Do We Know So Far?” CJC Open, vol. 2, no 4, julho de 2020, p. 278–85. doi:10.1016/j.cjco.2020.05.005.


Shi, S. et al. Association of Cardiac Injury With Mortality in Hospitalized Patients With COVID-19 in Wuhan, China. JAMA Cardiol. 2020;5(7):802–810.
doi:10.1001/jamacardio.2020.0950


Wang. D. et al. Clinical Characteristics of 138 Hospitalized Patients With 2019 Novel Coronavirus–Infected Pneumonia in Wuhan, China. JAMA.
2020;323(11):1061–1069. doi:10.1001/jama.2020.1585


Xu, Z. et al. “Pathological Findings of COVID-19 Associated with Acute Respiratory Distress Syndrome”. The Lancet Respiratory Medicine, vol. 8, no 4, abril de 2020, p. 420–22. doi:10.1016/S2213-2600(20)30076-X.


Yang, X. et al. “Clinical Course and Outcomes of Critically Ill Patients with
SARS-CoV-2 Pneumonia in Wuhan, China: A Single-Centered, Retrospective,
Observational Study”. The Lancet Respiratory Medicine, vol. 8, no 5, maio de 2020, p. 475–81. doi:10.1016/S2213-2600(20)30079-5.

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A Síndrome respiratória aguda grave (SRAG) é um quadro de agravamento da síndrome Gripal (SG), em que, além de apresentar sintomas gripais como febre, tosse, dor de garganta, dor no corpo, dor de cabeça, a pessoa também tem sintomas de dispneia ou desconforto respiratório e uma piora nas doenças relacionada a pressão arterial (SES-DF, 2018). Complicações também podem evoluir para quadros mais graves em indivíduos, por se tratar de uma doença respiratória. Os vírus causadores da doença são vários, sendo os mais comuns o vírus sincicial respiratório, influenza B e influenza A.
Atualmente, a síndrome respiratória aguda grave causada pelo vírus SARS-Cov-2 pode se desenvolver em qualquer idade, porém, pessoas com idade acima de 60 anos como idosos, são os mais afetados pela síndrome.
Para um maior controle da SRAG existem no DF dois tipos de Vigilância epidemiológica, a Vigilância Universal das SRAG, implementada em 2009 devido à pandemia de influenza (Ministério da Saúde, 2019) e Vigilância Sentinela da Gripe que inclui a SRAG e a SG.
A Vigilância universal da SRAG, em todos os casos de SRAG são realizadas notificações compulsórias que decorrem de internações, óbitos, necessidade de assistência em qualquer unidade de saúde, seja ela pública ou privada. Já nas unidades de vigilância sentinela todos os casos de internação em UTI devem ser notificados. (SES-DF, 2018). Notificações advindas de SG são registradas no SIVEP-Gripe (Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe).
As notificações são importantes para o conhecimento e controle da doença, portanto essa ação é necessária para entender o número de casos, monitoramento dos casos da doença e incidência por faixa etária, região, sexo que mais são acometidos pela doença (SVS, 2015). Dessa forma, a notificação serve também para a tomada de decisões e ações para o combate à doença.

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Inúmeros ensaios clínicos foram lançados a fim de investigar possíveis tratamentos para a Covid-19. No entanto, ainda não há comprovação da existência de terapias eficazes para a infecção causada pelo SARS-CoV-2. A Universidade do Texas publicou um artigo onde estão resumidas as evidências atuais sobre os principais tratamentos propostos, reaproveitados ou experimentais, para a Covid-19, segue abaixo um resumo do compilado:

5.01 Cloroquina e Hidroxicloroquina
São medicamentos pré-existentes utilizados no tratamento de doenças inflamatórias crônicas. Estes medicamentos parecem bloquear a entrada do vírus nas células, inibindo a glicosilação dos receptores do hospedeiro, o processamento proteolítico e a acidificação endossômica. Esses agentes também têm efeitos imunomoduladores através da atenuação da produção de citocinas e inibição da atividade autofágica e lisossômica nas células hospedeiras (CUTRELL et al., 2020).
Não existem evidências de alta qualidade para a eficácia do tratamento com cloroquina / hidroxicloroquina de SARS ou MERS. Boa parte dos ensaios clínicos apresentaram resultados satisfatórios, contudo, apresentam limitações, como por exemplo: informações incompletas e a utilização de métodos insuficientes para comprovar a eficácia destes medicamentos no tratamento da Covid-19 (CUTRELL et al., 2020).

5.02 Lopinavir / Ritonavir
A associação lopinavir/ritonavir é uma associação de dose fixa usada no tratamento e prevenção do HIV/AIDS. Não há dados publicados em relação ao uso in vitro de lopinavir / ritonavir em infecções causadas pelo SARS-CoV-2, entretanto, demonstrou atividade in vitro contra outros novos coronavírus através da inibição da protease semelhante à 3-quimotripsina (CUTRELL et al., 2020).
Alguns estudos clínicos desta combinação em SARS associaram-se a taxas reduzidas de mortalidade e intubação, todavia dada a natureza observacional retrospectiva destas investigações, conclusões definitivas não podem ser apontadas. A administração durante a fase inicial de replicação viral de pico (7-10 dias iniciais) aparenta ser significativa porque o início tardio da terapia não evidenciou efeito sobre os resultados clínicos (CUTRELL et al., 2020).
Dadas as significativas interações medicamentosas e as possíveis reações
adversas, são necessários: uma revisão cautelosa e o monitoramento do
medicamento (CUTRELL et al., 2020).

5.03 Ribavirina
A ribavirina é um fármaco antiviral análogo sintético da guanosina frequentemente usado em combinação com interferon, o peginterferon alfa-2a ou 2b. Tem como função inibir a polimerase viral dependente de RNA viral (CUTRELL et al., 2020).
Anteriormente, apresentou boa atividade contra outros nCoVs e por isso tornou-se candidato ao tratamento da COVID-19. Entretanto, seu desempenho in vitro contra SARS-CoV foi moderado e exigiu altas concentrações para inibir a replicação viral, carecendo de altas doses e terapia combinada (CUTRELL et al., 2020).
De acordo com Cutrell et al. (2020):
“Os dados inconclusivos de eficácia com ribavirina para outros nCoVs e sua toxicidade substancial indicam que ela tem valor limitado para o tratamento de COVID-19. Se usada, a terapia combinada provavelmente oferece a melhor chance de eficácia clínica.”

5.04 Oseltamivir
É um medicamento antiviral usado na prevenção e tratamento de gripe por Influenza Virus A e Influenza Virus B, ele atua inibindo a neuraminidase. Foi utilizado na China porque o surto da COVID-19 se deu num período de pico da estação de gripe; dessa forma, muitos pacientes receberam essa terapia de forma empírica até o descobrimento do SARS-CoV-2 como causa da COVID-19. Ele não possui atividade in vitro documentada contra a SARS-CoV-2, mas tem sido utilizado em ensaios clínicos no grupo de comparação (CUTRELL et al., 2020).

5.05 Umifenovir
É um agente antiviral com mecanismo de ação voltado para a interação proteína S / ACE2 e inibindo a fusão da membrana do envelope viral. No momento atual, só está aprovado para o tratamento e profilaxia da gripe na Rússia e na China. Despertou interesse crescente no tratamento da COVID-19 com base em dados in vitro que sugerem atividade contra o SARS (CUTRELL et al., 2020).
Um estudo Chinês não randomizado associou o tratamento com este medicamento a menores taxas de mortalidade e maiores taxas de alta quando comparados a pacientes que não receberam a droga. Esses dados não comprovam a eficácia deste agente, mas outros estudos estão sendo realizados a fim de obter uma melhor avaliação (CUTRELL et al., 2020).

5.06 Interferon-α e -β
O Interferon é uma proteína produzida pelos leucócitos e fibroblastos para inibir a replicação de fungos, vírus, bactérias e células de tumores. Tem como objetivo estimular a atividade de defesa de outras células. Há três tipos de interferon, classificados de acordo com o receptor celular e resposta que ativam (CUTRELL et al., 2020).
Interferon-α e -β foram estudados para nCoVs. O Interferon-β demonstrou atividade contra MERS, em sua grande maioria quando associado a ribavirina e / ou lopinavir / ritonavir. Assemelhando-se a outros agentes, demonstrou eficácia reduzida em tratamentos tardios. A ausência de ensaios clínicos impede que o uso de interferons para tratar SARS-CoV-2 seja recomendado (CUTRELL et al., 2020).
Outros agentes imunomoduladores demonstraram atividade in vitro ou possuem mecanismos supostamente inibidores da SARS-CoV-2. Entre outros, pode- se citar: baricitinib, imatinibe, dasatinibe e ciclosporina. Mais uma vez, os dados são insuficientes para recomendar o uso no tratamento da COVID-19, mais que isso, não é conhecida a capacidade deles em conferirem proteção aos pacientes que já fazem uso por outras indicações (CUTRELL et al., 2020).

5.07 Nitazoxanida
Foi inicialmente desenvolvida como um agente antiparasitário de amplo espectro e posteriormente aprovada para tratamento de gastroenterites virais.
Apresentou atividade antiviral in vitro contra MERS e SARS-CoV-2, além de possuir um perfil de segurança parcialmente favorável e apresentar bons efeitos como imunomodulador. Todas essas características justificam seu estudo adicional como opção de tratamento para SARS-CoV-2 (CUTRELL et al., 2020).

5.08 Mesilato de Camostato
É normalmente usado no tratamento de pancreatite aguda e demais doenças que formam coágulos sanguíneos. Na Europa, é considerado um medicamento órfão, sendo utilizado para Fibrose Cística. Este medicamento já é utilizado no tratamento do Síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS-CoV) (CUTRELL et al., 2020).
Sua atuação consiste em impedir a entrada de células nCoV in vitro por meio da inibição da serina protease hospedeira, TMPRSS2. Dessa forma, esse é um mecanismo que fornece um alvo para próximas pesquisas (CUTRELL et al., 2020).

5.09 Remdesivir
O remdesivir é um agente antiviral de amplo espectro. É um medicamento experimental e não havia sido licenciado ou aprovado até 14 de Maio de 2020. Foi sintetizado e desenvolvido pela Gilead Sciences em 2017 como um tratamento para infecção pelo vírus Ebola. É um pró-fármaco mono fosforamidato e um análogo da adenosina (AL-TAWFIQ; AL-HOMOUD; MEMISH, 2020).
Atualmente, está sendo cogitado como uma terapia promissora para COVID-19. Dentre os motivos para essa pretensão, destacam-se: largo espectro, potente atividade in vitro contra várias nCoVs, incluindo SARS-CoV-2. Nos modelos de infecção pulmonar de murino com MERS-CoV, o remdesivir inviabilizou a hemorragia pulmonar e atenuou os títulos virais do pulmão mais do que os demais agentes também utilizados (CUTRELL et al., 2020).
Ensaios clínicos de fase 1 de dose única e múltipla avaliaram a segurança e a farmacocinética deste agente. Em pequenas quantidades (3mg – 225 mg) infusões intravenosas foram bem toleradas, não houve evidência de toxicidade hepática ou renal. Mais que isso, demonstrou uma farmacocinética linear dentro deste intervalo de doses e uma meia-vida intracelular superior a 35 horas (CUTRELL et al., 2020).
Elevações reversíveis do aspartato aminotransferase e alanina transaminase ocorreram após administrações de doses múltiplas. Uma dose única de 200mg, seguida por infusão diária de 100mg é o que está sob estudo atualmente. Neste momento, ajustes hepáticos ou renais não são recomendados. No entanto, o início do tratamento com remdesivir não é recomendado para indivíduos com uma taxa de filtração glomerular estimada inferior a 30 mL / min (CUTRELL et al., 2020).

5.10 Favipiravir
Constituído de um nucleotídeo de purina, denominado “favipiravirribofuranosil-5’trifosfato”, sua ação inibe a RNA polimerase e interrompe a replicação viral. Grande parte dos dados pré-clínicos do favipiravir são derivados de sua atividade para Influenza e Ebola; porém, também demonstrou ampla atividade contra outros vírus de RNA (CUTRELL et al., 2020).
Com base no tipo de indicação infecciosa, foram propostos esquemas de dosagem para medicação dos pacientes, e aparentemente as doses na extremidade superior da faixa devem ser consideradas para o tratamento da COVID-19. São recomendadas uma dose de carga, seguida de uma dose de manutenção (em quantidade específicas) (CUTRELL et al., 2020).
Estimou-se uma meia-vida de aproximadamente 5 horas. Ademais, o perfil adverso desse agente, de modo geral, é leve e bem tolerado. No entanto, o perfil de eventos adversos para regimes de doses mais altas é limitado (CUTRELL et al., 2020).

5.11 Corticosteróides
São uma classe de medicamentos de ação anti-inflamatória e imunossupressora. Sua confecção é feita a partir de um hormônio produzido pelo corpo humano denominado “cortisol”, que é produzido nas glândulas suprarrenais. O corticoide, portanto, é um derivado sintético deste hormônio, com o mesmo núcleo, mas com estrutura modificada para potencializar a sua ação e função no organismo (CUTRELL et al., 2020).
A lógica para o uso destes medicamentos é diminuir as respostas inflamatórias do hospedeiro nos pulmões desencadeadas pela infecção pelo SARS-Cov-2 através de citocinas pró-inflamatórias, que podem acarretar lesão pulmonar aguda e síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA), e assim reduzir a progressão para insuficiência respiratória e morte (CUTRELL et al., 2020; HORBY et al., 2020).
O estudo RECOVERY (2020) da Universidade de Oxford randomizado com
grupo controle publicado em forma de relatório preliminar demonstrou que o uso da dexametasona, um corticosteróide sintético com aproximadamente 30 vezes mais atividade e maior duração (2-3 dias) do que a cortisona, reduziu a mortalidade dentre os pacientes graves de COVID-19 internados que necessitavam oxigenoterapia (invasiva ou não). Nas formas mais leves da doença, onde não havia necessidade de suplementação de oxigênio, não houve benefício clínico (HORBY et al, 2020).
THEOHARIDES & CONTI (2020) observaram que o uso da dexametasona
poderia reduzir a ação deletéria das citocinas pró-inflamatórias desencadeadas pela infecção por SARS-Cov-2, porém, também reduziria a ação dos linfócitos T e B, diminuindo a produção de anticorpos anti-virais, ações necessárias para defesa do organismo contra o agente infeccioso citado. Potencialmente então, levando a aumento da carga viral, persistência viral após sobrevivência da síndrome, além de que poderia reduzir a ação de macrófagos contra infecções secundárias.
Dessa forma, o uso em pacientes graves internados que necessitam de
suplementação de oxigênio invasiva ou não, mostrou-se benéfico, entretanto, o uso desse fármaco em pacientes que não precisam de medidas de oxigenação não demonstrou-se benefício e poderia potencialmente ser deletério, de acordo com as informações citadas acima.

Referências:
HORBY, P. et al. Dexamethasone in Hospitalized Patients with Covid-19 — Preliminary Report. New England Journal Of Medicine, p. 1-11, 17 jul. 2020. Massachusetts Medical Society. http://dx.doi.org/10.1056/nejmoa2021436.

THEOHARIDES, T.C. & CONTI, P. Dexamethasone for COVID-19? Not so fast. Journal Of Biological Regulators And Homeostatic Agents, v. 34, n. 4, 31 ago. 2020. Biolife. http://dx.doi.org/10.23812/20-EDITORIAL_1-5.

5.12 Anticitocina ou Agentes Imunomoduladores
Anticorpos monoclonais direcionados contra citocinas inflamatórias importantes ou outros aspectos da resposta imune inata representam outra classe potencial de terapias para COVID-19 (CUTRELL et al., 2020).
Acredita-se que os danos significativos nos pulmões e outros órgãos são resultados de uma resposta imune amplificada e liberação de citocinas. De acordo com uma série de casos iniciais na China, a IL-6 parece ser uma das principais causas dessa inflamação desregulada. Assim, anticorpos monoclonais contra a IL-6 poderiam, teoricamente, amortecer esse processo e melhorar os resultados clínicos (CUTRELL et al., 2020).

Tocilizumabe
É um anticorpo monoclonal humanizado que atua bloqueando os receptores de Interleucina 6, indicado para o tratamento de Artrite Reumatoide e síndrome de liberação de citocinas após terapia com células T do receptor de antígeno quimérico.
Em um relatório de pacientes com COVID-19, associou-se a melhora clínica de 91% deles ao recebimento do tocilizumabe, esta porcentagem foi medida pela melhora da função respiratória, defervescência rápida e alta bem-sucedida, a maioria dos pacientes recebeu apenas 1 dose de 400mg (CUTRELL et al., 2020).

Sarilumab
É outro antagonista do receptor de IL-6 aprovado para Artrite Reumatoide que é alvo de um estudo multicêntrico, duplo-cego, de fase 2/3 para pacientes hospitalizados com COVID-19 grave (CUTRELL et al., 2020).
Outros anticorpos monoclonais ou agentes imunomoduladores em ensaios clínicos na China ou disponíveis para acesso expandido nos EUA incluem bevacizumab (medicamento para fatores de crescimento endotelial anti-vascular), fingolimod (imunomodulador aprovado para esclerose múltipla) e eculizumab (inibidor de anticorpos complemento terminal) (CUTRELL et al., 2020).

5.13 Imunoglobulinas
O uso de plasma convalescente ou imunoglobulinas hiperimunes têm sido apontado como um potencial para o tratamento da COVID-19. Acredita-se que os anticorpos de pacientes recuperados podem auxiliar a liberação imunológica de vírus livres e de células infectadas (CUTRELL et al., 2020).
Alguns estudos relataram essa técnica como terapia de resgate em SARS e MERS, e demonstraram uma redução da mortalidade com relativamente poucos danos. Teoricamente, os benefícios dessa terapia estão associados a uma intervenção entre os primeiros 7 a 10 dias após a infecção, quando a viremia atingiu seu pico e a resposta imune primária ainda não ocorreu. Contudo, a qualidade do estudo é baixa e apontou-se risco de viés (CUTRELL et al., 2020).

5.14 Medicamentos Anti-hipertensivos (IECA e BRA), AINES’s e
Tiazolidinedionas

Dada a forma de ação do SARS-CoV-2 no organismo humano, iniciaram-se discussões sobre a atuação positiva ou negativa dos inibidores da ECA e / ou bloqueadores dos receptores da angiotensina (CUTRELL et al., 2020).
Inicialmente, acreditava-se que os inibidores da ECA regulavam positivamente os receptores ACE2, o que poderia levar a piores resultados se a entrada viral fosse aumentada. Em contrapartida, os bloqueadores dos receptores da angiotensina teoricamente forneceriam benefícios clínicos através do bloqueio dos receptores ACE2 (FANG et al., 2020).
Os dados in vitro já existentes são conflitantes, o que atrapalha a determinação do efeito prejudicial ou protetor em pacientes com COVID-19. Todavia, a recomendação para pacientes que já tomam um desses agentes é que não interrompam o tratamento sem recomendação médica (CUTRELL et al., 2020).
A Organização Mundial da Saúde (OMS) em 17 de Março de 2020 desaconselhou o uso destes medicamentos para quem não fazia o uso cotidiano, no entanto, ela voltou atrás em 19 de Março de 2020, e numa nota à imprensa afirmou que não tem conhecimento de relatos de efeitos negativos do ibuprofeno, além dos efeitos colaterais conhecidos usuais que limitam seu uso em determinadas populações.
Apesar disso, a Anvisa em 24 de Março de 2020, publicou em seu site uma recomendação para que profissionais de saúde e pacientes considerem outras opções de tratamento disponíveis para quadros de dor e febre, como paracetamol, dipirona e anti-inflamatórios não esteroidais. Além do mais, salientou que é importante observar que todos os medicamentos aprovados para uso humano apresentam benefícios e riscos que devem ser ponderados no momento da escolha do tratamento (BRASIL, 2020).
Tendo em vista que há pacientes que já fazem o uso desses medicamentos
para tratar diabetes, hipertensão ou insuficiência cardíaca, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (2020), sugere que:
“ […] Não havendo evidências definitivas a respeito da associação entre o uso desses fármacos e maior risco da doença, a SBC recomenda a avaliação individualizada do
paciente em relação ao risco cardiovascular da suspensão dos fármacos versus o risco potencial de complicações da doença.”

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São procedimentos que fazem parte do plano estratégico de especialistas
para o controle da transmissão de pandemias. Dividido em quatro fases distintas, essas estratégias incluem não só procedimentos médicos como também medidas sanitárias e políticas, fundamentais para controle e atendimento da população.

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De acordo com o Plano de Contingência Nacional para Infecção Humana pelo novo Coronavírus COVID-19 do Ministério da Saúde, na fase de contenção é realizado a compra e abastecimento de Equipamento de Proteção Individual (EPI) e definições para a rede de urgência e emergência, quarentena domiciliar para casos leves e Estratégia de monitoramento domiciliar para evitar a ocupação de leitos desnecessariamente. Os Planos de Contingência dos Estados devem estar elaborados e ser públicos, informando devidamente sobre a organização da rede de atenção hospitalar. Deve ser emitido um alerta sobre a atual fase para toda a rede do SUS, com o objetivo de maior sensibilização dos profissionais de saúde para detecção de casos suspeitos, manejo adequado desses pacientes, bem como reforço do uso de EPI. Os estoques dos EPI preconizados também devem ser checados e aquisições emergenciais podem ser acionadas, caso necessário. (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2020).
Para contenção da pandemia, as autoridades estaduais ficaram permitidas a adotar as seguintes medidas, mas não se limitando a elas, o isolamento; a quarentena; a determinação de realização compulsória de de algumas ações como exames médicos, testes laboratoriais, coleta de amostras clínicas e etc. Entretanto, estas medidas somente poderão ser determinadas com base em evidências científicas e em análises sobre as informações estratégicas em saúde, e deverão ser limitadas no tempo e no espaço ao mínimo indispensável à promoção e à preservação da saúde pública. (ALMEIDA, 2020).

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Mitigação é uma estratégia de proteção tanto para o usuário quanto para o próprio sistema. Esta se concentra em retardar, a propagação da epidemia mas não necessariamente em impedir, reduzindo o pico de demanda de assistência médica e protegendo aqueles com maior risco de doenças graves contra infecções (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2020).
A fase de mitigação tem início a partir do registro de 100 casos positivos do novo coronavírus. A partir deste momento, não se realiza o teste de todos os casos, apenas de casos graves em UTI (MS, 2020). As ações são voltadas para evitar óbitos. Assim, medidas de atenção hospitalar para os casos graves e medidas restritivas individuais de isolamento e quarentena domiciliar para os casos leves, devem ser adotadas para evitar óbitos e o agravamento dos casos. O fortalecimento da atenção primária ao paciente deve ocorrer no nível local, com a adoção das medidas já estabelecidas nos protocolos de doenças respiratórias. Adicionalmente, caso seja evidenciada a possibilidade de superação da capacidade de resposta hospitalar para atendimento dos casos graves, adaptação e ampliação de leitos e áreas hospitalares e a contratação emergencial de leitos de UTI pode ser
necessária, com o objetivo de evitar óbitos (FERREIRA et. al., 2020).

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A estratégia de supressão exigem milhões de exames rápidos para rastreamento de casos suspeitos e contatos (busca ativa), que seriam então isolados em quarentena para evitar a transmissão do vírus, além da contenção, o afastamento físico de cerca de 1.8 metros (2 pés) nos contatos pessoais, e a detecção dos portadores assintomáticos do vírus e a quarentena de quase toda a população por um tempo suficiente para achatar a curva transmissão do vírus.
O objetivo central da supressão é impedir a sobrecarga temporária dos serviços de saúde para que possam dar conta do excessivo número de casos graves que requerem respiração mecânica em leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI), além de recursos humanos qualificados e protegidos adequadamente contra a infecção pelo vírus. A adoção dessas estratégias depende, portanto, de enorme infraestrutura e logística eficiente para obtenção e distribuição de equipamentos de proteção individual (EPI), ventiladores mecânicos, kits diagnósticos, e géis antissépticos, além de muitos outros insumos usados para diagnóstico e tratamento de viroses (SIQUEIRA, 2020).

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Essa fase ocorre quando há sinal consistente de involução da epidemia e o número de casos se torna residual (Werneck e Carvalho, 2020). A fase de recuperação se dá quando há redução da incidência de casos ao longo do tempo, ou seja, quando começam a diminuir os números de casos novos e não há mais transmissão sustentada da doença (UnB, 2020).

Essa última fase requer uma organização da sociedade para a reestruturação social e econômica do país. E, certamente, intervenção do Estado. A retomada de atividades e a circulação de pessoas é aceitável porém com os cuidados devidos e reforço no sistema de saúde que receberão novos casos. É importante salientar que na fase de recuperação o vírus ainda se mantém presente porém em uma incidência muito inferior a ponto de ser controlável (Werneck e Carvalho, 2020).

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À medida que o coronavírus se espalha cada vez mais pelo mundo, autoridades de saúde têm tentado evitar o aumento acelerado do número de casos. “Achatar a curva”, como se diz, é uma medida crucial para evitar a sobrecarga dos serviços de saúde e limitar o número de mortes, de forma a desacelerar a disseminação do vírus para que o número de casos se espalhe ao longo do tempo em vez de haver picos no início.
O gráfico abaixo elaborado pelo BBC News, resume o cenário. Há uma “curva acentuada”, causada por um pico acelerado de infecções, em oposição a uma “curva achatada”, com casos mais distribuídos ao longo do tempo. Na fase de contenção, é fundamental cumprir todas as medidas de distanciamento social para que se possa estender a duração desta fase ao longo do tempo, de forma a retardar a necessidade por leitos em hospitais, por exemplo. Nesta fase, é importante sair de casa o mínimo necessário, apenas para fazer compras de alimentos e medicamentos, evitando, assim, maiores contatos em espaços infectados pelo vírus.
O distanciamento social é denominado como uma das medidas não farmacológicas mais eficazes até o momento para a contenção do vírus e sua progressão na comunidade, pois “quanto maior o distanciamento social, menos possível que pessoas infectadas se encontrem com pessoas não infectadas e passem a doença adiante.” (CONTI, 2020).

Uma das recomendações da OMS é a adoção da estratégia de distanciamento social e outras medidas não farmacológicas, como a etiqueta respiratória e higienização das mãos, como forma de diminuir a velocidade de transmissão do vírus e preparar o sistema de saúde para a assistência de um número maior de casos de COVID-19, já que não há uma possibilidade de evitar a epidemia (Ministério da saúde, 2020).
As medidas de distanciamento social pode ser classificadas em dois tipos:
● Distanciamento Social Ampliado (DSA), onde não há uma limitação a grupos específicos, logo, todos devem permanecer em suas residências durante a vigência da decretação pelos gestores locais. Assim, essa medida evita uma aceleração descontrolada da doença, o que pode provocar um colapso no sistema de saúde além de um prejuízo econômico.
● Distanciamento Social Seletivo (DSS): conhecido como isolamento vertical, somente alguns grupos são isolados, os denominados grupos de risco, idosos, pacientes com Doenças Crônicas Não Transmissíveis ou pacientes que apresentarem quadros mais graves da doença e gestantes. Pessoas com idade abaixo de 60 anos, circulariam livremente, se estivessem assintomáticos. De acordo com o Ministério da Saúde, a estratégia do DSS traria resultando significantes caso houvesse condições mínimas para o funcionamento de leitos hospitalares, profissionais suficientes, EPI, equipamentos médico-hospitalares e testes suficientes para serem feitos na população.
Desse modo, quando há esses requisitos mínimos para o funcionamento eficiente da saúde, o isolamento vertical traria vantagens como a retomada da atividade laboral e econômica, haveria a criação gradual da imunidade e redução dos traumas sociais decorrentes do isolamento. Porém, por meio dessa estratégia, os grupos vulneráveis ficariam expostos ao vírus da mesma forma, pois o contato com pessoas que não praticam o isolamento poderiam transmitir o vírus, ocorrendo então uma dificuldade no controle de dissipação do vírus e da doença e consequentemente uma sobrecarga ao sistema de saúde (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2020).
Portando, de acordo com Conti (2020), o resultado da prática do isolamento vertical pode variar para cada país, pois o número de idosos que convivem só, ou com familiares, é diferente para a realidade no Brasil, onde 25% das pessoas acima de 60 anos moram em casas com 3 ou mais pessoas e 85% com duas ou mais, tendo uma maior dificuldade prática no isolamento vertical, dada a impossibilidade de isolar uma pessoa que faz parte do grupo de risco que, diariamente tem contato com outras que não adotaram o isolamento.
Importante ressaltar que no contexto de distanciamento social, entra também termos como, isolamento domiciliar e quarentena, que é importante diferenciá-los.
O Ministério da Saúde também traz a definição para ambos os termos onde, o isolamento é uma medida de separação de casos confirmados, prováveis, suspeitos e portador sem sintoma. O isolamento domiciliar dura 14 dias, podendo ser estendido.
A quarentena é uma restrição das atividades como medida de manutenção dos serviços de saúde. Poderá ser determinado pela secretaria estadual, municipal, do Distrito Federal, ministro de estado ou superiores em cada nível de gestão. A adoção da quarentena tem um prazo de 40 dias, podendo ser prorrogada, pelo tempo necessário. (Ministério da Saúde, 2020)

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Segundo o Ministério da saúde e a Sociedade Brasileira de Infectologia, para que seja reduzido o risco de infecção, é necessário adotar as seguintes medidas:
● Evitar contato próximo com pessoas com infecções respiratórias agudas;
● Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente e antes de se alimentar;
● Usar lenço descartável para higiene nasal;
● Cobrir nariz e boca ao espirrar ou tossir;
● Evitar tocar nas mucosas dos olhos;
● Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
● Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
● Manter os ambientes bem ventilados;
● Evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.

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Como já foi abordado em outros tópicos, a ausência de imunidade prévia na população humana, a inexistência de vacina e/ou tratamento para a doença causada pela contaminação por Coronavírus, faz com que o crescimento do número de casos seja exponencial, se não forem tomadas medidas para deter sua transmissão (GARCIA, 2020).
Essas medidas incluem intervenções não farmacológicas (INF), que abrangem medidas que podem ter alcance individual ou comunitário, são exemplos: lavagem das mãos, etiqueta respiratória, distanciamento social, arejamento e a exposição solar de ambientes, limpeza de objetos e superfícies, e restrição ou proibição de locais onde há aglomeração de pessoas (GARCIA, 2020).
A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que todos utilizem máscaras não cirúrgicas em locais onde há transmissão local, mais que isso, ressalta que as demais medidas de higiene devem ser mantidas. Apesar disso, ainda não há estudos que comprovem a eficácia do uso de máscaras (GARCIA, 2020).
No entanto, é importante deixar claro que a ausência de evidência não significa que não há efetividade. Mais que isso, a transmissão da doença a partir de indivíduos infectados assintomáticos e com sintomas leves foi documentada, e a carga viral é particularmente alta no estágio inicial da doença. Nesse contexto, é importante ressaltar que as máscaras constituem barreiras físicas e alguns estudos mostram que elas são úteis para limitar a transmissão de partículas advindas da tosse e espirro em curta distância (GARCIA, 2020).
Estudiosos argumentaram que o uso de máscaras por indivíduos assintomáticos, independentemente de proteger ou não quem está usando a máscara, poderia limitar a transmissão da doença, ao impedir que partículas contaminantes se espalhassem. Seguindo essa lógica, a transmissão comunitária poderia ter um decaimento se todas as pessoas usassem máscaras faciais (GARCIA, 2020).

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Máscara Caseira: No Brasil, o Ministério da Saúde recomendou que todas as pessoas façam uso desse tipo de máscara a fim de reduzir o nível de contágio da COVID-19. É feita de forma artesanal a partir de tecidos. Mais que isso, é de uso individual e deve conter duas camadas de pano de tamanho adequado para cobrir toda boca e nariz, também é necessário que ela esteja bem ajustada ao rosto e seja higienizada com água e sabão após o uso (REDE COVIDA, 2020).

Máscara Cirúrgica Descartável: Indicada para profissionais de saúde, casos confirmados ou suspeitos de Covid-19 e pessoas que lidam com algum doente. Está disponível para venda em farmácias, também é de uso individual e deve estar ajustada ao rosto de modo a cobrir o nariz e a boca. Esse tipo de máscara não deve ser higienizada, e sim descartada com segurança (REDE COVIDA, 2020).

Máscara Modelo N95: É um Equipamento de Proteção Individual (EPI) indicado para trabalhadores expostos a ambientes contaminados. Diferentemente das demais, esse tipo de máscara filtra o ar de modo a impedir a passagem de partículas muito pequenas, como por exemplo: os aerossóis (REDE COVIDA, 2020).

Ressalta-se que no momento atual, é importante que a população se conscientize e compre/use somente máscaras indicadas para seu perfil, os modelos hospitalares devem ser deixados para os profissionais de saúde que estão atuando na linha de frente do combate a COVID-19. Você pode ler sobre como utilizar corretamente uma máscara no tópico 8.2.

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Caso seja de extrema importância sair de casa, siga o passo a passo a seguir:

  1. Ao sair de casa, utilize máscara;
  2. Fique no mínimo 2 metros de distância das pessoas;
  3. Considere que suas mãos estão sempre sujas, portanto nunca as leve ao rosto;
  4. Procure realizar o pagamento por aproximação, caso não seja possível, utilize cartão, em último caso use cédulas ou moedas;
  5. Ao entrar no carro, higienize o volante, chaves, setas, freio de mão, câmbio de marcha, maçanetas, controles de vidro e som com álcool líquido 70%;
  6. Ao chegar em casa, retire seus sapatos, roupas usadas, lave as mãos e
    comece a higienizar seus itens;
  7. Higienize TODOS os alimentos. Mergulhe frutas e verduras em solução com água sanitária diluída e depois enxágue com água corrente;
  8. Passe álcool líquido 70% nas embalagens que não serão descartadas;
  9. Passe álcool líquido 70% uma vez por dia em maçanetas, torneiras,
    celulares, tablets, notebooks;
  10. Lembre-se: lavar as mãos após tocar qualquer superfície é de extrema
    importância, cuide-se.
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  1. Ao sair de casa, utilize máscara;
  2. Fique no mínimo 2 metros de distância das pessoas;
  3. Considere que suas mãos estão sempre sujas, portanto nunca as leve ao rosto;
  4. Procure realizar o pagamento por aproximação, caso não seja possível, utilize cartão, em último caso use cédulas ou moedas;
  5. Ao entrar no carro, higienize o volante, chaves, setas, freio de mão, câmbio de marcha, maçanetas, controles de vidro e som com álcool líquido 70%;
  6. Ao chegar em casa, retire seus sapatos, roupas usadas, lave as mãos e
    comece a higienizar seus itens;
  7. Higienize TODOS os alimentos. Mergulhe frutas e verduras em solução com água sanitária diluída e depois enxágue com água corrente;
  8. Passe álcool líquido 70% nas embalagens que não serão descartadas;
  9. Passe álcool líquido 70% uma vez por dia em maçanetas, torneiras,
    celulares, tablets, notebooks;
    10.Lembre-se: lavar as mãos após tocar qualquer superfície é de extrema importância, cuide-se.

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Desde o surgimento dos primeiros casos de SARS-CoV-2 inúmeras informações, verdadeira e falsas, começaram a circular por mídias sociais do mundo. A informação é uma arma poderosa que pode ser de extrema valia para o combate à pandemia atualmente instaurada. Porém, podem ser divulgadas de modo errôneo e equivocado, capaz a causar a morte de outras pessoas.
As informações falsas (FAKE NEWS), variam desde a biologia do vírus até o seu modo de tratamento. No início nada se sabia sobre a epidemiologia ou como evitar e tratar dessa nova entidade que assombra a sociedade de 2020, tornando-se um prato cheio na produção de informações falsas. Aos poucos, a ciência avança e traz respostas verdadeiras com embasamento científico através de incansáveis e incessantes pesquisas das mais diversas.
No Brasil, foi necessária a criação de um serviço específico pelo próprio Ministério da Saúde (MS) para atuar no combate à disseminação dessas notícias. A tabela abaixo mostra alguns exemplos e a contra-argumentação do MS (NETO, M. et al., 2020).

CategoriaTítulo da Notícia                       Veículo de InformaçãoContra-argumentação
Informações relacionadas aos discursos de autoridades na saúdeAplicativo Coronavírus-SUS, do Governo do Brasil, é inseguroWhatsAppO aplicativo Coronavírus-SUS-COVID-19, foi desenvolvido pelo Ministério da Saúde, com as precauções de segurança em sua construção e na divulgação das informações.
TerapêuticaTomar bebidas quentes para matar o coronavírusWhatsAppA mensagem possui características de Fake News, pois os dados e informações são vagas, com erros ortográficos e pede seu compartilhamento. Ademais, a comunidade científica e a OMS não reconhecem nenhuma substância ou medicamento para cura da COVID-19
Medida de prevençãoBeber muita água e fazer gargarejo com água morna, sal e vinagre previne coronavírusWhatsAppAté o momento, não há evidência de nenhum medicamento, substância, vitamina, alimento, muito menos beber muita água e fazer gargarejo com estas substâncias para prevenir a infecção pelo coronavírus (COVID-19).
Prognósticos da doençaPesquisa publicada por cientistas chineses diz que coronavírus tornará a maioria dos pacientes do sexo masculino infértilInternetO artigo citado está em fase de prépublicação e não foi revisado pelos pares, portanto tem pouco valor científico no momento. Esse artigo traz dados preliminares sobre a possibilidade de infecção de células do testículo pelo coronavírus (COVID-19), porém menciona que não existem dados suficientes para se estabelecer um risco de esterilidade masculina.
VacinaçãoChina anuncia vacina para coronavírusInternetNão há vacina contra o coronavírus até o momento, apesar de haver pesquisas em andamento.

Um estudo de 2019, realizado nos Estados Unidos, mostrou que as redes sociais Twitter, Whatsapp e Facebook são as principais redes de disseminação de notícias falsas e que os mais idosos são propensos a acreditar e compartilhar esse tipo de desinformação independentemente do assunto abordado (GRINBERG, N. et al., 2019).
Um exemplo sobre este tema, foi o fatídico dia em que o presidente norte
americano, Donald Trump, fez um comentário sobre a possibilidade de produtos de limpeza, como desinfetantes, ser capaz de combater a infecção viral. Traduzido, ele se expressou da seguinte maneira: “”E então eu vejo o desinfetante onde ele o derruba (o coronavírus) em um minuto. Um minuto. E há uma maneira de fazermos algo assim, por injeção interna ou quase uma limpeza?” Porque, veja você, ele atinge os pulmões, e atinge um número tremendo nos pulmões. Portanto, seria interessante verificar isso. De tal forma que vai ter que ser feito por médicos, mas parece – parece interessante para mim”. Posteriormente, esse comentário, inúmeras
notícias foram veiculadas com informações de centros de envenenamento a respeito do aumento na ligação de pessoas que injetaram ou ingeriram produtos de limpeza procurando um método de prevenção (O’LAUGHLIN, F., 2020; SHEETS, M., 2020; KLUGER, J., 2020). Lembrem-se, produtos de limpeza, ingeridos ou injetados, podem ser letais e causar sua morte.
Portanto, evite cair nesse tipo de informação e acreditar em tudo que vê de primeira. Abaixo, encontram-se algumas dicas divulgadas pelo “MANUAL DE ENFRENTAMENTO DE FAKE NEWS EM TEMPOS DE COVID-19” produzida por grupos da Universidade Federal de Pernambuco (2020):
1 – Não leia apenas o título;
2 – Certifique-se de que as informações e fontes são seguras;
3 – Observe se existe um consenso em mais de um veículo de informação;
4 – Na dúvida, não compartilhe;
5 – Não ignore as informações científicas, mas considere que tudo é muito novo e ainda não temos nada definitivo;
6 – Reconheça o erro, alerte o próximo e denuncie.


Referências


GRINBERG, N. et al. Fake news on Twitter during the 2016 U.S. presidential election. Science, v. 363, n. 6425, 2020. Disponível em: https://science.sciencemag.org/content/363/6425/374/tab-pdf. Acesso em: 24 de agosto de 2020.


KLUGER, J. Accidental Poisonings Increased After President Trump’s Disinfectant Comments. 2020. TIME. Disponível em https://time.com/5835244/accidental-poisonings-trump/. Acesso em: 25 de agosto de 2020.


NETO, M. et al. Fake news no cenário da pandemia de Covid-19. Cogitare enferm, 2020. Disponível em: http://dx.doi.org/10.5380/ce.v25i0.72627. Acesso em: 25 de agosto de 2020.


O’LAUGHLIN, F. Health officials: Man drank toxic cleaning product after Trump’s comments on disinfectants. 2020. WHDH. Disponível em: https://whdh.com/news/health-officials-man-drank-toxic-cleaning-product-after-trumps-comments-on-disinfectants. Acesso em: 25 de agosto de 2020.


SHEETS, M. Two men in Georgia and one man in Kansas drank liquid cleaning products ‘to ward off COVID-19’ after Trump suggested injecting disinfectant into the lungs to combat the virus. 2020. DAILYMAIL. Disponível em: https://www.dailymail.co.uk/news/article-8265665/Kansas-man-drank-cleaning-product-Trump-suggested-injecting-disinfectant-fight-coronavirus.html. Acesso em: 25 de agosto de 2020.


UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO (UFPE). MANUAL DE ENFRENTAMENTO DE FAKE NEWS EM TEMPOS DE COVID-19. 2020. Disponível em: https://sites.ufpe.br/rpf/wpcontent/uploads/sites/43/2020/05/Manual-de-enfrentamento-a-fake-news.pdf. Acesso em: 25 de agosto de 2020.

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Uma pesquisa realizada em novembro de 2019 pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) detectou partículas virais em amostras de esgoto, meses antes dos primeiros casos clínicos. Em estudos semelhantes, o vírus foi detectado em Wuhan e Itália, em outubro e dezembro de 2019 respectivamente.
De acordo com a pesquisadora Gislaine Fongaro, a monitorização das
amostras de esgoto é uma ótima ferramenta epidemiológica, como programa sentinela para avaliar os riscos e antecipar os cuidados para com a população.
Outro estudo realizado na rede de esgoto pela Universidade Federal de
Minas Gerais, através da rede de esgoto de Belo Horizonte, concluiu que o número de infectados é bem maior do que o registrado pelas autoridades (FONGARO et al., 2020).
A Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) em parceria com a prefeitura de
Niterói, município do Rio de Janeiro, realiza periodicamente a análise da presença de material genético no sistema de saneamento, a fim de acompanhar o comportamento viral ao longo da pandemia.
Segundo com a subsecretária de Saúde de Niterói Camilla Franco, essas
pesquisas fornecem dados sobre a transmissão e compreensão de como o vírus circula no território nacional. E também é necessário a inclusão de áreas vulneráveis, para rastreamento precoce das doenças e monitorização das ações de saúde básica, de acordo com a pesquisadora da FIOCRUZ Marize Pereira Miagostovich.
Tendo como base as evidências científicas recentes, o novo coronavírus é
excretado nas fezes, entretanto, a possibilidade da transmissão fecal-oral ainda não foi comprovada assim como a viabilidade viral (HELLER et al., 2020). Até o momento, a principal modo de transmissão é por gotículas respiratórias.
Pesquisadores indicam três eixos principais quanto a análise das amostras
de esgoto. O primeiro é o monitoramento, como ferramenta de vigilância do avanço da COVID-19. O segundo é avaliar o potencial risco à saúde, como forma de contágio e, o terceiro é que o vírus começou a circular antes da cronologia oficial.
Segundo pesquisadores, a monitorização pode alertar a existências de surto de sete a dez dias antes do registro oficial, pois, o SARS-CoV-2 pode aparecer cerca de uma semana depois do aparecimento dos sintomas e permanece por mais de cinco semanas após recuperação (BBC News, 2020).
O sistema de tratamento do esgoto é capaz de eliminar a partícula viral,
contudo, a precariedade do sistema sanitário do Brasil pode promover ao despejo de enorme carga viral em cursos d’água sem o tratamento adequado (GUNDY et al., 2009; BBC News, 2020).


Referências:

  1. Fongaro, Gislaine, et al. SARS-CoV-2 in Human Sewage in Santa Catalina, Brazil, November 2019. preprint, Infectious Diseases (except HIV/AIDS), 29 de junho de 2020. DOI.org (Crossref), doi:10.1101/2020.06.26.20140731.
  2. Heller, Léo, et al. “COVID-19 Faecal-Oral transmission: Are we asking the right questions?”. Science of the Total Environment, vol. 729, agosto de 2020, p. 138919. DOI.org (Crossref), doi:10.1016/j.scitotenv.2020.138919.
  3. BBC News. Coronavírus em esgoto de 4 países antes de surto na China aumenta mistério sobre origem do vírus. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-53347211. Acesso em: 25 de agosto de 2020.
  4. Gundy PM, et al. Survival of Coronaviruses in Water and Wastewater. Food Environ Virol. 2009;1(1):10. doi:10.1007/s12560-008-9001-6
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Uma das formas de contágio do coronavírus é o contato com objetos e
superfícies contaminados. O vírus pode sobreviver durante horas e até dias
dependendo da superfície, umidade e temperatura do ambiente (KAMPF, G. et al) (ANVISA, 2020). Diante disso, a importância em ficar atento para que não ocorra contaminação no momento da compra ou manipulação de produtos e alimentos (MORAIS et al. 2020).
Atualmente não existem estudos que afirmam produtos específicos para
combater o coronavírus, no entanto, a indicação é de que em todos os ambientes sejam adotadas medidas cuidadosas de higienização (realizando a limpeza para remover as sujidades com produtos detergentes), e a desinfecção (para a eliminação de micro-organismos, com a utilização de produtos desinfetantes de uso geral ou hospitalar). É essencial respeitar sempre a forma de diluição, contraindicação, tempo de contato com a superfície, forma de aplicação, bem como os efeitos adversos (DRAKE e CRUZ, 2020).
Todos os produtos utilizados para desinfecção devem ser aprovados pela
Agência de Vigilância Sanitária (ANVISA), devendo ser seguida todas as
orientações indicadas nos rótulos dos produtos, bem como nas Fichas de
Informação de Segurança para Produtos Químicos (FISPQ) (BRASIL, 2020).
Por meio da nota técnica Nº 26/2020/SEI/COSAN/GHCOS/DIRE3/ANVISA, a
Anvisa, recomenda sobre produtos saneantes que podem substituir o álcool 70% na desinfecção de superfícies e objetos, durante a pandemia. Produtos usados para desinfecção: Hipoclorito de sódio a 0.5%, Iodopovidona (1%), Alvejantes contendo hipoclorito (de cálcio, de sódio) a 2-3.9%; Ácido peracético 0,5%, Peróxido de hidrogênio 0.5%, Compostos fenólicos, Quaternários de amônio (Cloreto de Benzalcônio 0.05%) e desinfetantes de uso geral com ação virucida.
O Álcool 70% é muito eficaz, possui ação rápida e não deixa resíduo ou
manchas, possui baixo custo e não é corrosivo. Para desinfecção de pequenos dispositivos ou equipamentos que podem ser imersos, além das superfícies é muito efetivo (ANVISA, 2020). Essas recomendações poderão sofrer atualizações à medida que informações adicionais estejam disponíveis.


Referências


ANVISA, Agência Nacional de Vigilância Sanitária. NOTA TÉCNICA Nº 26/2020/SEI/COSAN/GHCOS/DIRE3/ANVISA. Recomendações sobre produtos saneantes que possam substituir o álcool 70% na desinfecção de superfícies, durante a pandemia da COVID-19. Brasília, 2020. Disponível em: http://portal.anvisa.gov.br/documents/219201/4340788/SEI_ANVISA+-+0964813+-+Nota+T%C3%A9cnica.pdf/71c341ad-6eec4b7f-b1e6-8d86d867e489. Acesso em: 25 de agosto de 2020.


ANVISA, NOTA TÉCNICA PÚBLICA CSIPS/GGTES/ANVISA Nº 01/2020. ORIENTAÇÕES PARA A PREVENÇÃO E O CONTROLE DE INFECÇÕES PELO NOVO CORONAVÍRUS (SARS-CoV-2) EM INSTITUIÇÕES DE ACOLHIMENTO. Brasília, 2020. Disponível em: http://portal.anvisa.gov.br/documents/219201/4340788/NOTA_TECNICA_PUBLICA_CSIPS_PREVENCAO_DA_COVID_19_EM_INSTITUICOES_DE_ACOLHIMENTO+%281%29.pdf/dc574aaf-e992-4f5f-818b-a012e34a352a. Acesso em: 13 de setembro de 2020.


BRASIL. NOTA TÉCNICA COVID-19 N° 47/2020 – SESA/SSVS/GEVS/NEVISAT. ORIENTAÇÕES PARA ADEQUAÇÃO DE AMBIENTES E PROCESSOS DE TRABALHO DE TRABALHADORES DA LIMPEZA URBANA EM FACE DO NOVO CORONAVÍRUS (SARS-COV-2). Disponível em: https://saude.es.gov.br/coronavirus_notas_tecnicas. Acesso em 26 de agosto de 2020.


Drake, D., Cruz, D. Manual de procedimento de limpeza durante a pandemia. Associação de Limpeza do Mercado de limpeza profissional, 2020.


Kampf, G; Todt, D. Pfaender, S.; Steinmann, E. Persistence of coronaviruses on inanimate surfaces and their inactivation with biocidal agents. The Journal of Hospital Infection, v. 104, n. 3, p.246–251, 2020.


Morais, E. C. R., Santos, J. G., Oliveira, J. S. C., Oliveira, I. S., José, J. F. B. S. Higiene de alimentos em tempos de COVID-19: O que é preciso saber?. Universidade federal do Espirito Santo, UFES, 2020.

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A importância do laboratório clínico no acompanhamento, evolução e diagnóstico das doenças está bem claro. E nesse momento de pandemia pelo COVID-19, vários estudos vêm sendo feitos para elucidar melhor quais biomarcadores se apresentam como indicadores e estão envolvidos na evolução da doença, podendo ser utilizados em estudos para o prognóstico do paciente. As alterações laboratoriais mais encontradas em infecção por SARS-CoV-2, geralmente vem acompanhadas de leucocitose ou leucopenia, em estágios agudos e/ou iniciais há presença de linfopenia severa, além de neutrofilia, que tem sido atribuída com um prognóstico mais desfavorável (HE et al., 2020; GUAN et al., 2020; YI et al., 2020).
As alterações laboratoriais mais comuns em infecções causadas pelo SARS-COV-2 são relacionadas a cinética e produção de proteínas inflamatórias. Ocorre aumento de 75%-93% da Proteína C reativa (PCR) com concomitante diminuição sérica 50%-98% da albumina. A variação na contagem total de leucócitos é comum, podendo ser evidenciada pelo aumento ou diminuição em seus valores, com exceção a contagem de linfócitos, que em 75% dos estudos encontra-se linfopenia acentuada. A diminuição nos índices da hematimetria também são frequentes, sendo que a diminuição da hemoglobina e aumento da taxa de sedimentação de eritrócitos (VHS) ocorre em 41%-50% e 15%-85% dos doentes, respectivamente. Alterações nas enzimas hepáticas alanina aminotransferase (ALT) e aspartato aminotransferase (AST) ocorrem de 8%-37% e lactato desidrogenase (LDH) em aproximadamente 12% (LIPPI e PLEBANI, 2020).
Várias interleucinas participam da resposta inflamatória na infecção pela COVID-19 e de acordo com a evolução da doença ocorre o aumento das mesmas. Por isso nos primeiros dias de infecção, a evolução da doença pode levar a quadros de pneumonia com grave sintomatologia respiratória podendo levar a morte. As principais interleucinas envolvidas nesse processo são interleucina-6 (IL6), 2 (IL2), 7 (IL7) e 10 (IL10), fator estimulador de colônias granulocitárias (GCSF), proteína
induzida por interferon gama, proteína quimiotática de monócitos (MCP) e fator de crescimento transformante alfa (TGFα) (SINGHAL, 2020).
Características laboratoriais como linfopenia grave, tempo prolongado de
protrombina (PT), dímero-D, PCR e transaminases de pacientes internados em UTI, mostram-se mais elevadas em comparação a pacientes que não foram submetidos a internação (SINGHAL, 2020).

A relação plaquetas/linfócitos também pode ser utilizada como marcador sistêmico para avaliar o prognóstico em associação ao período de internação hospitalar (HE et al., 2020; WU et al., 2020).
A amplitude da distribuição de monócitos foi o parâmetro recentemente descoberto em associação ao estado do paciente, observou-se que nos casos de COVID-19 houve um aumento desse índice, principalmente nos estados mais graves. Ao passo que várias proteínas inflamatórias aumentam, os valores de albumina sérica diminuem. Coinfecções bacterianas são comuns, devido ao estado debilitado do paciente, por isso a quantificação seriada da PCT pode auxiliar na terapêutica mais adequada, porém mais estudos devem ser realizados para confirmar essa abordagem (GALLI e PLEBANI, 2020; LIPPI e PLEBANI, 2020)
Diferentes estudos e artigos publicados mostraram correlações entre os exames laboratoriais, gravidade da doença e prognóstico do paciente, indicando que quanto mais grave o estado clínico, mais alterações laboratoriais serão encontradas. Porém essas correlações não são uniformes entre si, mostrando a importância para que seja feito mais estudos clínicos e laboratoriais ligados a infecção do SARS-COV-2 (ZHOU et al., 2020).


Referências


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He S, Tang S, Rong L. A discrete stochastic model of the COVID-19 outbreak: forecast and control. Math Biosci Eng. 2020; 17(4): 2792-804. DOI: 10.3934/mbe.2020153.
Guan WJ, Ni ZY, Hu Y, et al. Clinical characteristics of coronavirus disease 2019 in China. N Engl J Med. 2020; Publicação online 28 fevereiro. DOI: 10.1056/NEJMoa2002032.
Yi Y, Lagniton PNP, Ye S, et al. COVID-19: what has been learned and to be learned about the novel coronavirus disease. Int J Biol Sci. 2020; 16(10): 1753-66. DOI: 10.7150/ijbs.45134.
Lippi G, Plebani M. Laboratory abnormalities in patients with COVID-2019 infection. Clin Chem Lab Med. 2020. [Publicação online ahead of print, 3 março 2020] DOI: 10.1515/cclm-2020-0198.
Singhal T. A review of coronavirus disease-2019 (COVID-19). Indian J Pediatrics. 2020; 87(4): 2810-86. DOI: 10.1007/s12098-020-03263-6.
Wu J, Li W, Shi X, et al. Early antiviral treatment contributes to alleviate the severity and improve the prognosis of patients with novel coronavirus disease (COVID-19). J Internal Med. 2020. [Published online March 27, 2020]. DOI: 10.1111/joim.13063.
Galli C, Plebani M. Clinical laboratory and SARS-CoV-2 infection: where do we stand? Clin Chem Lab Med. 2020. [Publicação online ahead of print, 24 março 2020]. DOI: 10.1515/cclm-2020-0372.
Lippi G, Plebani M. Procalcitonin in patients with severe coronavirus disease 2019 (COVID-19): a meta-analysis. Clin Chim Acta. 2020; 505: 190-91. DOI: 10.1016/j.cca.2020.03.004.
Zhou F, Yu T, Du R, et al. Clinical course and risk factors for mortality of adult inpatients with COVID-19 in Wuhan, China: a retrospective cohort study. [published online ahead of print, 2020 Mar 9]. Lancet. 2020; 395: 1054-62. DOI: 10.1016/
S0140-6736(20)30566-3.

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O canabidiol (CDB) é um fitocanabinóide extraído de plantas pertencentes ao gênero Cannabis sp, atua em diversos sistemas orgânicos, em especial no sistema nervoso central (SNC). Suas atividades biológicas e benefícios, dentre eles, o tratamento de insônia, ansiedade, dor crônica, esquizofrenia, desordens neurodegenerativas e doenças auto imunomediadas, foram descritos em literatura (NICHOLS & KAPLAN, 2020).

Em 2018, este composto foi aprovado pela Food and Drug Administration (FDA) como alternativa de tratamento para epilepsia refratária, em especial em crianças com as síndromes de Dravet e Lennox-Gastaut (NICHOLS & KAPLAN, 2020).

Ao adentrar na célula, o vírus SARS-CoV-2 liga-se a enzima conversora de angiotensina 2 (ECA-2), dando o início o processo inflamatório e, por consequência, gera sinais e sintomas clínicos conhecidos. Em alguns tecidos, como exemplo, tecido pulmonar e cavidade oral possuem altos níveis de ECA-2, tornando-se susceptíveis a infecção viral (GROSSO, 2020).

Por conseguinte, inicia-se resposta intensa pró inflamatória por conta da liberação de IL-6 e IL-1β, ativação aguda de macrófagos e recrutamento celular, resultando no quadro de tempestade de citocinas (COSTINIUK & JENABIAN, 2020).

De acordo com ensaios in vitro, observou-se aumento de citocinas anti inflamatórias e induz a diferenciação de linfócitos em células Treg. Possivelmente, endocanabinóides atuam como protetores em quadros de inflamação aguda e crônica (COSTINIUK & JENABIAN, 2020).

Baseando-se em ensaios in vivo em modelo animal, o tratamento experimental com CBD reduziu a inflamação de vias aéreas e os níveis séricos das citocinas como também reduziu a mortalidade e o estresse oxidativo em ratos; e em leitões, houve diminuição do infiltrado leucocitário e modulação do nível de IL-1 (KAPLAN et al., 2008; ARRUZA et al., 2017; VUOLO et al., 2020).

Portanto, a atividade anti inflamatório dos canabinóides é promissora, por ser prescrito na rotina clínica e possuir segurança no uso.

Referências

  1. NICHOLS, J. M. & KAPLAN, B. L. F. Immune Responses Regulated by Cannabidiol. Cannabis and Cannabinoid Research 2020; Vol. 5: 12-31.
  2. GROSSO, A. “A Cannabis medicinal pode prevenir o coronavírus”; HempMeds Brasil. Disponível em: . Acesso em 18 de agosto de 2020.
  3. COSTINIUK, C. T. & JENABIAN, M. A. Acute inflammation and pathogenesis of SARS-CoV-2 infection: Cannabidiol as a potential anti-inflamatory treatment? Cytokine Growth Factor Rev. 2020 Jun; 53: 63-65.
  4. VUOLO, F., ABREU, S.C., MICHELS, M., XISTO, D.G., BLANCO, N.G., HALLAK, J.E., ZUARDI, A.W., CRIPPA, J.A., REIS, C., BAHL, M., PIZZICHINNI, E., MAURICI, R., PIZZICHINNI, M.M.M., ROCCO, P.R.M., DAL-PIZZOL, F. Cannabidiol reduces airway inflammation and fibrosis in experimental allergic asthma. Eur. J. Pharmacol. 2019;843:251–259.
  5.    KAPLAN, B.L., SPRINGS, A.E., KAMINSKI, N.E. The profile of immune modulation by cannabidiol (CBD) involves deregulation of nuclear factor of activated T cells (NFAT) Biochem. Pharmacol. 2008;76(6):726–737.
  6. ARRUZA, L., PAZOS, M.R., MOHAMMED, N., ESCRIBANO, N., LAFUENTE, H., SANTOS, M., ALVAREZ-DIAZ, F.J., HIND, W., MARTINEZ-ORGADO, J. Cannabidiol reduces lung injury induced by hypoxic-ischemic brain damage in newborn piglets. Pediatr. Res. 2017;82(1):79–86.
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Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) atualmente é pouco provável que as pessoas possam contrair a COVID-19 através dos alimentos ou embalagens. Por se tratar de uma doença respiratória, a principal forma de contaminação é o contato direto entre pessoas doentes ou assintomáticas através da entrada pela mucosa nasal ou oral de gotículas suspensas no ambiente que foram liberadas pela tosse ou espirro. Portanto, não há evidências que a transmissão do coronavírus através de alimentos ou embalagens aconteça, pois a multiplicação viral só ocorre em um hospedeiro animal ou humano.

Entretanto, estudos realizados em laboratório demonstraram que a liberação de partículas virais no ar pode permanecer em suspensão de 40 minutos até 2h30min. e a viabilidade do vírus em diferentes superfícies depende da característica do material. Foi constatado que o COVID-19 pode ficar viável por até 72 horas em aço inoxidável e plástico, 24 horas em papelão e até 4 horas em cobre, mas a interpretação desses dados devem ser analisadas de acordo com a situação envolvida e com muito cuidado (Doremalen, et al. 2020)

No dia 13 de agosto foi publicada uma notificação da autoridade sanitária local no site do município de Shenzhen- China, informando a detecção de ácido nucleico da COVID-19 em amostras retiradas da superfície lotes de carne de frango congelada, importada do Brasil. Porém, amostras do mesmo lote foram colhidas, analisadas e não foi encontrado material genético do vírus (Brasil, 2020)

Após a divulgação da nota, o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento- MAPA, entrou em contato com a administração geral do município, para averiguar a situação. Porém, até o momento não houve notificação oficial para eventuais esclarecimentos por parte das autoridades chinesas. O MAPA ainda reforça que “a inocuidade dos produtos produzidos nos estabelecimentos sob SIF, visto que obedecem a protocolos rígidos para garantir a saúde pública”.

Portanto, o que podemos fazer para diminuir os riscos de contágio da doença é seguir as medidas de distanciamento social, higiene, limpeza, consumir sempre alimentos que passem por aquecimento adequado e sempre usar equipamentos de proteção individual.

Referências:

BRASIL. Organização Pan-Americana da Saúde- OPAS e Organização Mundial da Saúde- OMS. COVID-19 e a Segurança de Alimentos: Orientações para empresas do setor de alimentos Orientações provisórias – 7 de abril de 2020. Disponível em: < http://www.cvpconosur.org/wp content/uploads/2020/04/Guia-Covid-19-PANAFTOSA-Port.pdf >. Acesso em: 17 ago. 2020.
Doremalen, Neeltje van. Aerosol and Surface Stability of SARS-CoV-2 as Compared with SARS-CoV-1. The new England journal of medicine, England, April 16, 2020. Disponível em: . Acesso em: 17 ago. 2020.
BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Nota oficial. Esclarecimento sobre suposta detecção de coronavírus na China em asa de frango importada do Brasil. Publicado em 13/08/2020. Disponível em:
< https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/noticias/esclarecimento-sobre-suposta-deteccao-de-coronavirus-na-china-em-as a-frango-importada-do-brasil >. Acesso em: 17 ago. 2020.

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O gás ozônio (O3) é uma molécula que consiste em três átomos de oxigênio em uma estrutura dinamicamente instável. Sua função básica é proteger os seres humanos dos efeitos nocivos da radiação ultravioleta. É um composto natural facilmente gerado in situ a partir do oxigênio ou do ar e se decompõe com uma meia-vida de cerca de 20 minutos em oxigênio (Elvis e Ekta, 2011) (Sciorsci et al., 2020).

A ozonioterapia é uma técnica que utiliza a mistura gasosa ozônio-oxigênio para fins medicinais, partindo do princípio de que o O3 se dissocia rapidamente liberando uma forma reativa de oxigênio que pode oxidar as células, aumentando assim, a disponibilidade de oxigênio e ATP para a atividade celular (Sciorsci et al., 2020).

Essa terapia pode ser útil em potencial para infecção por SARS-CoV-2 em duas categorias terapêuticas: na desinfecção de superfícies ou no uso sistêmico como composto adicional, com o objetivo de melhorar o estado de saúde dos pacientes e reduzir a carga viral (Hudson et al, 2009) (ISCO3, 2020).

Uma pesquisa desenvolvida na Espanha, mostrou que a associação do ozônio com a vitamina C foi potencialmente benéfica para redução da inflamação nos pulmões, atuando na lesão pulmonar causada pela infecção por coronavírus (Hernández et al. 2020a). Outro estudo demonstrou que os pacientes que receberam a auto-hemoterapia ozonizada, obtiveram melhora clínica em tempo significativamente menor do que o grupo controle (HERNANDEZ et al. 2020b)

Na China, uma pesquisa realizada apresentou resultados que a ozonioterapia promoveu a recuperação do quadro clínico e melhora das imagens de Tomografia computadorizada de tórax, bem como promoveu a diminuição da duração do derramamento viral e o tempo de internação, sugerindo que a terapia com ozônio possa  ser  uma  modalidade  importante no controle da infecção por COVID – 19, no entanto, estudos clínicos adicionais são necessários para determinar sua eficácia,  a dosagem ideal de ozônio e a duração apropriada do tratamento (Zhishui Zeng et al., 2020).

Na Itália, após a utilização da ozonioterapia no tratamento de pacientes hospitalizados com COVID-19, houve uma melhora importante nos índices de inflamação e oxigenação, nos primeiros 9 dias após o tratamento. Foi observada uma redução significativa dos marcadores inflamatórios e tromboembólicos (CRP, IL-6, D-dímero). Bem como, houve melhora nos principais índices respiratórios, como marcadores respiratórios e de troca gasosa (SatO 2 %, relação PaO 2 / FiO 2 ) (Franzini et al, 2020)

No Brasil, estudos já foram aprovados pelo Conselho de Ética em Pesquisa (CEP/CONEP) e estão sendo realizados em pacientes ambulatoriais e internados com autoria da Associação Brasileira de Ozonioterapia (ABOZ). As pesquisas têm grande relevância, visto que além de serem as primeiras realizadas no país em Ozonioterapia para essa patologia, o ozônio tem se revelado de alta eficácia como terapia complementar no tratamento de outras doenças virais (ABOZ, 2020)

De acordo com o estudo realizado por Farias et al. (2020), a utilização da ozonioterapia como prática adjuvante no tratamento para COVID-19, deve ser realizado após avaliação detalhada dos riscos e benefícios, visto que pode auxiliar no desenvolvimento de protocolos que permitam controlar a infecção e os distúrbios causados pelo SARS-CoV-2.

REFERÊNCIAS

Elvis AM, Ekta JS. Ozone therapy: A clinical review. J Nat Sci Biol Med 2011;2(1):66-70. https://doi.org/10.4103/0976-9668.82319

Sciorsci RL, Lillo E, Occhiogrosso L, Rizzo A. Ozone therapy in veterinary medicine: a review. Res Vet Sci 2020;130:240-6. https://doi.org/10.1016/j.rvsc.2020.03.026

Hudson JB, Sharma M, Vimalanathan S. Development of a practical method for using ozone gas as a virus decontaminating agent. Ozone Sci Eng 2009;31(3):216-23. https://doi. org/10.1080/01919510902747969

ISCO3. Potential use of ozone in SARS-CoV-2/COVID-19. Madri; 2020 March 14. International Scientific Committee of Ozone Therapy ISCO3. [cited 2020 April 5]. Disponível em: www. isco3.org.

Hernández, A., Papadakos, J. P., Torres, A., González, D. A., Vives, M., Ferrando, C., Baeza, J. Two known therapies could be useful as adjuvant therapy in critical patients infected by COVID-19. Rev Esp Anestesiol Reanim . 2020a. May;67(5):245-252.

Zhishui Zheng MD Minglin Dong MD Ke Hu MD. A preliminary evaluation on the efficacy of ozone therapy in the treatment of covid-19 J Med Virol. 2020; 1-3

Hernandez, A., Vinals, M., Asuncion Pablos, A., Vilas, F., Papadakos, J. P., Wijeysundera, N. D., Vives, M. Ozone therapy for patients with sars-cov-2 pneumonia a single-center prospective cohort study. Journal of Medical Internet Research. June 12, 2020b. doi: https://doi.org/10.1101/2020.06.03.20117994

Franzini M, Valdenassi L., Ricevuti G, et al. Terapia imunocêutica com oxigênio-ozônio (O 2 -O 3 ) para pacientes com COVID-19. Evidência preliminar relatada [publicada online antes da impressão, em 8 de agosto de 2020]. IntImmunopharmacol . 2020; 88: 106879. doi: 10.1016/j.intimp.2020.106879

Farias JBF, Farias APF, Souza AG. Ozonioterapia como adjuvante no tratamento da COVID-19. Rev Bras Fisiol Exerc 2020; 19(2supl):S5-S8. DOI: https://doi.org/10.33233/rbfe.v19i2.4116

ABOZ, Ozonioterapia em regime ambulatorial para covid-19: aboz faz primeira pesquisa no brasil, Associação Brasileira de Ozonioterapia,            julho,                                 2020.                                  Disponível                                 em: https://www.aboz.org.br/noticias/ozonioterapia-em-regime-ambulatorial-para-covid-19-aboz-faz-primeira-pesquisa-no-brasil/141/

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De acordo com Martínez e Alvarez-mon (1999), o sistema imunológico é
formado por:


Uma complexa rede de células e moléculas dispersas por todo o organismo e se caracteriza biologicamente pela capacidade de reconhecer especificamente determinadas estruturas moleculares ou antígenos e desenvolver uma resposta efetora diante destes estímulos, provocando a sua destruição ou inativação.

Esta habilidade de proteção do sistema imunológico está fundamentada na
ativação das células efetoras – que englobam os linfócitos e as células
apresentadoras de antígenos ou acessórias – e estão relacionadas a produção de anticorpos. Naturalmente, uma resposta efetora desproporcional ao problema enfrentado pode ser danosa ao organismo, provocando reações inflamatórias e prejuízo orgânico em maior ou menor intensidade (MARTÍNEZ; ALVAREZ-MON, 1999).
Células tronco pluripotentes da medula óssea são precursoras das células
progenitoras mieloides e linfoides. Os progenitores linfóides originam os linfócitos T, B e células NK. As células que vão se diferenciar em linfócitos T (LT) passam pelo processo de seleção e maturação no timo. Em um organismo saudável, somente os linfócitos T maduros deixam o timo e entram na circulação. As células, que se diferenciam em linfócitos B (LB), sofrem maturação na medula óssea e, quando “prontas”, saem da medula e entram na circulação em direção aos órgãos linfóides secundários (JÚNIOR; ARAÚJO; CATELAN; SOUZA; CRUVINEL; ANDRADE; SILVA, 2010).
As moléculas responsáveis pelo reconhecimento de antígenos nos LB são as
imunoglobulinas de membrana. As regiões constantes das imunoglobulinas são limitadas e pode-se identificar cinco tipos: IgG, IgA, IgM, IgD e IgE; cada uma com funções específicas. A resistência às infecções é proveniente em parte à presença de níveis séricos suficientes de imunoglobulinas tanto em nível plasmático quanto tissular (MARTÍNEZ; ALVAREZ-MON, 1999).

Existe ainda, o sistema complemento que de acordo com Martínez e Alvarez-mon (1999), consiste em:

[…] um grupo de proteínas séricas que são formadasprincipalmente no fígado e que ao serem ativadas interagem entre si de forma seqüencial, originando uma série de reações em cascata com produção de diferentes fragmentos protéicos, que são capazes de provocar diferentes efeitos biológicos, entre os quais pode-se destacar a destruição de membranas celulares, o aumento da atividade fagocitária celular e a indução de reações inflamatórias.
A regulação do estado funcional dos linfócitos e das células acessórias é feita pelas citocinas, elas são moléculas não antígeno – específicas, isso significa que a composição bioquímica independente do antígeno que induz a ativação celular, neste grupo estão incluídas principalmente as linfocinas, monocinas e quimiocinas. No entanto, a síntese e os efeitos das citocinas não estão restritas ao sistema imunológico (MARTÍNEZ; ÁLVAREZ-MON, 1999).

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Conforme Martínez e Alvarez-mon (1999), são inúmeros os fatores capazes
de modificar o comportamento do sistema imunológico, veja exemplos:
I. Idade: nos indivíduos mais jovens e nos idosos observa-se uma maior
vulnerabilidade às infecções, que está atrelada com a capacidade
imunológica limitada nessas faixas etárias.
II. Fatores genéticos: eles têm papel considerável na eficiência da
resposta imunológica e apresentam relação em determinados níveis
de suscetibilidade a certas infecções na população.
III. Metabólicos que podem ser ambientais, anatômicos, fisiológicos,
nutricionais e microbiológicos: podem ser evidenciados em níveis
reduzidos de secreção hormonal pancreática, supra-renal e tireoidiana.
IV. Fatores nutricionais: as consequências prejudiciais das insuficiências
de níveis dietéticos específicos, minerais, aminoácidos e vitaminas do
complexo B estão vinculados ao desenvolvimento da imunidade
adquirida, tanto humoral quanto celular. São exemplos:
A. Deficiência de ferro: tem correlação com a predominância de
infecções;
B. E o déficit de zinco e magnésio estão atrelados a quedas de
imunidade;
C. Indivíduos mal nutridos têm a produção de interleucina-1 e dos
fatores do complemento reduzida, além de apresentarem uma
restrição importante da elevação das proteínas de fase aguda
em processos infecciosos e inflamatórios.
Outros aspectos do cotidiano também exercem forte influência sobre o
funcionamento do sistema imunológico, como: tabagismo, viver em condição de estresse, sedentarismo, sono desregulado etc.

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I. Mantenha uma alimentação saudável: a vinculação entre nutrição e
imunidade foi estabelecida no início da década de 70 quando exames
imunológicos foram adicionados ao catálogo de elementos utilizados
na avaliação do estado nutricional. São algumas das alterações
imunológicas relacionadas à desnutrição: prejuízo na estrutura e
função do timo, redução na função das células T, redução em alguns
componentes do sistema complemento; comprometimento da
fagocitose, da resposta citocínica, produção de anticorpos e afinidade
antígeno-anticorpo (SARNI et al., 2010).
a. O ferro é constituinte de várias proteínas, incluindo enzimas,
citocromos, mioglobina e hemoglobina. São algumas fontes deste
mineral: carnes, principalmente as vermelhas e vísceras (fígado, rim e
coração) por possuírem maior proporção de ferro heme (SARNI et al.,
2010).
b. O zinco é indispensável para o crescimento, desenvolvimento
e função imunológica. Suas aplicações biológicas podem ser divididas
em catalíticas, estruturais e regulatórias. Um impacto analisado no
déficit de zinco é a diminuição na produção de citocinas, como a
timulina – importante para a maturação e diferenciação de linfócitos T.
As formulações sugeridas pela OMS (Organização Mundial da Saúde)
para suplementação são: sulfato, acetato ou gluconato de zinco
(SARNI et al., 2010).
c. As vitaminas são micronutrientes fundamentais a diversas
interações metabólicas do organismo e estão disponíveis nos
alimentos em pequenas quantidades. Grande parte das vitaminas
chega ao organismo somente por via alimentar, por essa razão é de
suma importância garantir uma dieta variada para compor as
necessidades diárias e evitar que ocorram insuficiências.
Certas vitaminas podem chegar ao organismo por outros meios,
como por exemplo a vitamina D que é produzida a partir da ação da
luz solar na pele, a vitamina B12, o folato, a biotina e a vitamina K que
podem ser sintetizadas por bactérias intestinais, a niacina que pode
ser constituída a partir do triptofano (aminoácido essencial presente no
código genético). No entanto, essas vitaminas podem não ser sintetizadas em proporções suficientes e por isso faz-se necessária uma complementação com a ingestão dietética (Carmo, 2011; APD,
2013s), veja como:
● A Vitamina A regula a resposta de células fagocitárias, a
ativação da citotoxicidade mediada por células e o crescimento
na resposta de timócitos a mitógenos específicos,
supostamente por aumentar a expressão de receptores de
Interleucina – 2 em suas células precursoras (SARNI et al.,
2010). Em conformidade com Sarni et al. (2010), existem dois
tipos de Vitamina A:
I. Pré-formada (retinol) é encontrada naturalmente em alimentos
de origem animal. As principais fontes de retinol são: fígado, leite e
derivados e peixe.
II. Os carotenóides, que sofrem conversão em Vitamina A no
organismo, estão presentes em: óleos, frutas e vegetais.
Vitamina D: as fontes alimentares abundantes dessa vitamina
são os óleos de fígado de peixe e os peixes de água salgada, tais como sardinha, salmão e sarda. Os ovos, a carne, o leite e a manteiga também contêm pequenas quantidades desta vitamina (FALCATO, 2014, apud ANSES, 2013g; Lamberg-Allardt, 2006).
Vitamina E: as fontes mais significativas de vitamina E são os
óleos vegetais (óleos de amendoim, soja, palma, milho, girassol) e o gérmen de trigo. As fontes secundárias são as nozes, cereais integrais, amendoins, sementes de girassol, azeitonas e os vegetais de folha verde (FALCATO, 2014, apud Bayer, 2008j; APN, 2011b)
Vitamina K: as melhores fontes são: os vegetais de folha verde, tais como nabo, espinafres, brócolos, couve e alface.
Outras fontes ricas nesta vitamina são as sementes de soja, fígado de vaca, chá verde, gema de ovo, aveia, trigo integral, batata, tomate, espargos, manteiga e queijo (FALCATO, 2014, apud APD, 2013s; APN, 2011b).
Vitamina B1: em conjunto com cereais integrais, levedura de cerveja e sementes de girassol, a carne de porco, rim, fígado, pescado, leguminosas e gema de ovo são excelentes fontes dessa vitamina (FALCATO, 2014, apud APD, 2013o; APN, 2011b).
Vitamina B2: encontra-se disseminada em todos os alimentos de origem vegetal ou animal. A levedura e o fígado têm as concentrações mais elevadas, mas as fontes de dieta mais comuns são o leite e seus derivados, a carne, os ovos, os vegetais de folhas verdes e os produtos de panificação
(FALCATO, 2014, apud APN, 2011b; Bayer, 2008g).
Ácido Pantoténico: é abundante na levedura de cerveja, fígado, rins, coração e cérebro, carne bovina, carne de frango, pescado, ovos, leite, cereais, batata doce, brócolis, amendoins, nozes, cogumelos, lentilhas, laranja e abacate (FALCATO, 2014, apud APN, 2011b; APD, 2013a; Bayer, 2008b).
Vitamina B6: pode ser encontrada em carnes, frutas (banana, uvas), peixes, batata, arroz, leguminosas, amêndoas, nozes, avelãs e cereais integrais enriquecidos (FALCATO, 2014, apud Eeuwijk et al., 2012; APN, 2011b; APD, 2013j).
Vitamina B12: é fornecida principalmente por alimentos de origem animal, em particular a carne de órgãos (fígado, rins, coração, cérebro). Outras fontes são o peixe, ovos e lacticínios (FALCATO, 2014, apud APN, 2011b; FSA, 2003).
Biotina: pode ser encontrada na levedura de cerveja, fígado, gema de ovo, amêndoas, nozes, avelãs, banana, toranja e melancia, soja, espinafres, cogumelos, carnes magras, cereais, pão e lentilhas (FALCATO, 2014, apud Eeuwijk et al., 2012; APN, 2011b).
Vitamina C: as principais fontes são as frutas (citrinos, morangos, manga, kiwi, papaia, uvas, melão), batatas, brócolis, couve-flor, salsa, espinafres, agrião, nabo, couve, alho e tomate (FALCATO, 2014, apud APN, 2011b; APD, 2013q; Bayer, 2008h).
II. Pratique exercícios físicos: a hipertermia produzida pelo exercício impulsiona a síntese de citocinas, que são capazes de ampliar as proteínas da fase aguda e a proliferação de linfócitos. O sistema imunológico pode se alterar secundariamente ao “estresse” e desencadear repercussões metabólicas, sistêmicas e locais (MARTÍNEZ; ÁLVAREZ-MON, 1999).
III. Durma bem: alterações no padrão do sono podem promover diversas
alterações no organismo, como por exemplo: redução na eficiência do
processamento cognitivo, do tempo de reação e da responsividade
atencional, além de prejuízo na memória, aumento da irritabilidade,
alterações metabólicas, endócrinas, imunológicas, quadros hipertensivos, cansaço, náuseas, dores de cabeça, ardência nos olhos, visão turva, dores articulares e diminuição da libido (ANTUNES; ANDERSEN; TUFIK; MELLO, 2008).
IV. Pare de fumar: é comprovado que o consumo de tabaco é fator
causal de cancro em diferentes localizações, de doenças respiratórias
crônicas e de doenças cardiovasculares, além de desencadear outros
efeitos no aparelho gastrointestinal, na saúde reprodutiva, no sistema
endócrino, na saúde ocular, na saúde óssea e no envelhecimento da
pele (NUNES, 2006).

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Alguns produtos da Indústria Farmacêutica e Alimentícia são usados para
estimular o sistema imunológico em indivíduos que por algum motivo não
conseguem extrair todos os nutrientes necessários da alimentação. Dessa forma, ressalta-se que, para determinar o estado de saúde e a necessidade de suplementação de alguém são necessários exames clínicos. Os produtos citados abaixo estão sendo amplamente abordados tendo em vista o cenário de pandemia, e por isso, fizemos um compilado de informações a fim de que fique claro para o que e quando são indicados. Essa não é uma forma de incentivo à automedicação, salientamos que todos os medicamentos possuem efeitos adversos e por isso só devem ser usados com prescrição médica.
I. Polivitamínicos: a comunidade científica concorda que uma alimentação
equilibrada é capaz de fornecer a uma pessoa saudável todos os nutrientes
necessários e nas quantidades adequadas, por isso a suplementação
vitamínica é indicada apenas em situações específicas, quando é inviável
alcançar as recomendações vitamínicas via alimentação (RAMOS et al.).
II. Probióticos: é validada a relação entre a microbiota intestinal e o sistema imunológico, dessa forma, probióticos são usados em medicina humana na prevenção e tratamento de doenças, na regulação da microbiota intestinal, em distúrbios do metabolismo gastrintestinal, como imunomoduladores, e na inibição da carcinogênese (COPPOLA; GIL-TURNES, 2004).
III. Estimoral: é um medicamento indicado para o estímulo dos mecanismos de defesa do organismo em crianças e adultos prevenindo algumas infecções respiratórias recorrentes, como: como rinite, sinusite, otite, faringite, laringite, bronquite e suas formas compostas.
IV. Oscillococcinum: é um medicamento homeopático indicado para auxiliar na prevenção e no tratamento dos estados gripais.

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O exercício físico é considerado um dos componentes principais de uma vida saudável. Durante e após o exercício físico, aumenta-se as contagens de células de defesa, liberação de citocinas pró e anti-inflamatórias são liberadas melhorando o recrutamento celular. Além disso, o exercício melhora a circulação sanguínea, a saúde metabólica e favorece a movimentação da musculatura trazendo efeitos benéficos ao corpo como um todo podendo prevenir 1 a cada 10 mortes prematuras, além de proporcionar redução no período de duração de doenças. Pessoas que praticam exercícios moderados de forma regular são de menor incidência, intensidade dos sintomas e mortalidade para infecções virais, relatando cerca de 20-30% de redução em afecções pulmonares. Bem como, para doenças crônicas, tais câncer de mama e cólon, obesidade, diabetes e doenças cardíacas que podem agravar as consequências do Coronavírus. Concomitante, traz mudanças no potencial de coagulação, agregação planetária e fibrinólise contribuindo na redução do risco de eventos isquêmicos e desordens de coagulação associada a infecção causada pelo novo coronavírus. Além disso, a prática regular de exercícios promove sensação de bem estar e reduz risco de depressão, fator importante para a sensação de tensão e ansiedade hoje vivido pela pandemia. Por tais benefícios, é considerado uma prática não medicamentosa para prevenção e tratamento de doenças psicológicas, físicas e metabólicas, sendo preconizado pela Organização Mundial de Saúde atividades de, no mínimo 150min por semana para adultos e 300 min/semana para crianças e adolescentes. Manter o corpo ativo ajudará a ter disposição para afazeres após o período de isolamento.(MS2, 2020; CDC, 2020 MUNOZ, 2020; SILVEIRA, 2020).

A modulação da resposta imune relacionada ao exercícios varia conforme sua regularidade, intensidade, duração e tipo de esforço aplicado.Atividades intensas e prolongadas causam imunossupressão por diversas horas pós exercício físico aumenta a probabilidade de infecção. Atividades físicas (afazeres domésticos, atividades diárias), diferenciam de exercício físico (atividade padronizada e focada visando algum objetivo por meio de planejamento), porém exercem os mesmos benefícios. Entende-se por atividades físicas, atividades que explorem o ambiente do lar como organização de espaços, limpeza e higienização de cômodos, manutenção de objetos, jardinagem. Para locais com criança, recomenda-se brincadeiras, danças, obstáculos, pular corda, passeios com animais de estimação, entre outros. Para  exercício físicos pode-se realizar meditação, alongamento, subir e descer escadas, andar de bicicleta, correr ao ar livre, levantar e sentar em cadeiras, flexões, agachamentos e exercícios em geral que utilizem músculos superiores e inferiores do corpo, quadril e membros, utilizando o próprio peso do corpo ou elásticos e objetos de leve peso (garrafas de água, mochila, livros, alimentos não perecíveis). A prática de atividades em casa, possível em todas as faixas etárias, favorece também o fortalecimento dos laços familiares e sociais pela criação de entretenimento e socialização entre os moradores variando apenas em intensidade e prática para cada idade respeitando os limites de cada corpo. Orientações são necessárias para evitar maiores danos. Nessas situações a tecnologia pode ser um aliado com programas de exercícios online ou até mesmo videochamadas com um profissional. Devido aos riscos de contaminação e transmissão do coronavírus, é indicado treinamentos em locais privados (lar), ventilados e com uso individual de equipamentos. Os riscos presentes em  exercícios individuais ou em grupos praticados em academias e locais com aglomeração sobrepõe os benefícios de tal atividade e por isso devem ser evitados. (MS2, 2020; CDC, 2020; MUNOZ, 2020)

O SARS-CoV-2 utiliza a proteína spike (S) para adentrar as células utilizando a enzima conversora de angiotensina (ECA) como receptor. A ECA é presente nos tecidos cardíaco, pulmonar, renal, intestinal, adiposo e vascular com sítio de ação principal nos alvéolos pulmonares. Possui maior expressão em doenças como diabetes e obesidade, facilitando a entrada no vírus nos lipócitos funcionando como uma espécie de reservatório para o mesmo, o que traz preocupação devido a grande distribuição de gordura pelo organismo. Estudos comprovam que pacientes com obesidade são mais susceptíveis a desenvolver a COVID-19 de forma severa por impactar na função pulmonar levando a uma diminuição da capacidade do sistema. Essa enzima, também é mais expressa em pacientes hipertensos, diabéticos e com problemas cardiovasculares. Para casos suspeitos ou confirmados moderados à graves deve-se evitar as práticas físicas e retomá-las apenas pós tratamento e ausência de sintomas. (MS2, 2020; OLIVEIRA, 2020; SILVEIRA, 2020)

Sabe-se que a utilização de máscaras impedem a disseminação de gotículas expelidas do nariz ou da boca do usuário no ambiente, garantindo uma barreira física, diminuindo a exposição e o risco de infecção para a população em geral quando combinadas com medidas preventivas adicionais necessárias (higienização das mãos e superfícies, etiqueta respiratória e distanciamento social). Porém, pesquisas comprovam que durante o exercício com o uso de máscara, há uma redução na oferta de oxigênio com aumento da concentração de gás carbônico liberado durante a expiração, dificultando a troca gasosa natural, sobrecarregando

pulmão, coração, músculos e rins (ANVISA, 2020). Aumentando, então o risco para doenças crônicas futuras (CHANDRASEKARAN, 2020). Portanto, estudos orientam à prática de exercícios monitorados em casa sem o uso de máscara facial. Para os que se exercitam em público (academias, estúdios, parques, etc), devem utilizar máscara facial e realizar exercícios leves a moderados. Importante ressaltar que, seja em casa ou em público, as demais medidas preventivas continuam sendo obrigatórias, de extrema importância e não devem ser negligenciadas. (MS, 2020; ANVISA, 2020; CHANDRASEKARAN, 2020).

Referências:

  1. Perguntas e Respostas. Ministério da Saúde, Brasil. Disponível em:
    < https://coronavirus.saude.gov.br/index.php/perguntas-e-respostas >. Acesso em: 28 de ago 2020.
  2. Orientações Gerais – Máscaras faciais de uso não profissional. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Brasília, 3
    abril 2020. Disponível em . Acesso em 27 de ago 2020.
  3. Chandrasekaran, B.,Fernandes, S., “Exercise with facemask; Are we handling a devil’s sword?“ – A physiological
    hypothesis. Medical Hypotheses, vol 144, November 2020. Disponível em: < https://doi.org/10.1016/j.mehy.2020.110002 >.Acesso em 27 de ago 2020.
  4. Como fica a prática de atividade física durante a pandemia de coronavírus?. Saúde Brasil, 20 Maio 2020. Disponível
    em < https://saudebrasil.saude.gov.br/eu-quero-me-exercitar-mais/como-fica-a-pratica-de-atividade-fisica-durante-a-pand emia-de-coronavirus >. acesso em 1 set 2020.
  5. Physical Activity. Centers for Disease Controle and Prevention – Estados Unidos da América, 10 abril 2020. Disponível em: < https://www.cdc.gov/physicalactivity/about-physical-activity/index.html >. Acesso em 31 ago 2020.
  6. OLIVEIRA, M., SIBIO, M.T., MATHIAS, L. S., RODRIGUES, B.M., SAKALEM, M. E., NOGUEIRA, C. R.; Irisin modulates genes associated with severe coronavirus disease (COVID-19) outcome in human subcutaneous adipocytes cell culture. Molecular and Cellular Endocrinology, vol. 515., 2020. https://doi.org/10.1016/j.mce.2020.110917 . Acesso em: 1 set 2020.
  7. MUNOZ, J.; 2020 Covid-19 Epidemic exercise or not to exercise; that is the question. Universidade Santo Tomás, Colombia, 2020. Disponível em: < https://www.studocu.com/pe/document/universidad-santo-tomas-colombia/entrenamiento-deportivo/otros/2020-covi d-19-epidemic-exercise-or-not-to-exercise-that-is-the question/8118127/view >. Acesso em: 1 set 2020.
  8. SILVEIRA, M. P., FAGUNDES, K.K.S., BIZUTI, M. R., STARCK, E., ROSSI, R. C., SILVA, D. T. R., Physical exercise as a tool to help the immune system against COVID-19; an integrative review of the current literature. Clinical and Experimental Medicine, 29 julho 2020. Disponível em: < https://link.springer.com/article/10.1007/s10238-020-00650-3 >. Acesso em: 1 setembro 2020.
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A síndrome inflamatória multissistêmica (MIS-C) é uma doença rara, mas grave relatada em aproximadamente 2 a 4 semanas após o início de COVID-19 em crianças e adolescentes. O Centers for Disease Control and Prevention (CDC), sugeriu este termo, onde para definição de caso é necessário a confirmação da infecção pelo SARS-CoV-2, soroconversão ou exposição à COVID-19 nas últimas quatro semanas antes do início dos sintomas (CDC, 2020a).

A Sociedade de Pediatria do Reino Unido emitiu um alerta no mês de abril, reportando sobre a identificação de uma nova apresentação clínica em crianças e adolescentes, que possivelmente seria associada ao COVID-19. Estes pacientes apresentaram uma síndrome inflamatória multissistêmica, com alterações dos exames complementares e manifestações clínicas bem similares às observadas em crianças e adolescentes com síndrome de Kawasaki e/ou síndrome do choque tóxico (Mahase, 2020).

Os primeiros casos relatados relacionados à síndrome inflamatória multissistêmica, foram oito pacientes com idades variando entre 4 e 17 anos. Os mesmos apresentaram febre alta e persistente (38-40°C), conjuntivite não purulenta, apresentações variadas de exantemas, dor abdominal, diarreia, vômitos e edema de mãos e pés. Todos apresentavam doença multissistêmica e grave que evoluíram para choque com taquicardia e hipotensão arterial, com elevações de enzimas miocárdicas (troponina e pró-BNP) (Riphagen et al., 2020).

Houve a necessidade de ventilação mecânica em sete desses oito pacientes, mesmo a maioria não manifestando alterações respiratórias relevantes. Observou-se também derrame pleural e pericárdico, assim como ascite, sugerindo-se um comprometimento inflamatório sistêmico de serosas (Riphagen et al., 2020).

O aparecimento de aneurisma coronariano gigante ocorreu em uma criança, bem característico da vasculite coronariana, clássica da síndrome de Kawasaki. Todas as crianças apresentavam anticorpos detectáveis, podendo indicar que se trata de uma síndrome pós-infecciosa. A causa do único óbito desta série de casos, foi decorrente de Acidente vascular cerebral, após arritmia com choque refratário (Riphagen et al., 2020).

Outros países como Estados Unidos da América, França e Espanha também relataram a ocorrência de casos de síndrome Inflamatória Multissistêmica em crianças e adolescentes, provavelmente associados à COVID-19. Nos Estados Unidos da América, publicou-se um estudo onde foram avaliados de março a julho de 2020, 570 pacientes (MIS-C) notificados por 40 departamentos de saúde estaduais, a cidade de Nova York e o Distrito de Columbia. Desse total, 99,1% dos pacientes que realizaram o teste SARS-CoV-2, tiveram um resultado positivo no teste por RT-PCR ou sorologia. A média de idade foi de 8 anos (Godfred-Cato et al., 2020).

Em Bérgamo, na Itália, a casuística também acometeu a faixa etária pediátrica, evidenciando um aumento na incidência de manifestações clínicas e alterações laboratoriais semelhantes à síndrome de Kawasaki. Crianças e adolescentes apresentaram maiores taxas de envolvimento cardíaco e características de síndrome de ativação macrofágica comparados aos pacientes que apresentaram síndrome de Kawasaki anteriores à pandemia da COVID-19 (Verdoni et al, 2020).

No Brasil, o Ministério da Saúde determinou a notificação destes casos nos sistemas de monitoramento, bem como mantém conversas com as secretarias de saúde dos estados e municípios para orientar o atendimento e diagnóstico de possíveis casos por profissionais de saúde através da identificação dos sintomas mais comuns. Até o mês de julho, 71 casos foram registrados em quatro estados: 29 no estado do Ceará, 22 no Rio de Janeiro, 18 no Pará e 2 no Piauí, e três óbitos no estado do Rio de Janeiro (BRASIL, 2020)..

A Organização Mundial de Saúde desenvolveu um documento sugerindo uma definição de caso preliminar para esta síndrome multissistêmica. Essa definição

reflete as características clínicas e laboratoriais que são observadas em crianças e adolescentes notificadas e serve para identificar casos suspeitos ou confirmados tanto para fins de tratamento como para notificação e vigilância provisórias. Eles consistem em crianças e adolescentes de 0 a 19 anos apresentando febre > 3 dias e dois das seguintes alterações:

  1. Características de disfunção miocárdica, valvulite, pericardite ou anormalidades coronárias;
  • Conjuntivite não purulenta bilateral, rash cutâneo ou sinais de inflamação mucocutânea (oral, mãos ou pés);
  • Evidência de coagulopatia (por PT, PTT, dímeros d elevados);
  • Problemas gastrointestinais agudos (diarreia, vômito ou dor abdominal); e- Hipotensão ou choque.

Associados também a Marcadores elevados de inflamação (como ESR, procalcitonina ou proteína C reativa), nenhuma outra causa microbiana óbvia de inflamação (incluindo síndromes de choque estafilocócica ou estreptocócica, sepse bacteriana) e evidência de COVID-19 ( RT-PCR, teste de antígeno ou sorologia positiva) ou provável contato com pacientes com COVID-19 (WHO, 2020).

Uma abordagem multidisciplinar deve ser realizada por médicos que suspeitarem de MIS-C em paciente, envolvendo especialistas pediátricos, que podem incluir: cardiologia, reumatologia, imunologia, hematologia, doenças infecciosas, medicina hospitalar pediátrica e cuidados intensivos, para ser feita a orientação do tratamento individual do paciente (CDC, 2020b).

Os tratamentos consistem principalmente em cuidados de suporte direcionados contra o processo inflamatório subjacente. As medidas de suporte, tais como: suporte inotrópico, ressuscitação com fluidos, suporte respiratório e casos raros, oxigenação membranosa extracorpórea (CDC, 2020b).

As medidas antiinflamatórias consistem no uso frequente de esteroides e Imunoglobulina humana intravenosa (IVIG). A aspirina comumente tem sido usada devido a preocupações com o envolvimento da artéria coronária, e os antibióticos são usados rotineiramente para tratar uma possível sepse enquanto se aguarda a cultura bacteriana. A profilaxia trombótica é usada frequentemente devido ao estado hipercoagulável tipicamente associado (CDC, 2020b).

Os pacientes hospitalizados com suspeita de MIS-C devem ser considerados pacientes sob investigação para COVID-19 e exames RT-PCR e teste de anticorpos para COVID-19 devem ser realizados, se disponível no local (Henderson et al., 2020).

As políticas locais de controle de infecção devem ser seguidas e pacientes diagnosticado devem ser relatados ao departamento de saúde pública local. Devendo ter acompanhamento ambulatorial em cardiologia pediátrica com início 2 a 3 semanas após a alta. Pacientes com diagnóstico de miocardite devem ter restrição e / ou liberação direcionada à cardiologia para atividades vigorosas (Henderson et al., 2020).

Referências


BRASIL. Ministério da Saúde. Brasil monitora síndrome que pode estar associada ao coronavírus. 2020. Disponível em: https://www.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/47317-brasil-monitora-sindrome-que-pode-estar-associada-ao-coronavirus#: ~:text=Brasil%20monitora%20s%C3%ADndrome%20que%20pode%20estar%20associada%20ao%20coronav%C3%ADrus,-Escrito%20por%20alexandreb&text=O%20Brasil%20monitora%20casos%20de,estar%20relacionada%20%C3%A0%20Covid-1 Acesso em: 13 de setembro de 2020.
Centers for Disease Prevention and Control (CDC). Multisystem inflammatory syndrome in children (MIS-C) associated
with coronavirus disease 2019 (COVID-19) [Internet]. Atlanta, USA: CDC; 2020a. Disponível em: https://emergency.cdc.gov/han/2020/han00432.asp Acesso em: 14 de setembro de 2020.
Centers for Disease Prevention and Control ( CDC). Information for Healthcare Providers about Multisystem Inflammatory
Syndrome in Children (MIS-C) [Internet]. Atlanta, USA: CDC; 2020b. Disponível em: https://www.cdc.gov/mis-c/hcp/ Acesso em: 13 de setembro de 2020.
Godfred-Cato, S.; Bryant, B.; Leung, J. et al. COVID-19–Associated Multisystem Inflammatory Syndrome in Children — United
States, March–July 2020. MMWR Morb Mortal Wkly Rep 2020; 69: 1074-1080. DOI: http:// dx.doi.org/10.15585/mmwr.mm6932e2
Henderson, L.A., Canna, S.W., Friedman, K.G, Gorelik, M., Lapidus, S.K., Bassiri, H., et al. American College of Rheumatology Clinical Guidance for Pediatric Patients with Multisystem Inflammatory Syndrome in Children (MIS-C) Associated with SARS-CoV-2 and Hyperinflammation in COVID-19. Version 1. Arthritis Rheumatol . 2020. doi:https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/art.41454. Acesso em: 2 de setembro de 2020.
Mahase, E. Covid-19: concerns grow over inflammatory syndrome emerging in children. BMJ , 2020;369:m1710. doi: 10.1136/bmj.m1710
Riphagen S, Gomez X, Gonzalez-Martinez C, Wilkinson N, Theocharis P. Hyperinflammatory shock in children during COVID-19 pandemic. Lancet . 2020. doi: 10.1016/S0140- 6736(20)31094-1.
WHO. World Health Organization. Multisystem inflammatory syndrome in children and adolescents temporally related to COVID-19. Disponível em:
https://www.who.int/news-room/commentaries/detail/multisystem-inflammatory-syndrome-in-children-and-adolescents-with-covi
d-19 . Acesso em: 14 de setembro de 2020.
Verdoni L, Mazza A, Gervasoni A, Martelli L, Ruggeri M, Ciuffreda M, Bonanomi E, D’Antiga L. An outbreak of severe Kawasaki-like disease at the Italian epicentre of the SARS-CoV-2 epidemic: an observational cohort study. Lancet . 2020. doi.org/10.1016/ S0140-6736(20)31103-X

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Tanto no Brasil como no mundo, a existência de testes positivos em pessoas que já haviam contraído a doença, fez com que pesquisadores se perguntassem sobre a possibilidade de reinfecção da COVID-19. Com isso, estudos sobre o assunto estão sendo feitos para maiores esclarecimentos. O Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto e o Hospital das Clínicas de São Paulo estão investigando sobre os casos de pacientes que foram infectados pelo vírus e depois de alguns meses voltaram a apresentar os sintomas e obtiveram o teste positivo novamente (BBC News, 2020).

O professor, Fernando Bellissimo (2020), da faculdade de medicina da FMRP-USP, comentou sobre o caso da paciente que está sendo analisado. A paciente cujo teste deu positivo novamente, aparenta não ter desenvolvido anticorpos suficientes após a “primeira” infecção, não garantindo uma resposta imunológica. Diz ainda que este parece ser um caso raro, mas que são necessárias mais pesquisas sobre o assunto. Ainda  sobre essa paciente, o professor diz que não se trata de resquícios virais que permaneceram no organismo da moça, uma vez que esta apresentou sintomas diferentes da primeira infecção, diferentemente de alguns casos relatados ao redor do mundo (Jornal da USP, 2020).

A professora Anna Sara Shafferman Levin (2020), da FMUSP, diz que só será possível ter a certeza do que realmente ocorreu, após realizar o sequenciamento do material genético dos pacientes e da cultura em laboratório das amostras do vírus. Cientistas Sul Coreanos, concluíram que os casos de reinfecção relatados no país, foram provavelmente apenas o resultado de fragmentos virais inativos que ainda estavam no organismo dos pacientes, e não de reinfecção em si. Reafirmando a possibilidade levantada pela professora Anna Levin, de que é necessário realizar o sequenciamento genético das amostras para poder ter a certeza se é uma infecção ou não (Jornal da USP, 2020).

O único caso de reinfecção confirmado no mundo é o de um paciente em Hong Kong. Após realizar o sequenciamento do genoma viral, foi mostrado a presença de duas cepas virais diferentes, confirmando que este paciente foi infectado duas vezes (BBC News, 2020). O problema é que os pesquisadores não sabem dizer ainda quanto tempo dura a imunidade e a eficiência dessa proteção adquirida após a infecção. Apesar disso, a OMS diz que não se deve tirar conclusões com apenas um caso, portanto não deve ser visto com preocupação (BBC News, 2020). Foi percebida uma relação entre a gravidade da doença com o índice de imunidade gerado pelo paciente, ou seja, pessoas que adquiriram a forma grave da COVID-19 possuem uma resposta imunológica melhor pós-infecção do que as que adquiriam a forma leve, porém não se sabe nada sobre o tempo de duração desta resposta imunológica adquirida. Acredita-se também que esse caso de reinfecção não vá diminuir as pesquisas em busca de vacinas contra o novo coronavírus (BBC News, 2020; Jornal da USP, 2020).

Portanto, percebe-se a necessidade de mais estudos no assunto (Lima, 2020), tanto sobre a reinfecção quanto sobre a imunidade adquirida pós infecção da COVID-19 (BBC News, 2020). A realização do sequenciamento do material genético dos vírus presentes nas amostras desses pacientes com suspeita de reinfecção, por enquanto, é imprescindível para a confirmar a suspeita. Sem o sequenciamento, hoje, não se pode afirmar se é uma nova cepa viral ou se é o material viral inativado ainda presente no organismo desses indivíduos (PEBMED, 2020).

REFERÊNCIAS:
BBC News. Cientistas buscam respostas para suspeitas de reinfecção em recuperados de covid-19. Publicado online em 20 de julho de 2020, https://www.bbc.com/portuguese/53466183 . Acesso em 25 de agosto de 2020.
BBC News. Paciente de Hong Kong: Caso de reinfecção pela COVID-19 é preocupante?. Publicado online em 24 de agosto de 2020, https://www.bbc.com/portuguese/geral-53896422 . Acesso em 25 de agosto de 2020.
Jornal da USP. Teste positivo para covid-19 em quem já teve a doença leva cientistas a investigarem se é possível reinfecção. Publicado online em 06 de agosto de 2020, https://jornal.usp.br/ciencias/teste-positivo-para-covid-19-em-quem-ja-teve-a-doenca-leva-cientistas-a-investigarem-se-e-possiv
el-reinfeccao/ . Acesso em 25 de agosto de 2020.
LIMA, C. M. A. O. Informações sobre o novo coronavírus (COVID-19) . Radiologia Brasileira, São Paulo, 17 de abril de 2020. Volume 53, número 2, versão online.
PEBMED. Primeiro caso de reinfecção pela Covid-19 é confirmado por sequenciamento genético. Publicado online em 26 de agosto de 2020, https://pebmed.com.br/primeiro-caso-de-reinfeccao-pela-covid-19-e-confirmado-por-sequenciamento-genetico/ .Acesso em 26
de agosto de 2020.

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Informações sobre a evolução e as implicações da Covid-19 na gravidez são
escassas. No entanto, baseados em informações referentes a outros coronavírus patogênicos e a outras infecções víricas, podem prever-se complicações na gravidez (RAMALHO, 2020).
Até o momento, não há evidências de que as grávidas sejam mais afetadas
ou tenham mais complicações devido a Covid-19. Contudo, observou-se um
aumento na necessidade de cesarianas devido à gravidade clínica. Verificou-se também, a ocorrência de ruptura prematura de membranas, aumento de partos prematuros, taquicardia fetal, estado fetal não tranquilizador e morte fetal (RAMALHO, 2020).
A transmissão vertical não foi documentada, mas ainda sim, recentemente
publicou-se um caso de infeção neonatal cuja transmissão ocorreu precocemente (RAMALHO, 2020). Atualmente, o parto via vaginal permanece como a forma mais adequada para a resolução da gravidez em gestantes portadoras da doença. Em casos com insuficiência respiratória indica-se o parto cesariano, não obstante, ainda há necessidade de discussão do caso com anestesia e neonatologia (DUARTE; QUINTANA, 2020).
Não há consenso sobre a liberação do aleitamento natural para puérperas
portadoras da doença causada pelo Coronavírus. O CDC americano e a
Organização Mundial de Saúde, sugerem que puérperas em bom estado devem manter a amamentação utilizando máscaras de proteção e higienizando as mãos previamente. Em contrariedade, o protocolo chinês sugere a separação do neonato da mãe e opõe-se ao aleitamento natural exceto em casos em que a RT-PCR para o SARS-CoV-2 esteja negativa no leite (DUARTE; QUINTANA, 2020).
Um estudo sugere que o acompanhamento das três fases gestacionais seja
feito em locais devidamente equipados e que as gestantes sejam divididas em dois grupos para o atendimento: sintomáticas e assintomáticas, não devendo serem atendidas no mesmo ambiente e nem pela mesma equipe. Ressalta-se que todos os cuidados já comuns ao manejo da Covid-19 sejam devidamente tomados e que quando possível, o acompanhamento gestacional seja feito por telefone. Não obstante, salienta-se a importância do cuidado pessoal, vacinas e dos retornos (DUARTE; QUINTANA, 2020).

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As informações disponíveis sobre os efeitos da infecção pelo COVID-19 nas gestantes são limitadas, na atualidade estão sendo realizadas pesquisas para entender melhor o impacto do vírus do COVID-19 nestas pacientes. A gestação produz alterações no sistema imunológico e a resposta às infecções virais em geral podem causar sintomas graves, com isso as gestantes tornam-se grupo de risco e medidas de precauções devem ser tomadas para evitar a infecção pelo COVID-19.

A atenção prioritária às gestantes se dá pelas características própria dessa fase, quando ocorrem alterações no organismo, alterações adaptativas à gestação(RCOG, 2020). Com isso, há preocupação de gestante se infectar com o COVID-19 e desenvolver formas graves da doença, requerendo suporte de saúde em UTI (LIU et al. , 2020; ZHU et al,. 2020).

Os serviços de saúde obstétrica é considerado essencial e é necessário que os profissionais que atuam prestando este serviço estejam atualizados e treinados para tomada de decisões no atendimento de pessoas suspeitas ou com a infecção confirmada por COVID-19 ( RASMUSSEM E JAMIESONM, 2020).

O Ministério da Saúde disponibilizou uma cartilha de orientação de manejo clínico de gestantes com suspeita de COVID-19 na Atenção Especializada.

Fonte: Ministério da Saúde, 2020

O Ministério da Saúde (MS) recomenda que o protocolo de diagnóstico em gestantes siga o protocolo para a população adulta geral (Protocolo de Manejo Clínico da COVID-19 na Atenção Especializada). Salienta-se cuidado em alguns pontos:

  1. Todas as gestantes e puérperas passam pela triagem e devem ser orientadas sobre o uso obrigatório de máscara de proteção facial.
  • Aquelas com síndrome gripal deverão ser encaminhadas para atendimento em ambiente separado.
  • Se houver acompanhante, este também deve ser triado, orientado sobre o uso obrigatório de máscara de proteção facial e da não circulação pela maternidade. O número de acompanhantes deve  ser restrito à capacidade do setor considerando-se o afastamento preventivo.

Algumas medidas vêm sendo tomadas para evitar exposição e risco de COVID-19 entre gestantes e os profissionais da saúde em ambulatórios de pré-natal como reduzir o números de consultas físicas de pré-natal e quando necessário esta consulta física a gestante preferencialmente venha sem acompanhante, evitando assim aglomerações desnecessárias. Gestantes com comorbidades como diabetes e hipertensão devem seguir com os protocolo de consultas rotineira (Ministério da Saúde, 2020).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que as gestantes com sintomas de COVID-19 devem ser priorizadas para testagem, caso testem positivo podem necessitar de cuidados especializados.

Para todos os atendimentos presenciais recomenda-se seguir as orientações do Ministério da Saúde que orienta as ações de saúde pública para o uso de equipamentos de proteção individual pelos profissionais da saúde e de máscara pela gestante durante todo o período que permanecer fora de casa, já que pessoas assintomáticas também podem infectar outros indivíduos (Ministério da Saúde, 2020).

Referências:


MINISTÉRIO DA SAÚDE. COVID-19 | NOTA TÉCNICA N. 02/2020 – Orientações Técnicas para as Maternidades em Período de COVID-19 . Disponível em: https://www.coronavirus.rs.gov.br/upload/arquivos/202006/04181050-nt-02-orientacoes-tecnicas-para-as-maternidades-em-periodo-da-covid-19 02jun.pdf. Acesso em: 10 Agosto 2020.
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Protocolo de Manejo Clínico do Coronavírus (COVID-19) Na Atenção Primária à Saúde. Disponível em: https://www.saude.gov.br/images/pdf/2020/marco/20/20200318ProtocoloManejo-v. Acesso em: 10 Agosto 2020.
Protocolo de Manejo Clínico de Gestantes com suspeita ou confirmação de Covid-19. Disponível em: https://portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br/wp-content/uploads/2020/04/Protocolo-Manejo-Gestante-e-Covid-UNICAMP.pdf.
Acesso em: 10 Agosto 2020.
Atenção à gestante – Coronavírus (Covid-19). Disponível em:
< https://saude.to.gov.br/area-tecnica-de-saude-da-mulher/atencao-a-gestante---coronavirus-covid-19-/ > Acesso em 14 de Setembro de 2020.
Covid-19: Manejo Clínico de gestantes, adultos e Idosos na Atençao Especializada Disponível em: Acesso em 14 de Setembro de 2020.
RONDELLI, G; JARDIM,D; HAMAD, G; LUNA, E; MARINHO, W; MENDES, L; SOUZA, K; GRATÃO, L; Assistência às gestantes e recém-nascidos no contexto da infecção Covid-19: uma revisão sistemática. Revista interdisciplinar da universidade Federal do Tocantins; Revista desafios v7, n. supl. Covid-19, 2020. Disponível em: https://sistemas.uft.edu.br/periodicos/index.php/desafios/article/view/8943 Acesso em 14 de Setembro de 2020.
LIU, Y. et al. Clinical manifestations and outcome of SARS – COV2 Infection during pregnancy. Journal of infection, p.1. Disponível em Acesso em 14 de Setembro de 2020.
RASMUSSEM, S. A.; JAMIESON, D.J. Coronavirus Disease 2019 (Covid-19) and Pregnancy. Obstetrics & Gynecology, v.00.n. 00, p. 1, 2020. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/32105680 Acesso em 14 de Setembro de 2020.

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De acordo com a Nota Técnica 08/2020 que trata sobre as condutas para
doação de leite materno no contexto da infecção do novo Coronavirus.
Considerando a falta de informação da transmissão de forma direta pelo leite materno é importante manter a doação prudente e manter a recomendação de doação somente por lactantes saudáveis e sem contato domiciliar com pessoas contaminadas ou dentro do grupo de risco.
É contraindicado mulheres com sintomas da infecção ou em ambiente de
pessoas com a infecção a doação do leite materno.(BRASIL, 2020).

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Pouco se sabe sobre as consequências diretas da amamentação de crianças
por mães diagnosticadas por Covid-19. A falta de estudos e até mesmo a falta de população a ser estudada dificulta a emissão de uma informação clara e precisa (NETO, 2020), em um dos poucos estudos clínicos realizados foi pesquisada a presença do vírus no sangue do cordão umbilical, leite materno e swab da orofaringe do recém-nascido porém em todas as amostras o resultado foi negativo (Chen, Gou, Wang, et. al., 2020).
Com isso, por falta de comprovação que o aleitamento materno possa
disseminar o vírus, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) é
importante prosseguir a manutenção da amamentação. É importante salientar que a amamentação é um dos principais meios de fortalecimento do sistema imunológico da criança e superam quaisquer riscos potenciais de transmissão do vírus (IBFAN, 2020).
Porém todo cuidado deve ser dobrado principalmente no período de
amamentação, realizando todas as práticas de combate ao vírus como: Lavar as mãos com água e sabão durante 40 (quarenta) segundos ou higienizar com álcool em gel à 70% ou espuma por 20 segundos antes de tocar no bebê ou antes de retirar o leite materno; Usar máscara facial durante as mamadas; troca de máscaras a cada tosse, espirro ou a cada mamada; evitar tocar nas mãos do bebê e que a mãe coloque as mãos no rosto e cabelo da mãe; seguir rigorosamente as orientações de higienização das bombas de extração; Pedir que alguém saudável alimente a criança com uma xícara e uma colher (FIOCRUZ, 2020)

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Semanas após da declaração de emergência em saúde pública pela OMS, o
Ministério da saúde estabelece a norma técnica 12/2020 com recomendações à rede de atenção psicossocial a sua organização durante o período de pandemia. Com isso, a Lei nº 13.979, de 6 de fevereiro de 2020, define medidas para enfrentamento da emergência da pandemia decorrente do coronavírus vem se somar à Lei nº 10.216/2001, que reconhece os direitos das pessoas com sofrimento mental e as diretrizes da Política Nacional de Saúde Mental (BRASIL, 2020)
A situação demanda o emprego urgente de medidas de prevenção, controle e contenção de riscos, danos e agravos à saúde pública, incluindo aquelas no âmbito da atenção psicossocial, para a qual um incremento potencial nas crises e no sofrimento psíquico pode requerer cuidados adicionais.
O Ministério da Saúde cita uma série de recomendações para a atenção
psicossocial. São elas:
“1) Apoiar a mitigação do avanço da epidemia do SARS-CoV-2;
2) Seguir as orientações do Ministério da Saúde de higiene, abertura e
funcionamento dos serviços de saúde e protocolos de cuidado.
3) Seguir as medidas preventivas nos serviços, com o uso dos
Equipamentos de Proteção Individual (EPI), procedimentos padronizados de proteção e cuidados individuais descritos nos documentos do Ministério da Saúde e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); Estados, Distrito Federal e municípios têm autonomia decisória, complementar às
recomendações do Ministério da Saúde, para a tomada de decisões, assim
como para a elaboração dos respectivos Planos de Contingência Estaduais
e Municipais. Nesse sentido, a CGMAD/DAPES/SAPS/MS resume conjunto
geral de iniciativas que podem contribuir para a organização das ações e
serviços da Rede de Atenção Psicossocial, sinérgicas às atividades
construídas por estados, Distrito Federal e municípios. Recomenda-se que
as atividades assistenciais mantenham continuidade, com suporte às
pessoas em situação de crise, manejo das agudizações e exacerbações,
riscos, além do seguimento terapêutico já em progresso”. (BRASIL, 2020).

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A pandemia do novo coronavírus trouxe não só uma repercussão biomédica e epidemiológica mas também social, afetando diretamente todo o padrão social das pessoas. Por não haver um tratamento específico para a doença com medicamentos, ou uma prevenção como a vacina, o que se recomenda, de acordo com a OMS, é o isolamento e distanciamento social para a contenção do vírus e redução do contágio (LOLE; STAMPA; GOMES, 2020).
O distanciamento e isolamento social foi adotado como uma medida não
farmacológica a fim de evitar a contaminação de mais pessoas, muito embora essa prevenção seja a mais eficaz no momento, ela traz algumas adversidades na sociedade como a baixa economia e consequências para a saúde mental (LOLE; STAMPA; GOMES, 2020).
De acordo com a OMS, a saúde mental é um estado de bem estar no qual
um indivíduo realiza suas próprias habilidades, consegue lidar com o estresse normal da vida, trabalhar produtivamente e é capaz de contribuir com a sua comunidade. Dessa forma, a saúde mental é extremamente importante para a saúde como um todo.
Uma vez que, uma situação extrema como a pandemia atual e a
consequência de isolamento social como medida de prevenção, mexe com todo o contexto de saúde, social e econômico, além do excesso de informações, esses diversos fatores contribuem para um adoecimento mental, podendo ocorrer alterações comportamentais que impulsionam o adoecimento psicológico, que podem gerar consequências graves para a saúde mental (PEREIRA, et al., 2020).
Dessa forma, é importante refletir sobre a saúde mental e bem estar dentro
do contexto de isolamento social, pois segundo a Fiocruz, os brasileiros podem sofrer impactos psicológicos em vários níveis de gravidade e intensidade. (FIOCRUZ, 2020).
Todos os indivíduos estão suscetíveis a desenvolver algum tipo de
transtorno como o medo intensificado, ansiedade e angústia. Pessoas com
transtornos mentais pré existentes podem sofrer ainda mais com sintomas
(Ramírez-Ortiz et al., 2020). Pacientes suspeitos ou com diagnóstico positivo de COVID-19 também podem sofrer sérios transtornos como ataque de pânico, Transtorno pós traumático, depressão, sintomas psicóticos dentre vários outros (Shigemura et al.,2020). Segundo a Fiocruz, estima-se que um terço da população mundial apresente algum tipo de transtorno mental, manifestando-se conforme a força do evento e vulnerabilidade social do indivíduo, o tempo e a efetividade das ações governamentais no contexto social ao longo da pandemia da COVID-19.

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Os efeitos da pandemia e o isolamento afetam a vida das pessoas, nesse
sentido, cabe destacar a importância dos cuidados que se deve ter com a saúde mental e estratégias para que o enfrentamento, nesse período de distanciamento, se torne menos adoecedor (C. Wang et al., 2020).
As intervenções psicológicas desempenham um papel importante para lidar
com os impactos na saúde mental (Bao et al., 2020), desse modo, é importante que intervenções sejam pensadas tanto para a população geral como para profissionais de saúde (SCHMIDT, et al., 2020).
De acordo com Schmidt et al. 2020, as intervenções psicológicas voltadas
para a população geral pode ser voltada a propostas psicoeducativas, como
cartilhas e materiais informativos, com linguagem acessível e ajustada de acordo com o público alvo, além disso, a oferta de canais que possam realizar uma escuta de modo que os usuários possam exprimir suas emoções e angústias. Sugere-se que os atendimentos à pessoas que necessitem de um suporte psicológico seja dado de forma remota, com exceções de casos emergenciais, onde o atendimento presencial se faz necessário e, nesse caso, deverá ser ofertado condições adequadas de prevenção e proteção contra o coronavírus, com máscaras e álcool 70% (CFP, 2020).
As intervenções voltadas aos profissionais de saúde, também é muito
importante pelo fato de trabalharem na linha de frente e escutarem muitas queixas e consequentemente oferecem um suporte a usuários que buscam no serviço de saúde, atendimento, ou para quem já está hospitalizado (DUAN; ZHU, 2020). Dessa forma, o cuidado aos profissionais da saúde também é priorizado que seja feito a distância, por plataformas onlines, ligações telefônicas, cartilhas e presencialmente se necessário (SCHMIDT et al., 2020). Ainda assim, há um desafio aos profissionais de saúde quanto ao cuidado da saúde mental, por conta da baixa adesão, seja pela falta de tempo ou pelo cansaço por conta da sobrecarga no trabalho (Li et al., 2020).
Sugere-se que psicólogos que atuam em hospitais ou outros serviços de saúde possa prestar um acolhimento, uma escuta e até mesmo aconselhar a procura de terapias com psicólogos, na área de descanso para o profissional necessitado (SCHMIDT et al., 2020)

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A doença causada pelo COVID-19 tem sido considerada uma crise grave tanto sobre o ponto de vista epidemiológico quanto psicológico (Weir, 2020), devido às alterações emocionais, comportamentais e cognitivas que as pessoas têm vivenciado nesse período (Enumo et al. 2020). As pandemias em geral, se associam a perdas em massa, tanto de vidas humanas (Scanlon e McMahon, 2011), bem como de estabilidade, rotina, entre outros. No caso do COVID-19, o processo de terminalidade e morte tem sido muito afetado (FIOCRUZ, 2020), em função das medidas de distanciamento social adotadas em alguns países (Ferguson et al. 2020; Walker, 2020).

Todo o processo de luto é bastante complexo, pois cada indivíduo o vivencia de forma distinta e individual. O meio em que a pessoa encontra-se inserida, as diversas culturas, bem como todo o contexto da perda influencia muito na forma como a pessoa vai encarar o processo de luto (Ramos, 2016).

Segundo Worden (1983) há tarefas que devem ser realizadas para que seja completado esse processo, que consistem em: aceitar a realidade da morte, experienciar e processar a dor, adaptação ao ambiente no qual está faltando a pessoa que faleceu e reposicionar em termos emocionais a pessoa que faleceu e continuar a vida. Sendo que essas necessariamente não seguem uma ordem específica e podem ser retrabalhadas várias vezes em cada pessoa.

Normalmente os rituais de passagem entre a vida e a morte e todo o processo de enlutamento varia conforme cada sociedade e suas diferenças culturais, religiosas e cosmológicas, bem como as circunstâncias em que ocorre a morte. Esses rituais fúnebres costumam envolver desde homenagens e cerimônias de despedidas, até modos diversos de tratamento dos corpos, como cremação ou enterro (FIOCRUZ, 2020).

No entanto, as mortes causadas pelo novo coronavírus trazem características particulares que podem interferir no luto das pessoas envolvidas. Devido as suas especificidades de contágio, além de mais frequentes, ocorrem muitas vezes de forma abrupta e demanda rituais diferentes daqueles com os quais as culturas estão familiarizadas. Podendo complicar a elaboração do luto normal e aumentar risco de agravar sofrimentos psíquicos individuais e coletivos (FIOCRUZ, 2020).

Pode-se observar o luto antecipatório, onde normalmente é a experiência quando há perspectiva de morte, acostumando o emocional para a perda (Schmidt et al. 2011). Nesse caso esse luto tende a ser afetado, pois em alguns casos a situação se agrava rápido e o paciente vai a óbito (Bajwah et al., 2020). E o fato de não poder ter a presença do familiar junto ao paciente infectado, nos rituais de despedida (Lisbôa e Crepaldi, 2003), sepultamento com caixão lacrado ou a cremação do corpo, ou seja, com as ações integrantes do processo de luto deixando de ser realizadas por seus entes queridos, aumenta as possibilidades para o desenvolvimento de um luto mais complicado (onde todo esse processo é mais intenso e duradouro do que o esperado) (FIOCRUZ, 2020).

No contexto mundial, os países estão atuando em diferentes cenários e possibilidades em relação aos enterros, funerais e rituais de despedidas. As orientações e recomendações técnicas e científicas para o enfrentamento ao vírus COVID-19 têm sido o ponto central, incluindo todo o cuidado dos corpos após a morte, de modo a diminuir os riscos sanitários e de contaminação (BRASIL, 2020).

De acordo com FIOCRUZ (2020), em alguns países asiáticos como a China, foi proibido qualquer ritual de despedida aos mortos, para reduzir o risco de contaminação. Já em países europeus, como a Itália, os funerais foram restritos a poucas pessoas presentes para o ritual de velório, cremação ou sepultamento. Diante disso, na ausência de velórios tradicionais, é necessário se pensar em outras formas simbólicas das pessoas se despedirem dos seus entes queridos, recebendo

todo o apoio da família e da comunidade local, dando significado ao que estão enfrentando (Weimann e Didoné, 2020).

Destacam-se também a importância dos profissionais de saúde e agentes comunitários de saúde (que possua vínculo próximo), pois eles podem ser importantes aliados, fornecendo espaço de escuta às famílias e auxiliando nos processos de reorganização após a morte. E em casos mais complexos, caso seja necessário, é importante buscar a ajuda de um especialista para auxiliar nesse processo (Worden, 2013).

Cada pessoa manifesta seu luto de maneira individual, não devendo existir imposição de uma sequência rígida normatizando esse processo. É uma experiência única e pessoal e precisa ser respeitado (FIOCRUZ, 2020).

REFERÊNCIAS


Bajwah, S., Wilcock, A., Towers, R., Costantini, M., Bausewein, C., Simon, S. T., … Higginson, I. J. (2020). Managing the supportive care needs of those affected by COVID-19. European Respiratory Journal , 55 , 2000815. https://dx.doi.org/10.1183/13993003.00815-2020
BRASIL. Manejo de corpos no contexto do novo coronavírus – COVID-19. Ministério da Saúde: Brasília, março/2020. Disponível em: https://www.saude.gov.br/images/pdf/2020/ marco/25/manejo-corpos-coronavirus-versao1-25mar20-rev5.pdf . Acesso em: 15 set. 2020.
Enumo, S. R. F., Weide, J. N., Vicentini, E. C. C., Araujo, M. F., & Machado, W. L. (2020). Enfrentando o estresse em tempos de pandemia: proposição de uma cartilha. Estudos de Psicologia (Campinas), 37 , e200065. http://dx.doi.org/10.1590/1982-0
Ferguson, N., Laydon, D., Nedjati Gilani, G., Imai, N., Ainslie, K., … Ghani, A. (2020). Report 9 : impact of Non-Pharmaceutical Interventions (NPIs) to reduce COVID19 mortality and healthcare demand . London: Imperial College. Retrieved from http://hdl.handle.net/10044/1/77482
Fundação Oswaldo Cruz – FIOCRUZ (2020). Saúde mental e atenção psicossocial na pandemia COVID-19 : processo de luto no contexto da COVID-19 . Rio de Janeiro: Autor. Disponível em: https://www.fiocruzbrasilia.fiocruz.br/wp-content/uploads/2020/04/Sa%c3%bade-Mental-e-Aten%c3%a7%c3%a3o-Psicossocial-na-Pandemia-Covid-19-processo-de-luto-no-contexto-da-Covid-19.pdf
Lisbôa, M. L., & Crepaldi, M. A. (2003). Ritual de despedida em familiares de pacientes com prognóstico reservado . Paidéia , 13 (25), 97-109. https://dx.doi.org/10.1590/S0103-863X2003000200009
RAMOS, V. A. B. O processo de luto. Psicologia. O Portal dos Psicólogos, ISSN 1646- 6977, 2016. Disponível em: https://www.psicologia.pt/artigos/textos/A1021.pdf. Acesso em: 09 de setembro de 2020.
Scanlon, J., & McMahon, T. (2011). Dealing with mass death in disasters and pandemics. Disaster Prevention and Management , 20 (2), 172-185. https://dx.doi.org/10.1108/09653561111126102
Schmidt, B., Gabarra, L. M., & Gonçalves, J. R. (2011). Intervenção psicológica em terminalidade e morte: relato de experiência. Paidéia , 21 (50), 423-430. https://dx.doi.org/10.1590/S0103-863X2011000300015
Walker, P. G., Whittaker, C., Watson, O., Baguelin, M., Ainslie, K. E. C., Bhatia, S., … Ghani, A. C. (2020). The global impact of COVID-19 and strategies for mitigation and suppression . London: Imperial College. Retrieved from https://www.imperial.ac.uk/media/imperial-college/medicine/sph/ide/gida-fellowships/Imperial-College-COVID19-Global-Impact- 26-03-2020v2.pdf
WEIMANN, F.; DIDONÉ, J. Intervenções em situação de luto pelo COVID-19. Brasil, 2020. WEIR, K. (2020a, April, 1). Grief and COVID-19: mourning our bygone lives. American Psychological Association . Retrieved from https://www.apa.org/news/apa/2020/04/grief-covid-19

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Estudos realizados sobre o novo coronavírus mostram que as infecções na
população em geral são altas e grupos mais vulneráveis como idosos têm mais chance de desenvolver a forma grave da doença e a maioria das mortes ocorreram em idosos com idade acima de 60 anos, grupo populacional que particularmente sofre de outras comorbidades como hipertensão, diabetes, doenças do trato respiratório, que em contato com o vírus podem ter maiores complicações com relação a saúde, até mesmo levar ao desfecho de óbito (SBGG, 2020).
Relatório semanal de morbidade e mortalidade, publicado em 26 de março de 2020 no Morb Mortb Wally Rep – Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, demonstrou que estudos de casos relatados na China, aproximadamente 80% das mortes ocorreram entre adultos com idade acima de 60 anos e apenas 0,1% em uma pessoa com idade inferior a 19 anos.
De acordo com o Boletim Epidemiológico 15, publicado pelo Ministério da
saúde, no Brasil, até o dia 08 de maio de 2020, foram confirmados 145.328 casos por COVID-19, com 9.897 (6,8%) óbitos, 76.134 (52,4%) estão em
acompanhamento e 59.297 (40,8%) já se recuperaram da doença. Levando em consideração o número de casos e óbitos registrados no país, São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Pernambuco e Amazonas são os estados com maiores taxas de incidência da doença. Em relação a taxa de mortalidade, São Paulo apresentou a maior delas com 3416 óbitos, seguido do Rio de Janeiro com 1.503, Ceará com 966, Pernambuco com 927 e Amazonas com 874 óbitos. Já o número de hospitalização por Síndrome Respiratória Aguda Grave decorrente do COVID-19 apresentou ser maior entre a faixa etária 30 a 39 a 70 a 79 anos. (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2020).
Com base nos dados citados, percebe-se que a necessidade de hospitalização em leitos de UTI é maior em idosos, sendo necessário a adoção de medidas de prevenção voltada aos idosos para que seja evitado o número de casos
de adoecimento e agravamento da saúde resultando em hospitalização e em alguns casos o óbito para esse grupo populacional.

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De acordo com a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), é
de extrema importância que nesse momento principalmente os cuidados com os idosos sejam redobrados, para que a doença possa ser evitada para essa população, pois sua transmissão é rápida, em geral pode ser percebida como um quadro gripal, onde 80% a 85% dos casos são leves, geralmente em jovens e crianças, mas para os idosos pode se manifestar de forma grave que normalmente é necessário a hospitalização e, além disso, pode ser fatal.
A SBGG aconselha de modo a prevenir a doença que idosos acima de 60 anos que sejam portadores de Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) ou outras comorbidades, para que sejam adotadas medidas de restrição de contato social impossibilitando o contato com pessoas assintomáticas, evitar aglomerações de pessoas, contato íntimo, viagens e contatos com crianças.
Ressalta-se a importância de seguir as recomendações de prevenção como
higienização freqüente das mãos, evitar contato com pessoas com sintomas de gripe e seguir a “etiqueta respiratória”.
Para os idosos que convivem em Instituições de longa permanência, de
acordo com a SBGG, estão com maior vulnerabilidade ao contágio da doença, pois são idosos com a saúde já debilitada e frágil, com doenças ou comorbidades em estágios avançados. Há um contato direto com pessoas e profissionais da saúde e passam muito tempo em ambientes fechados com outros indivíduos também em igual situação de saúde.

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O Ministério da saúde disponibilizou uma cartilha de orientação de manejo clínico de adultos e idosos com suspeita de COVID-19 na Atenção especializada, onde podemos verificar também o cuidado que deve ser tomado com esses pacientes neste período de cuidados intensos.

fonte: Ministério da Saúde, 2020

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As instituições de longa permanência para idosos (ILPIS) são instituições
governamentais ou não, de caráter residencial destinada à domicílio de pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, com ou sem suporte familiar (ANVISA, 2005).
Considerando o atual cenário pandêmico por conta do novo coronavírus e a
população idosa, um grupo com maior taxa de letalidade da doença ocasionada pela COVID-19, é importante destacar a relação das ILPIS com esse cenário e a importância da prevenção e cuidado com os idosos, que é o principal grupo de risco da doença.
Para os idosos que convivem em Instituições de longa permanência, de
acordo com a SBGG, estão com maior vulnerabilidade ao contágio da doença, pois são idosos com a saúde já debilitada e frágil, com doenças ou comorbidades em estágios avançados. Há um contato direto com pessoas e profissionais da saúde e passam muito tempo em ambientes fechados com outros indivíduos também em igual situação de saúde. Desse modo, a SBGG descreve as principais orientações que devem ser tomadas por esses institutos para evitar a disseminação da doença, são eles:


“Organizar planos de ação para prevenção e manejo de idosos
moradores;
Promover treinamento da equipe assistencial para as medidas
programadas;
Reforçar condutas de higiene do local e dos protocolos de higiene de mãos e proteção dos moradores e funcionários;
Junto à equipe assistencial, estabelecer fluxo de identificação, avaliação, isolamento e condutas frente a casos suspeitos e confirmados na instituição;
Organizar áreas para isolamento respiratório de residentes sintomáticos;
Manter ventilação natural nos ambientes e diminuir o uso de condicionadores de ar ao estritamente necessário;
SUSPENDER visitas às instituições por tempo indeterminado;
Afastar imediatamente funcionários com sintomas respiratórios
ou febre;
Restringir atividades em grupo e circulação nas áreas
coletivas;
O uso de luvas não isenta de higienização adequada das
mãos após a remoção. As luvas sempre devem ser trocadas
após uso individual e a higienização das mãos deve ser
realizada após a remoção e antes de colocar novas; (…)”
(SBGG, 2020).

Estudos demonstram que as chances de surtos em Lares de idosos são
grandes. De acordo com Joseph G., essas instituições devem se preparar para essa possibilidade. Sendo assim, gestores das instituições e profissionais que nelas atuam devem rapidamente iniciar comportamentos adequados e rápidos para o gerenciamento da infecção nos lares temporários de curto ou longo prazo e ao mesmo tempo dar início imediato as prevenções, de modo a postergar ao máximo infecções pelo COVID-19 e sua disseminação por meio de medidas preventivas nas ILPIS, além do importante auxílio governamental para disponibilização de testes, resultados e tratamentos de forma rápida, pensando nos impactos tantos sociais como econômicos.
Um relatório semanal de morbidade e mortalidade foi publicado no site da
Centers for Disease Control and Prevention, relatando caso ocorrido de infecção do COVID-19, em 28 de fevereiro de 2020, em uma residente de um centro de assistência a longo prazo em Washington, que resultou em casos de 81 residentes infectados, 34 funcionários, 14 visitantes e 23 óbitos. Portanto, pelo fato do COVID-19 conseguir se espalhar rapidamente em instalações de cuidados residenciais de longo prazo, a adoção de medidas preventivas é extremamente importante para evitar surtos como esse.
O Protocolo de manejo clínico em APS, publicado pelo Ministério da Saúde,
destaca a atenção especial que deve ser dada às casas de repouso e lares de
idosos, uma vez que o maior potencial de gravidade da doença é com a população idosa. “Ações de educação poder ser realizadas nesses locais buscando a prevenção, na ocorrência de um caso, cuidado redobrado deve ser dedicado ao paciente e profissionais.” (Ministério da Saúde, 2020).
Joseph G. et al., em seu estudo traz informações que auxiliam profissionais
de saúde em geriatria que atuam em ILPIS a adotar medidas de prevenção tanto na instituição como em residentes que apresentam casos suspeitos ou confirmados da COVID-19. A implementação dessas medidas efetivas visam a diminuição da proliferação do vírus como, a separação de residentes sintomáticos, monitoramento freqüente dos sinais vitais, levando em consideração também qualquer mudança no comportamento do idoso. Quanto às admissões, deverão ser feitas nas instituições somente depois do futuro residente testar negativo, e não permitir visitas, somente em casos de situações necessárias.
Devido a preocupação com esse grupo populacional, a ANVISA
recentemente publicou a Nota Técnica nº 5/2020 que aborda orientações mínimas para as ILPIS quanto as medidas de prevenção e controle como, cuidados de limpeza e desinfecção de ambientes, higienização das mãos, avaliação e monitoramento periódico de todos os residentes, orientações quanto às visitas, vacinação dos idosos, utilização das áreas comuns, além de outras informações que profissionais que atuam nas ILPIS devem adotar como o tratamento de resíduos, adoções de medidas em casos suspeitos ou confirmados do COVID-19 e outras orientações em geral.
As recomendações e as adoções de medidas preventivas são importantes
para evitar a disseminação que ocorre de forma rápida nas ILPIS. Uma pesquisa realizada em King Country nos Estados Unidos identificou fatores que permitiam uma maior vulnerabilidade dessas instituições, como: funcionários que haviam trabalhado com sintomas da doença, funcionários que trabalham em mais de uma instalação da mesma instituição, aderência inadequada aos equipamentos de proteção individual, desafios para a implementação das práticas recomendadas, disponibilidade limitada de testes, ocasionando em um atraso no diagnóstico da doença e na dificuldade de identificar pessoas com COVID-19, com base apenas nos sinais e sintomas da doença (TEMET M et al.,2020 ).
Dessa forma, as medidas de prevenção devem ser colocadas em práticas
para que o risco de infecção e óbito seja minimizado ao máximo, principalmente nos residentes que apresentam doenças crônicas e faixa etária elevada, evitando esses resultados adversos.
Dada a experiência em diversas situações onde os residentes de ILPIS com
COVID-19 são infectados, os sintomas da doença pode não ocorrer de forma típica, como febre e sintomas respiratórios, sendo possível a não apresentação de nenhum sintoma, contribuindo para uma transmissão maior e disseminada nesses locais. Em caso de identificação de sintomas como mal estar novo ou agravado, tontura ou diarréia, deve aderir ao isolamento do paciente suspeito e posterior avaliação do quadro suspeito de COVID-19 (CDC, 2020).
Medidas preventivas recomendadas pelo CDC e órgãos governamentais
servem para que as tomadas de decisões sejam aplicadas de forma antecipada, com vista a evitar que a COVID-19 chegue nessas instalações, que a identificação de casos seja feita precocemente, impedir a propagação, gerenciamento de doenças graves e avaliar o fornecimento de EPIS e iniciar medidas para otimizar o fornecimento atual.

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Segundo Gonçalves (2020) “O sistema respiratório constitui-se, anatomicamente, de narinas, coanas, seios paranasais, laringe, traquéia, brônquios principais, brônquios segmentares, bronquíolos, alvéolos.”
Como os demais sistemas do corpo humano, o aparelho respiratório possui
mecanismos de defesa que envolvem uma série de fatores que atuam na remoção de partículas inaladas e micro-organismos. A barreira mecânica é a primeira linha de defesa e, junto com o sistema imunológico, atua com o objetivo de proteger os pulmões contra as infecções (LOPES; NORONHA; MAFO, 2010).
De acordo com Lopes, Noronha e Mafo (2010):


A estrutura das vias aéreas e sua segmentação progressiva, a filtração aerodinâmica e o transporte mucociliar compõem os principais mecanismos de defesa mecânicos. Já a interação entre o sistema macrofágico e as células imunes efetoras compõem, predominantemente, os mecanismos de defesa pulmonar imunológicos.


Infecções respiratórias representam redução temporária ou permanente das defesas pulmonares à penetração de micro-organismos na intimidade alveolar. A integridade dos mecanismos de defesa, sejam eles mecânicos ou imunológicos, é substancial para amenizar ou, até mesmo, impedir o desenvolvimento de infecção pulmonar (LOPES; NORONHA; MAFO, 2010).
Como abordado anteriormente no tópico “Fatores que modificam os
mecanismos imunológicos”, uma série de fatores podem diminuir a capacidade do sistema imunológico, dentre eles está o tabagismo. O cigarro pode causar diversos problemas de saúde, como câncer de pulmão e do aparelho digestivo, dificuldades respiratórias, infarto, derrame, infecções respiratórias, impotência sexual no homem, entre outros (TOCANTINS, 2020).
Conforme Chaieb et al. (1984), algumas investigações, confirmaram as
premissas a seguir resumidas:

  1. A inalação continuada do tabaco contribui para a
    deterioração da função respiratória;
  2. O grau de deterioração está relacionado com o
    número de cigarros fumados e a idade do tabagista;
  3. A exposição ao fumo determina hipersecreção e
    tosse que, embora reversíveis após o abandono do
    hábito, e não diretamente relacionadas com a perda da
    função, predispõem a árvore brônquica a agressões ,
    mormente de ordem infecciosa;
  4. O abandono do hábito leva necessariamente à
    reversão pelo menos parcial do dano funcional.

A doença resultante da infecção com o novo coronavírus SARS-COV-2 e
denominada COVID-19 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), apresentou sintomas e aspectos do curso da infecção semelhantes aos da gripe, embora possam evoluir para uma forma infeção respiratória aguda grave com pneumonia a exigir cuidados intensivos (RODRIGUES; BARROS, 2020).
Um estudo chinês objetivou investigar os fatores que afetam a progressão da pneumonia em pacientes com COVID-19, e identificou que o grupo de progressão teve uma proporção significativamente maior de pacientes com histórico de tabagismo e insuficiência respiratória do que o grupo de melhora. Além do mais, o grupo de progressão era relativamente mais velho que o grupo de melhora (LIU et al., 2020).

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A crise sanitária causada pelo novo coronavírus, SARS-coV-2, causa ainda
algumas dúvidas e uma delas está relacionada aos animais, principalmente os que têm maior contato com seres humanos, os domésticos. Por isso, a importância desse tópico.
Até o presente momento não há evidências científicas de transmissão do
vírus de animais para humanos, atuando de forma significativa na propagação de infecções humanas com o SARS-coV-2. Pesquisas até o momento tem mostrado que a transmissão do vírus causador da COVID-19, ocorre de humano para humano. As evidências atuais sugerem que o vírus SARS-coV-2 surgiu de uma fonte animal, porém, há necessidade de maior investigação para encontrar a real fonte do vírus e entender como começou a infectar humanos (OIE, 2020).
Existe a possibilidade de infecção do vírus em animais, na atual situação que o vírus está amplamente distribuído na população humana, ocorrendo infecção em animais por conta do contato deles com seres humanos (OIE, 2020).
Acredita-se que casos como o de um tigre no zoológico de Nova York, que
apresentou os sintomas da doença, aconteceu pela exposição do animal a um funcionário do zoológico que estava ativamente lançando o vírus. Por esse motivo, recomenda-se que qualquer pessoa doente ou suspeita pela COVID-19 devem restringir o contato com animais, principalmente os domésticos, por ter um maior contato com seres humanos.
Em caso de necessidade do contato, recomenda-se lavar sempre as mãos
antes e depois do contato com os animais ou com seus pertences (USDA, 2020).
Havendo suspeita de infecção da COVID-19 no animal, recomenda-se entrar
em contato com uma clínica veterinária, explicar se o animal foi exposto a alguém que testou positivo para o vírus, apresenta os sintomas da doença ou há suspeita, e se o animal apresenta algum sintoma, para que o veterinário analise, e em caso de necessidade o animal ser testado e as autoridades responsáveis notificadas (USDA, 2020).
Estudos mostram que os animais domésticos estão suscetíveis à doença
quando estão em contato com humanos infectados, mas a infecção não ocorre facilmente, sendo possível mesmo infectado, o animal não apresentar sintomas da doença. Além disso, os gatos apresentam ser mais suscetíveis a doença, uma vez que os receptores das células respiratórias dos gatos e dos humanos são semelhantes. Em comparação, os cães apresentaram ser menos vulneráveis ao vírus (LOPES et al., 2020).
De acordo com a Associação Americana de Medicina Veterinária, os animais
de estimação são raramente infectados em condições naturais. Entre 1 de janeiro a 9 de maio de 2020, apenas cinco animais tiveram contato com o vírus causador da COVID-19, em Hong Kong e Estados Unidos. Também foram relatados casos na Europa mas não houve confirmação dos casos pois os testes não foram concluídos (AVMA, 2020).
A infecção confirmada do SARS-coV-2 em dois gatos de estimação em Nova
York, apresentaram doença respiratória leve. Investigações neste caso,
demonstraram que ambos tiveram contato próximo com pessoas confirmadas, seus possíveis tutores, sugerindo a disseminação de humano para gato (CDC, 2020).
Segundo o Centers for Disease Control and Prevention, nos animais, os
sinais clínicos da doença para o vírus SARS-coV-2 permanece indefinido em grande parte. Sabe-se que os animais domésticos podem apresentar sintomas respiratórios ou gastrointestinais, com base em outros coronavírus mais comumente encontrados em animais. Os principais sintomas com maior probabilidade de aparecimentos em animais mamíferos infectados por SARS-coV-2 são: febre, tosse, dificuldade em
respirar ou falta de ar, letargia, espirros, corrimento nasal, descarga ocular, vômito e diarréia.
Aos tutores de animais domésticos, é importante que se mantenham
atualizados e mantenham seus animais seguros. Algumas recomendações do CDC são importantes para a prevenção dos animais, como:

“Não permitir que animais de estimação
interajam com pessoas ou outros animais
fora de casa; Manter os gatos dentro de
casa sempre que possível para evitar que
eles interajam com outros animais ou
pessoas; passear com os cães na coleira,
mantendo 2 metros de outras pessoas e
animais; evitar parques de cães ou locais
públicos onde um grande número de
pessoas e cães se reúna.” (CDC, 2020)

Procurar manter a saúde perto dos animais é de extrema importância, por
mais que não haja evidências científicas de que os animais desempenham um papel significativo na disseminação do COVID-19, sendo considerado extremamente baixa a possibilidade de infecção. Além disso, segundo a OPAS, o convívio com animais melhoram e enriquecem o ambiente familiar, podendo ajudar principalmente o apoio psicológico, reduzindo os níveis de estresse, ansiedade e a tendências suicidas, algo considerado de grande apoio nesse momento de distanciamento social.
Segundo a Organização Mundial de Saúde Animal – OIE, a infecção de
animais com o COVID-19 atende aos critérios de uma doença emergente, sendo necessário em caso de infecção de animais, notificar a OIE.
Importante destacar que existem diferença entre os coronavírus, devido a
existência de vários vírus da família coronaviridae, distribuídos nos gêneros Alfacoronavírus, Betacoronavírus, Deltacoronavírus e Gamacoronavírus onde a espécie CCov e FCoV do gênero Alfacoronavírus, são causadores das doenças gastroenterite que podem ocorrer em cães e gatos e a PIF (Peritonite Infecciosa felina) em gatos, consecutivamente, e não são transmissíveis ao humanos. O COVID-19 da espécie SARS-coV-2, do gênero Betacoronavírus é um vírus diferente dos que acometem cães e gatos (CFMV, 2020).
Até o momentos, ainda existem poucos estudos que relatam infecções em
animais domésticos. É necessário a publicação de mais estudos para compreender a infecção de animais pela COVID-19 e a evolução do vírus em diferentes animais. A COVID-19 é uma doença humana potencialmente emergida através de uma fonte animal, afirmando ainda mais o conceito e abordagem de Saúde Única, vertente que unifica a saúde do meio ambiente, animais e pessoas.
O teste em massa ou de rotina aos animais não é recomendado pela OIE e
nem pelo CDC, mas pode ser aplicado em situações em que envolvam tomada de decisões, manejo populacional, casos suspeitos em animais, casos de interesse para saúde pública, para espécies em projetos conservacionistas ou para fins de pesquisa. Caso seja aplicado, deve seguir todas as normas sanitárias na coleta, manuseio e interpretação das amostras e comunicação dos resultados. Todas as etapas devem ser coordenadas juntamente ao órgão de saúde pública (OIE, 2020;
AVMA, 2020; CDC, 2020).
Fatores epidemiológicos associados com sinais clínicos guiam a escolha do
teste quando; animal com histórico de contato com caso humano suspeito e/ou confirmado ou de área de risco e com sintomatologia clínica, animal de importância conservacionista que se encontra sob cuidados humanos e populações de animais que não se possuem histórico de possível contágio, mas sinais compatíveis com a doença (OIE, 2020; CDC2, 2020).
De acordo com a Organização Mundial de Saúde Animal – OIE, um caso
suspeito em um animal é determinado quando este possui sinais compatíveis com a doença, todos os outros diagnósticos diferenciais foram descartados e possui link epidemiológico com um caso confirmado humano. Casos confirmados em animais, se obtém através da positividade em sequenciamento genético do vírus de amostras extraídas diretamente do animal. Neste, se faz necessário a notificação à OIE e adoção de medidas como quarentena, desinfecção e vacinação (quando houver). Até o presente momento, mais de 40 animais foram diagnosticados via testes moleculares (sequenciamento genético e Reação de Cadeia em Polimerase-PCR), incluindo as espécies tigre, leão, furão, gato e cão doméstico envolvendo países como China, Bélgica, Estados Unidos da América, Hong Kong, Suécia, França, Espanha, Alemanha, Rússia, Dinamarca e Reino Unido. (AVMA, 2020; OIE4, 2020).
Segundo a OIE, mais de 8 espécies animais foram determinadas como
susceptíveis ao SARS-CoV-2 por vias naturais ou experimentais sendo elas; cão e gato domésticos, ferrets, morcegos frugívoros, hamster sírio, primatas, furões, tigres e leões, em que, a transmissão antropozoonótica pode ocorrer entre furões e os humanos, embora ainda não confirmada. Até o momento, animais de produção como galinhas, porcos, perus, não demonstraram susceptibilidade experimentalmente. É possível que demais mamíferos mantidos como pets (chinchila, coelho, porquinho da índia, gerbil) possam se infectar. Demais espécies de aves, répteis e peixes não aparentam ser susceptíveis (AVMA, 2020; OIE5,2020; CDC, 2020).
O comportamento patológico da COVID-19 em animais é semelhante em
humanos em que possui período de incubação de 2 a 14 dias, transmissão através de gotículas expelidas pelo trato respiratório, sinais majoritariamente respiratórios e diagnóstico via detecção do agente e/ou de resposta imune. Os sinais clínicos podem incluir, mas não limitar-se em; descarga nasal, tosse, dificuldade respiratória, vômitos e sinais gastroentéricos. Sinais brandos e assintomáticos podem ocorrer.
Dado a possibilidade de transmissão e contágio via animais, faz-se necessário medidas de biosseguridade e higiene evitando-se contato do animal com demais pessoas e animais. Caso o animal apresente sintomas, busque atendimento especializado alertando-o do caso (OIE, 2020; OIE5, 2020;, CDC2, 2020; CDC3, 2020).
Embora não haja comprovação da transmissão animal-humano e os casos
confirmados advenham da proximidade de contato com pessoas, os animais
desempenham papel epidemiológico e contribuem para o contágio. Logo,
presume-se que os cuidados com os animais domiciliares não devam ser
negligenciados. Entre eles estão: impedir interação do animal com demais animais e pessoas, caso esteja doente não manusear o animal ou utilizar equipamentos de proteção (escudo facial, luvas e máscaras), não compartilhar alimentos e cuidados ao manipular comida e utensílios dos animais. Ao sair de casa, manter animal sempre em coleira, evitar locais movimentados e, ao retornar, higienizar mãos, sapatos, membros e pelos dos animais. Não utilizar nenhum composto químico desinfetante que não seja aprovado para uso animal (OIE, 2020; AVMA, 2020; CDC, 2020; CDC3, 2020).
Em caso de local de atendimento veterinário ou de venda de insumos e/ou
produtos veterinários; manter distanciamento social, higienização de superfícies e mãos, limitação no número de pessoas e animais no local, aferição de temperatura e uso de equipamentos de proteção individual (AVMA,2020; CDC,2020; CDC3, 2020).
Não há motivos de retirada do animal do lar, em casos suspeitos ou
confirmados de COVID-19, a não ser que haja impossibilidade nos cuidados
necessários. A eutanásia e/ou abandono não é recomendada. Pessoas infectadas devem evitar contato com animais domésticos, domesticados e cativos – pets, zoológicos, fazendas, abrigos, entre outros. Em situações em que o animal seja positivo, seguir a mesmas normas para humanos; monitoramento dos sintomas, tratamento adequado, distanciamento e isolamento social, uso de equipamentos de proteção individual ao manipular o animal, seus utensílios e dejetos e higienização de superfícies. (OIE, 2020; AVMA, 2020, CDC, 2020; CDC3, 2020).
Ao adquirir novos animais; procurar atendimento médico veterinário para
exame geral de saúde, realizar período de quarentena e monitorar quanto ao aparecimento de sintomas. (CDC,2020).

REFERÊNCIAS:

1. Considerations for sampling, testing, and reporting of SARS-CoV-2 in animals. World Organisation for Animal Health – OIE, Paris, França, 7 mai 2020. Versão 1. Disponível em: Acesso em: 1 de agosto de 2020.

2. COVID-19 Portal. Questions and answers on COVID-19. World Organisation for Animal Health – OIE, Paris, França, 6 jun 2020. Disponível em: Acesso em: 3 de agosto de 2020.

3. SARS-CoV-2 in Animals. American Veterinary Medical Association – AVMA, Schaumburg, IL, 11 jun 2020. Disponível em: . Acesso em: 4 de agosto de 2020.

4. COVID-19 Portal. Events in Animais. World Organisation for Animal Health – OIE, Paris, França, Ago 2020. Disponível em: Acesso em: 4 de agosto de 2020.

5. Infection with SARS-CoV-2 in Animals – OIE technical Factsheet. World Organisation for Animal Health – OIE, Paris, França, 3 Jul 2020. Disponível em: . Acesso em: 5 de agosto de 2020.

6. COVID-19 Recommendations for Pet Stores, Distributors and Pet Breeding Facilities. Centers for Disease Control and Prevention – CDC, EUA. 30 jun 2020. Disponível em: . Acessado em 5 de Agosto de 2020.

7. Evaluation for SARS-CoV-2 Testing in Animals. Centers for Disease Control and Prevention – CDC, EUA. 29 jun 2020. Disponível em Acesso em: 5 de agosto de 2020.]

8. If your pet tests positive. Centers for Disease Control and Prevention – CDC, EUA. 11 jun 2020. Disponível em Acesso em: 5 de agosto de 2020.

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O Programa Nacional de Imunizações (PNI), criado em 1973 pelo Ministério da Saúde (MS), é referência internacional de política pública de saúde e é, hoje, parte integrante do Programa da Organização Mundial da Saúde, com o apoio técnico, operacional e financeiro da UNICEF e contribuições do Rotary Internacional e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Antes disso, a imunização tinha um caráter descontínuo e escasso, cobrindo poucas regiões do país. Dessa forma, o programa veio com o objetivo de uma “imunização sem excluídos” tornando a vacinação acessível e distribuída de forma gratuita em todo o
país, sendo possível uma vacinação em massa eficaz e controle das doenças
imunopreveníveis contendo um total de 45 imunobiológicos entre todas as faixas etárias. Como exemplos, podemos citar: catapora, sarampo, hepatite B, caxumba, rubéola, difteria, tétano, tuberculose, febre amarela, coqueluche, poliomielite e influenza (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2020).
O Ministério da Saúde e a Secretaria de Vigilância em Saúde já estão se
preparando para o planejamento da imunização contra o SARS-CoV-2 (COVID-19) o qual irá apontar os grupos populacionais a serem imunizados, calendário a ser adotado, número de doses e todas as outras informações relevantes, como divulgado pelo secretário de vigilância em saúde do MS, Arnaldo Medeiros. Porém, o mesmo só será concluído e divulgado após a confirmação da eficácia de alguma das vacinas em desenvolvimento no país. Dentre estas, as mais avançadas são a CoronaVac, vacina chinesa em fase de teste em humanos pelo Instituto Butantan; e a vacina em associação com o Laboratório AstraZeneca e a Universidade de Oxford a qual também está em fase de teste em humanos (Lupion, 2020; Amorim, 2020).

Referências:

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Programa Nacional de Imunizações: 30 anos. Série C: Projetos e Programas e Relatórios. 2003

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Programa Nacional de Imunizações (PNI). Disponível em:
http://www.blog.saude.gov.br/index.php/entenda-o-sus/50027-programa-nacional-de-imunizacoes-pni. Acesso em: 07 de setembro de 2020.

Lupion, B. Como o Brasil se prepara para garantir a vacina de covid-19 à população. 2020. Disponível em:
https://p.dw.com/p/3gnQu. Acesso em: 07 de setembro de 2020.

Amorim, S. Plano nacional de imunização será divulgado após comprovação da eficácia de vacina para Covid-19, diz
Ministério da Saúde. 2020. Disponível em:
https://br.noticias.yahoo.com/plano-nacional-imuniza%C3%A7%C3%A3o-ser%C3%A1-divulgado-173353574.html. Acesso em:
07 de setembro de 2020.

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Vacina é um método altamente efetivo para prevenir certas doenças infeciosas e é caracterizada pela inoculação de um agente específico, porém sem a capacidade de se multiplicar e provocar danos ao organismo, com o intuito de induzir uma imunidade protetiva e duradoura contra este agente (ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE, 2012). Os microrganismos utilizados nas vacinas podem ser vírus, bactérias, protozoários ou fungos, que ao serem inoculados e detectados pelo sistema imunológico causará uma reação das células de defesa que atacarão e desenvolverão uma memória imunológica e caso haja um novo contato o corpo já saberá como reagir impedindo o desenvolvimento da doença (STERN; MARKEL, 2005; CINTRA, 2018).
Desde o início da pandemia, instaurou-se uma corrida contra o tempo para o desenvolvimento da vacina que possa prevenir esta doença o mais rápido possível, porém o desenvolvimento de uma vacina requer inúmeros passos e processos para que esta seja considerada eficaz para utilização em larga escala (LURIE et al., 2020).
Resumidamente, tudo se inicia com o estudo da biologia do vírus e produção de “vacinas-teste” que serão utilizadas em animais experimentalmente infectados sendo observado se existiu a capacidade protetiva, denominada de fase pré-clínica. Posteriormente, caso haja sucesso nos animais, iniciará inoculação em seres humanos voluntários (fase clínica) (ALISSON, 2020; LURIE et al., 2020). É um processo moroso, mas estritamente necessário para que não haja nenhum tipo de equívoco e efeitos colaterais da imunização.
Um dos problemas na produção de vacina é a capacidade mutagênica do vírus, o Sars-CoV-2 é um vírus RNA, os quais possuem uma alta capacidade de mutação decorrente da sua forma de invasão e replicação. Portanto, isso causa uma dificuldade no desenvolvimento de protocolos de imunização, pois caso o vírus sofra uma mutação que seja capaz de burlar o sistema imunológico do hospedeiro e desenvolver a doença, torna a vacina ineficaz (JOHNS HOPKINS CENTER FOR HEALTH SECURITY, 2020). Ainda não existem estudos sólidos sobre a capacidade mutagênica associada a existência de cepas virais capazes de impedir a ação das vacinas sendo produzidas.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), até 10 de Agosto de 2020, havia 28 vacinas na fase clínica e 139 vacinas na fase pré-clínica. Dentre essas, duas são brasileiras, uma da Universidade de São Paulo e outra da Fundação Oswaldo Cruz e Instituto Butantan (ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE, 2020). Além disso, em junho de 2020, o governo federal enviou resposta à embaixada Britânica e ao presidente do laboratório AstraZeneca aceitando a proposta de Acordo de Cooperação no desenvolvimento tecnológico e acesso do Brasil à vacina para COVID-19 que está sendo produzida pela Universidade de Oxford, considerada a mais promissora mundialmente (AGÊNCIA SAÚDE – ATENDIMENTO À IMPRENSA, 2020).

Referências:

AGÊNCIA SAÚDE – ATENDIMENTO À IMPRENSA. Brasil entra em parceria para produção de vacina contra Covid-19. Brasília, 27 jun. 2020. Disponível em:
https://www.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/47132-brasil-entra-em-parceria-para-producao-de-vacina-contra-covid-19. Acesso em: 12 ago. 2020.

ALISSON, E. Animal testing of potential Brazilian vaccine for COVID-19 begins. Agência FAPESP. São Paulo, 17 jun. 2020.
Disponível em: https://agencia.fapesp.br/animal-testing-of-potential-brazilian-vaccine-for-covid-19-begins/33405. Acesso em: 11 ago. 2020.

CINTRA, C. Vacinas: veja como funciona o processo de produção. JORNAL ESTADO DE MINAS. Belo Horizonte, 21 dez.2018. Disponível em:
https://www.em.com.br/app/noticia/especiais/o-poder-da-vacinacao/2018/12/21/noticia-vacinacao,1015449/vacinas-veja-como-funciona-o-processo-de-producao.shtml. Acesso em: 11 ago. 2020.

JOHNS HOPKINS CENTER FOR HEALTH SECURITY. SARS-CoV-2 Genetics. Bloomberg School of Public Health, 16. abril 2020. Disponível em:
https://www.centerforhealthsecurity.org/resources/COVID-19/COVID-19-fact-sheets/200128-nCoV-whitepaper.pdf. Acesso em: 12 ago. 2020.

LURIE, N.; SAVILLE, M.; HATCHETT, R.; HALTON, J. Developing Covid-19 Vaccines at Pandemic Speed. The New England Journal of Medicine, v. 382, n. 21., p. 1969-1973.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE. DRAFT landscape of COVID-19 candidate vaccines – 10 August 2020. Disponível em: https://www.who.int/publications/m/item/draft-landscape-of-covid-19-candidate-vaccines. Acesso em: 12 ago. 2020.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE. Vaccine-preventable diseases and vaccines. In: International travel and health. 1. ed. Geneva: WHO PRESS, 2012. p. 80-140.

STERN, A. M.; MARKEL, H. The History of Vaccines And Immunization: Familiar Patterns, New Challenges. HEALTH AFFAIRS, v. 24, n. 3, p. 611-621.

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Em sessão da Academia Nacional de Medicina (ANM), foi anunciado a
produção de soroterapia ao combate do SARS- CoV-2 através da inoculação única da proteína Spike em equinos que tendem a produzir um anticorpo neutralizante em média de 20 a 50 vezes mais potente que o anticorpo de plasma de humanos convalescentes. Até o momento, os testes in vitro demonstraram efetividade na neutralização viral pelos anticorpos policlonais equinos e permanecem a nível laboratorial, que deverão ser aprovados pela Agência Nacional de Saúde (Anvisa) para estudos clínicos em humanos a fim de averiguar sua segurança à saúde humana. Atualmente, o soro está sobre patente brasileira (DANTAS, 2020;
GRANDA, 2020; ZYLBERMAN, 2020; SANTOS, 2020).
O projeto tem sido encabeçado por pesquisadores do Instituto Vital Brazil em parceria com pesquisadores das instituições, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe/UFRJ), Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj) e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Sendo financiado pela Faperj, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) (DANTAS, 2020; GRANDA, 2020).
A glicoproteína Spike trata-se da proteína externa à cápsula viral e é a
principal responsável pela ligação à receptores das células humanas funcionando semelhantemente ao sistema chave-fechadura, em que a proteína trata-se da chave para adentrar a célula (fechadura) permitindo, consequente replicação e manifestação da doença. No experimento, realizado pelo Instituto Vital Brazil, o soro anti SARS-CoV-2 foi produzido através da imunização de equinos com a inoculação da glicoproteína S recombinante (semelhante a proteína espícula do coronavírus-manufaturada pela Coppe/UFRJ). Estes produzem anticorpos que são isolados através da filtração e clarificação a partir da extração de seu plasma sanguíneo, para posterior aplicação em paciente afetados, nos quais terão os vírus anulados pela ação dos anticorpos inoculados (DANTAS, 2020; GRANDA, 2020; ZYLBERMAN, 2020;, SANTOS, 2020).
Estudos demonstram a efetividade da neutralização do vírus em contato com o anticorpo equino e é indicado, quando autorizado, para utilização em pacientes moderados a graves como forma de prevenção do internamento em unidade de tratamentos intensivos (UTI), evitando a intubação, ventilação mecânica e etc por neutralizar o agente antes da ação nas células pulmonares. Para pacientes já críticos, os efeitos são limitados e para casos leves sem necessidade de atendimento hospitalar, não há indicações até o momento (DANTAS, 2020; GRANDA, 2020, ZYLBERMAN, 2020).
Uma vez que existe uma grande demanda terapêutica global e a produção de vacinas ainda requererem mais testes, e mesmo posteriormente, em virtude da dificuldade em atender à grande demanda de vacinação em todo o mundo e a urgência em protocolos eficazes na luta contra o vírus, o uso potencial do tratamento com imunidade passiva via soroterapia se prova uma grande oportunidade por ser permitir produção rápida e em larga escala (GRANDA, 2020).
O soro com anticorpos equinos já é produzido e utilizado no Brasil e no
mundo para diversas doenças como Raiva e Tétano e para acidentes com animais venenosos e peçonhentos como aranhas, serpentes e escorpiões (DANTAS,2020). Nesta situação, o soro é chamado de hiperimune ou hiperimune gamma globulinas por ser mais específico que anticorpos nas afecções citadas (GRANDA, 2020). Em relato, o pesquisador Adilson Stolet, médico e presidente do IVB, afirma que o instituto tem capacidade de produção em grande escala de até 300 mil ampolas com projeção para um milhão de ampolas quando em trabalho conjunto com outros laboratórios oficiais como a Fundação Ezequiel Dias (FUNED – MG) e o Instituto Butantã (DANTAS, 2020; GRANDA, 2020).
A soroterapia foi descoberta nos fins do século XIX com soro antidiftérico em carneiros e posterior em cavalo possibilitando obtenção de maiores volumes de plasma. Embora agente imunizador imunobiológico, ou seja, agente fabricado a partir de organismos vivos e que traz imunidade, o soro difere-se dos tratamentos com plasma sanguíneo e vacina nas seguintes modalidades: Vacinas possuem o agente causador da doença em que podem ser, vivos-atenuados ou inativados e elas estimularam a produção de anticorpos por parte do sistema imunológico do organismo inoculado resultando em imunização ativa como forma de prevenção. O plasma é a porção líquida do sangue rica em anticorpos produzidas pelo organismo
convalescente. No entanto, cada amostra terá quantidade e composição diferente por depender do organismo doador e sua capacidade imunológica, além de compor todos os anticorpos já produzidos pelo corpo podendo ser específico ou não à doença em questão. É utilizado em fase posterior à infecção e trata-se de imunização passiva. Soros, por sua vez, também oferecem imunização passiva, porém contém a presença dos anticorpos neutralizantes específicos à doença e que são isolados de qualquer outra substância do organismo, portanto não variam em composição e nem em quantidade. Possui principal aplicabilidade quando não há possibilidade de espera na produção de anticorpos pelo organismo infectado, necessitando de auxílio externo imediato (DANTAS, 2020;, SANT`ANNA, 2005; SANTOS, 2020).

REFERÊNCIAS:

1. DANTAS, C; “Brasileiros Descobrem que anticorpo de cavalos contra Covid é até 50 vezes mais potente”. G1 – Bem Estar. 13/08/2020 Disponível em: . Acesso em: 15 de ago 2020.

2. Instituto Vital Brazil; “Instituto Vital Brazil anuncia patente de soro contra a Covid-19”. IVB. 13/08/2020. Disponível em: . Acesso em: 15 de ago 2020.

3. GRANDA, A.; “Equine serum found to have powerful antibodies against COVID-19”. Agência Brasil 14/08/2020. Disponível em: Acesso em: 17 de ago de 2020.

4. SANT`ANNA, O. A., FARIA, M. Origens da imunologia: os anti-soros e a caracterização da especificidade na resposta imune. Seção Medicina e Cultura. Rev Med (São Paulo), 2005 jan.-mar.; 84 (1)34-7.

5. ZYLBERMAN, V. et. al., Development of a Hyperimmune equine serum therapy for covid-19 in Argentina. Medicina (Buenos Aires) 2020; Vol. 80 (Supl III): 1-6. PMID: 32658841. Disponível em: . Acesso em 17 de agosto de 2020.

6. SANTOS, Vanessa Sardinha dos. “Soro e vacina”; Brasil Escola. Disponível em: . Acesso em 18 de agosto de 2020.

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A organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) divulgou em alerta
epidemiológico datado de 31 de agosto de 2020 que os profissionais de saúde das américas são os mais infectados por SARS-Cov-2 do mundo, com os números aproximados de 570 mil infectados e 2,5 mil óbitos até o presente momento desta revisão em 3 de setembro de 2020. Os casos são mais alarmantes nos Estados Unidos da América e no México, que compõem 85% de todos os óbitos entre trabalhadores da saúde das américas, e onde um em cada sete casos de COVID-19 é de um profissional da saúde.
Alguns pontos foram levantados no alerta epidemiológico como possíveis
causas desse número expressivo, como no início da pandemia onde os profissionais não tiveram treinamento suficiente para lidar com o novo agente e forma de proteção, o contato desprotegido com pacientes ou colegas de trabalho infectados, a demora da instalação de protocolos de triagem nos centros de atendimento à saúde, a falha na realização dos procedimentos de segurança, procedimentos realizados geradores de aerossóis, número escasso de equipamentos de proteção individual (EPI) como máscaras e aventais e seu uso inadequado. Sugeriu-se que
para reduzir esse número os governos dos países americanos devem garantir aos seus profissionais de saúde treinamento adequado para lidar com os pacientes, equipamentos de proteção individual, condições de trabalho seguras e remuneração justa.
Citou-se também como fator de risco a saúde mental dos profissionais de
saúde que estão lidando com uma nova doença, estresse, sobrecarga de trabalho, reduzido número de profissionais, alto número de óbitos, superlotação dos sistemas de saúde, escassez de insumos, condições de trabalho inadequadas, isolamento social próprio, e mesmo agressões por parte da população.
A organização mundial de saúde (OMS) em março de 2020 divulgou um guia com cuidados para saúde mental durante a pandemia, abordando para os profissionais de saúde formas de autocuidado, redução do isolamento por meios virtuais pelo estigma que profissionais de saúde poderiam ser vetores e formas de facilitar a comunicação; e para líderes de equipe e supervisores em postos de saúde formas de melhorar as condições de trabalho para a equipe e reduzir o estresse relacionado ao enfrentamento a pandemia.
O estudo de MONTEIRO (2019) com profissionais de saúde de um hospital
do Rio Grande do Sul mostrou que a sobrecarga de trabalho na emergência gera mais dano aos profissionais de saúde desse setor que lidar com o óbito dos pacientes, enquanto que na clínica médica, o apego aos pacientes e sua
proximidade faz com que a morte seja muito dolorosa a equipe de trabalho.
Trazendo a informação do estudo para o ambiente de pandemia em que vivemos, todos os profissionais de saúde estão em situações de potencial sofrimento dentro e fora do ambiente de trabalho, tanto pelo apego ao paciente quanto pela sobrecarga de trabalho e superlotação das emergências.
O centers for disease control and prevention (CDC) americano cita a
necessidade de que os profissionais de saúde saibam reconhecer os sinais de estresse e busquem orientação profissional, antes de sua evolução. Pois, o estresse no trabalho pode levar a síndrome de burnout, fadiga de compaixão, transtorno de estresse agudo, transtorno de estresse pós traumático, ou traumatização vicária.

Referências:

  • CDC. Healthcare Personnel and First Responders: How to Cope with Stress and Build Resilience During the COVID-19 Pandemic. 2020. Disponível em: https://www.cdc.gov/coronavirus/2019ncov/hcp/m entalhealthhealthcare.htmlCDC_AA_refVal=https%3A%2F%2Fwww.cdc.gov%2Fcoronavirus%2F2019-ncov%2Fcommunity%2Fmental-health-healthcare.html. Acesso em: 08 set. 2020.
  • Monteiro, D.T. et al. “Health Professionals’ Mental Health: A Look at their Suffering”. Temas em Psicologia, vol. 27, no 4, 2019, p. 993–1006. doi:10.9788/TP2019.4-12.
  • Pan American Health Organization / World Health Organization. Epidemiological Alert: COVID-19 among healthcare workers. 31 August 2020, Washington, D.C.: PAHO/WHO; 2020
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As comunidades quilombolas são grupos com identidade cultural, formadas
por descendentes de negros escravos durante a escravidão no Brasil. Estes
escravos eram denominados de quilombos, palavra pertencente ao idioma dos povos Bantu, cujo o significado é acampamento guerreiro na floresta (Leite, 2008).
A presença de comunidades quilombolas é uma forma de autodefinição da
população negra decorrente de lutas de lideranças dos movimentos sociais negros. Segundo Carvalho & Lima (2013) “são terras ocupadas por remanescentes das comunidades dos quilombos as utilizadas para a garantia de sua reprodução física, social, econômica e cultural”. Por meio desta definição, ser quilombola simboliza ser resistência, por manter forte a sua ligação histórica, preservando os costumes e culturas de seus ancestrais.
O decreto nº 4887/2003 regulamenta as terras de quilombolas, abrangendo a identificação, reconhecimento, demarcação e titulação das mesmas. A identificação de quilombola é por autodeclaração, de acordo com a Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), onde a auto identificação é fundamental para definição de indivíduos pertencentes a comunidades indígena e tribal.
Os estados brasileiros com maior número de comunidades quilombolas são
Bahia (229), Maranhão (112), Minas Gerais (89) e Pará (81).
A pandemia expõe a vulnerabilidade vivida pelos povos tradicionais, desde
moradias inadequadas, sem acesso a saneamento básico e atenção à saúde, como farmácias e postos de saúde, e espaços de lazer, parque e recreação. Além disso, os altos índices de violência agrava ainda mais os agravos à saúde, tornando a população mais suscetível ao novo coronavírus (GOMES et al., 2020).
O cenário pandêmico intensifica às condições desiguais provocadas pelo
racismo estrutural e institucional, evidenciando o quanto o Brasil é um país desigual e ausente em seus territórios. Primeiramente, para conter a expansão do coronavírus é enfrentar o racismo e as desigualdades, como forma de reparo histórico para com as minorias, sobretudo a população negra por representar mais da metade da população brasileira (GOMES et al., 2020).
Num outro contexto, a população quilombola não consegue produzir seus
alimentos, dificultando o acesso a alimentação equilibrada nutricionalmente e também, a arrecadação da renda familiar.
Além disso, diabetes e pressão alta são comorbidades mais comuns na
comunidade negra (BRASIL, 2018), além de idosos (acima de 60 anos), portadores de doenças imunossupressoras e hematopoéticas, são exemplos dos grupos de riscos (World Health Organization – WHO, 2020). E outros fatores como dependência de benefícios sociais, saneamento básico precário, insegurança alimentar e ambiental, mobilidade reduzida e problemas com grileiros (Magalhães Filho; Paulo, 2017).
Nas palavras de Raimundo Magno, integrante da Coordenação Estadual das
Associações das Comunidades Remanescentes de Quilombo do Pará (Malungu), a COVID-19 provoca morte da identidade cultura e intensifica ainda mais o apagamento da memória dos quilombos. Os quilombolas têm que se deslocar até a cidade, pois a região onde habitam não possui unidades de saúde, decorrente da falta de políticas públicas em comunidades rurais. Somando a ausência de informações sobre casos e óbitos, a falta de medidas de apoio emergencial às famílias vulneráveis e falta de testes. A doença evidenciou o abandono do Estado associado ao racismo institucionalizado, diz Givânia Silva, membro-fundadora da
Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais
Quilombolas (Conaq).
A Conaq promoveu o recolhimento de dados epidemiológicos dos mortes e
casos confirmados entre os povos tradicionais até o dia primeiro de julho de 2020. De acordo com este documento, o estado com a maior índice de mortes por COVID-19 é o Pará, com 35 de 127 mortes ao total.
Outro ponto importante, é a dificuldade no acesso ao auxílio emergencial
criado pelo governo federal, tendo como consequência, a migração dos quilombolas para outras regiões em procura de novas formas de sustento, aumentando o risco de contaminação e disseminação do SARS-CoV-2 dentro da sociedade rural.
As ações emergenciais implementadas na comunidade quilombola quanto às necessidades básicas, tais como alimentação e melhoria nas condições de moradia, acesso a educação, ocupação e geração de renda. Estes aspectos estão relacionados diretamente a acesso e torna os serviços de saúde acessível (GOMES et al., 2020).
Por conta da pandemia, as comunidades adotaram estratégias de prevenção
e em contrapartida, exigem que as demandas locais sejam atendidas, tais como, fornecimento de cestas básicas, acesso ao auxílio emergencial, abastecimento de água, implementação de ações de acesso à saúde, assistência social, promover o acesso a saque do Bolsa Família e campanha de vacinação na comunidade.

Referências:

  1. LEITE, Ilka Boaventura. O projeto político quilombola: desafios, conquistas e impasses atuais. Revista Estudos Feministas, v. 16, n. 3, p. 965-977, 2008. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ref/v16n3/15.pdf.
  2. CARVALHO, Roberta Monique Amâncio; LIMA, Gustavo Ferreira da Costa. Comunidades quilombolas, territorialidade e a legislação no Brasil: uma análise histórica. Revista de Ciências Sociais, n. 39, p. 329-346, 2013.
  3. BRASIL, Ministério da Saúde. Vigitel Brasil -2018 – Estimativas sobre frequência e distribuição sociodemográfica de fatores de risco e proteção para doenças crônicas para a população negra nas capitais dos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal em 2018.
  4. MAGALHAES FILHO, F. J. C.; PAULO, P. L. Abastecimento de água, esgotamento doméstico e aspectos de saúde em comunidades Quilombolas no Estado de Mato Grosso do Sul. Interações, Campo Grande, v.18, n.2, p.103-16, abr./jun. 2017.
  5. Racismo e abandono do Estado afetam quilombolas na luta contra a COVID-19. Disponível em:
    http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/informe/site/materia/detalhe/49371. Acesso em: 08 de setembro de 2020.
  6. GOES, Emanuelle Freitas; RAMOS, Dandara de Oliveira and FERREIRA, Andrea Jacqueline Fortes. Desigualdades raciais em saúde e a pandemia da Covid-19. Trab. educ. saúde [online]. 2020, vol.18, n.3.
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Sabemos que a pandemia causada pelo novo coronavírus irá causar um
aumento no índice de pobreza de alguns países, visto que estabelecimentos estão sendo fechados e empregos sendo perdidos (Nicola, et al., 2020). Anteriormente ao início da pandemia, de acordo com o IPM (índice de pobreza multidimensional) foi possível notar uma melhora nesse índice, 65 dos 75 países estudados pela ONU (Organização das Nações Unidas) mostraram essa melhora entre os anos de 2000 a 2019. Mas com os dados apresentados recentemente, o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) alerta que com a pandemia esses avanços estão em risco (ONU,2020).
Além disso, o relatório também lançado pela PNUD mostra que este aumento será maior entre o sexo feminino do que no sexo masculino. A ONU alega que os impactos causados pela COVID-19 afetam mais as mulheres e meninas devido a desigualdade de gênero (PNUD,2020). A PNUD apresentou um documento (pandemia está colocando luta pela igualdade de gênero em risco) onde mostra como a crise causada pelo novo coronavírus coloca em risco o desenvolvimento humano das mulheres. O documento apresentado mostrou que as mulheres já apresentam mais desafios na área da saúde e finanças do que os homens “enquanto a crise afeta a todos, mulheres enfrentam desproporcionalmente esses problemas econômicos e sociais apenas por serem mulheres” (UNDP, 2020).
As condições de inserção e de trabalho no atual mercado para maioria das
mulheres ainda é inferior a fornecida para a maioria dos homens. A diferença salarial por cargos semelhantes, jornada de trabalho dupla (emprego + cuidados do lar) são exemplos de dificuldades que muitas passam (Cavazotte, et al., 2010; Amaral, 2012). Mulheres são em maior número as responsáveis solos, fazendo com que muitas não possam dedicar seu tempo em empregos externas e/ou com uma alta jornada de trabalho, ainda mais agora com as crianças em casa por causa da pandemia e o isolamento social, fazendo com que essas larguem os serviços externos, aumentando o índice de desemprego e futuramente o índice de pobreza (ONU, 2020; UNDP, 2020).
Representam também, a maioria em empregos informais, o que as deixam
mais propensas a sofrerem injustiças no mercado de trabalho, possuindo menor proteção contra demissões, licenças e outros direitos. Então resumindo, estão mais vulneráveis ao desemprego e suas consequências. Também, gastam em uma média diária mais de três horas a mais em cuidados domésticos do que os homens, portanto, com a quarentena, tende a aumentar ainda mais o tempo que elas gastam no cuidado de casa, das crianças, doentes e idosos (PNUD,2020).
Portanto, compreender e entender os impactos que a pandemia acarretará
sobre as mulheres, em todos os setores (saúde, economia, social), mas
principalmente no âmbito econômico, permitirá a criação de políticas públicas e programas que busquem reduzir essa desigualdade entre os gêneros, que poderá ser acentuada durante e pós-pandemia, buscando sempre um mundo mais justo para todos (UNDP, 2020).

Referências:

  • Amaral, G. A. Os desafios da inserção da mulher no mercado de trabalho. Itinerarius Reflectionis – Revista Eletrônica do Curso de Pedagogia UFG, v.2, n.13, 20p., 2012.
  • Cavazotte, F. S.; Oliveira, L. B.; Miranda, L. C. Desigualdade de gênero no trabalho: reflexos nas atitudes das mulheres e em sua intenção de deixar a empresa. Revista de Administração, v.45, n.1, pp. 70-83, março de 2010.
  • Nicola, M.; Alsafi, Z.; Sohrabi, C.; Kerwan, A.; Al-Jabir, A.; Iosifidis, C.; Agha, M.; Agha, R. The socio-economic implications of the coronavirus pandemic (COVID-19): A review. International Journal of Surgery, v.78, pp. 185-193, 12 de abril de 2020.
  • ONU, Organização das Nações Unidas. Pandemia põe em risco progresso alcançado pelos países contra múltiplas dimensões da pobreza. Publicado online em 17 de julho de 2020, disponível emhttps://nacoesunidas.org/pandemia-poe-em-risco-progresso-alcancado-pelos-paises-contra-multiplas-dimensoes-da-pobreza/. Acesso em 08 de agosto de 2020.
  • PNUD, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – ONU. Pandemia está colocando luta pela igualdade de gênero em risco, diz relatório da ONU. Publicado online em 17 de julho de 2020, disponível em https://nacoesunidas.org/pandemia-esta-colocando-luta-pela-igualdade-de-genero-em-risco-diz-relatorio-da-onu/. Acesso em 08 de agosto de 2020.
  • UNDP, United Nations Development Programe. Gender Inequality and The COVID-19 Crises: A Human Development Perspective. Publicado online em 13 de julho de 2020, disponível em: https://nacoesunidas.org/pandemia-esta-colocando-luta-pela-igualdade-de-genero-em-risco-diz-relatorio-da-onu/. Acesso em: 08 de agosto de 2020.
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Na atual situação de pandemia do novo Coronavírus, o trabalho e as condições dos pequenos produtores rurais tornam-se mais desafiadoras no Brasil e em outros países da América Latina (Moura & Souza, 2020; Preiss, 2020; Siche,2020).
A agricultura e a agropecuária são serviços essenciais e por esta questão não podem parar pois a natureza dita as regras, quando chega a hora da colheita ela deve ser feita ou este produtor correrá o risco de perder o trabalho de um ano inteiro. Já na pecuária precisa do trabalho humano para fornecer os cuidados diários que os animais necessitam e vemos que estes dois setores não podem parar (Embrapa, 2020).
A Emater-DF formulou uma cartilha com recomendações e orientações voltadas ao produtor rural que têm como foco na higiene pessoal, de equipamentos, ferramentas e insumos utilizados nas dependências da propriedade. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento vem sempre reforçando a importância das medidas de prevenção ao vírus no ambiente rural (MAPA, 2020).

Fonte: Emater – DF

A cartilha contém oito página com orientações de cuidados que os proprietários devem tomar para evitar a propagação do Coronavírus e garantir a produção de alimentos com qualidade e segurança ( Emater – DF). A cartilha pode ser consultada na página da Emater e sua publicação também pode ser compartilhada ou reproduzida.
“Para evitar a propagação do Coronavírus na área rural é preciso higienizar as caixas onde são transportados legumes, frutas e hortaliças, as ferramentas e as embalagens e sacos de insumos e os cuidados de higienização de carrinhos de mão, tanques de lavagem de hortaliças e partes internas de veículos.” (Emater–DF).
As medidas de higiene utilizadas durante a pandemia podem ser inseridas
definitivamente nas rotinas das propriedades rural, já que estas medidas não previnem só a Covid-19 assim como outras doenças e desta forma evitar a transmissão de doenças entre as propriedades circunvizinhas (Embrapa, 2020).

Referências:

  • Futemma, Célia, et al. A Pandemia da Covid-19 e os Pequenos Produtores Rurais: Superar ou Sucumbir? preprint, 17 de julho de 2020. DOI.org (Crossref), doi:10.1590/SciELOPreprints.967.
  • Moura, J.B., Souza,R.F. Impacts of SARS-COV-2 on Brazilian Agribusiness. 2020. Disponível em Acesso em 15 de Setembro de 2020.
  • Atuais e potenciais impactos do coronavírus (Covid-19) na caprinocultura e ovinocultura. Disponível em: https://www.alice.cnptia.embrapa.br/bitstream/doc/1121601/1/BoletimCIMn10.pdf . Acesso em 08 de Setembro de 2020.
  • GASPAR, E.; DOMINGUES, R.; BARBOSA, R.; Recomendações para prevenção da Covid-19 no meio rural na região Sul do Brasil. ISSN 1982-5382 comunicado técnico 103, Bagé, RS, maio 2020. Disponível em Acesso em 15 de Setembro de 2020.
  • Coronavírus: produtores rurais e trabalhadores do campo também devem se proteger. Disponível em: http://www.emater.ro.gov.br/ematerro/2020/03/25/coronavirus-produtores-rurais-e-trabalhadores-do-campo-tambem-devem-se-proteger . Acesso em 07 de Setembro de 2020.
  • Atuais e potenciais impactos do coronavírus (Covid-19) na caprinocultura e ovinocultura. Disponível em: https://www.alice.cnptia.embrapa.br/bitstream/doc/1121601/1/BoletimCIMn10.pdf . Acesso em 08 de Setembro de 2020.
  • Recomendações para prevenção da Covid-19 no meio rural na região Sul do Brasil. Disponível em: https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/213029/1/COT-103-online.pdf Acesso em 10 de Setembro de 2020.
  • A pandemia da Covid-19 e os pequenos produtores rurais: Superar ou Sucumbir? Disponível em: https://preprints.scielo.org/index.php/scielo/preprint/view/967/1397 . Acesso em 10 de Setembro de 2020.
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O acesso dos povos nativos à saúde é assegurado pelo Decreto Presidencial nº 3.156 de 1999, responsável pela criação do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena e o Ministério da Saúde coordena as ações de saúde. O artigo 1º da Constituição de 1988 e a lei nº. 8080/90 garante a universalidade, a integralidade e equanimidade dos serviços de saúde é dever da União.
A Lei nº 9.836/99 “Lei Arouca” acresce na Lei Orgânica do SUS (lei nº 8080/90) a instituição do Subsistema de Atenção Indígena (SasiSUS), que inclui:
✓ A criação de Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI);
✓ O SUS serve como referência ao Subsistema de Atenção à Saúde Indígena
(SasiSUS) e promover adaptações na estrutura e organização do SUS nas regiões onde residem as populações indígenas, para propiciar essa integração e o atendimento necessário em todos os níveis, sem discriminações;
✓ As populações indígenas têm direito a participação em colegiados de formulação, acompanhamento e avaliação das políticas de saúde, tais como o Conselho Nacional de Saúde e os Conselhos Estaduais e Municipais de Saúde, quando for o caso.
De acordo com o levantamento feito em 2020, existem 817.000 indígenas que vivem em territórios indígenas, dados obtidos pelo Sistema da Atenção à Saúde Indígena (SIASI) e Secretária Especial de Saúde Indígena. E segundo o relatório da Fiocruz e FGV, levantou-se que Terras Indígenas possuem alta probabilidade de introdução da Covid-19 (TIs) localizadas próximas a centros urbanos, como Manaus, Rio Branco, Porto Velho, Fortaleza, Salvador e capitais do Sul e Sudeste.
Conforme a compilação de dados obtidos pelo Comitê Nacional de Vida e Memória Indígenas, são 31.707 casos confirmados, dentre eles 806 mortos e a pandemia atinge 158 povos indígenas no território brasileiro.
De acordo com a base de dados de SasiSUS, Sesai e Ministério da Saúde, a taxa de incidência entre a população indígena está em 761,1 casos por 100 mil habitantes. E a taxa de mortalidade por 100 mil indígenas foi de 19,6, valor maior do que encontrado em alguns estados, como Mato Grosso (18,2), Distrito Federal (17,8), Tocantins (13) e Bahia (12,8), de acordo com o boletim epidemiológico de julho de 2020 emitido pelo Ministério da Saúde.
Segundo Dinamam Tuxá, coordenador da Articulação de Povos Indígenas do Brasil (Apib) relata que existem fatores que influenciam a letalidade na comunidade. O primeiro é o biológico, devido a imunidade baixa por falta de acesso às campanhas de vacinação. E o segundo, é o político por ausência da implementação de políticas públicas.
Os hábitos socioculturais dos povos indígenas podem influenciar o grau de
disseminação de patógenos na comunidade, como exemplo, uso de habitações coletivas e compartilhamento de utensílios. Contudo, o principal fator agravante é a falta de estrutura e de recursos disponibilizados por todas as esferas de governo.
As dificuldades de garantia de território, conflitos com garimpeiros e latifundiários, limitação de reprodução da cultura, discriminação e condições adversas são fatores influenciadores da saúde psicossocial da população indígena. Mediante a isto, a comunidade implementa suas próprias estratégias, tais como atividades coletivas e rituais de comemorações são necessárias para manutenção da vida, saúde mental e psicossocial, entretanto encontram-se suspensas por conta da pandemia.
De acordo com os dados levantados pela Apib, a susceptibilidade da população indígena é decorrente a fatores socioeconômicos e de saúde, como dificuldade de acesso aos serviços a saúde, envolvendo distância geográfica e indisponibilidade e/ou insuficiência de equipes de saúde destinadas a estas populações.
O monitoramento da expansão da COVID-19 entre as populações indígenas é desafiador por diversos motivos, tais como falha na notificação dos casos suspeitos e/ou confirmados, dificuldade do reconhecimento das regiões e dos povos mais afetados e a falta de dados sobre a população viventes fora de terras homologadas, reflexo do longo processo de demarcação das terras.
O relatório elaborado pelos pesquisadores da FIOCRUZ e Fundação Getulio Vargas (FGV) sobre o potencial de disseminação do SARS-CoV-2 entre os indígenas e a interiorização da epidemia, representa a migração do vírus para regiões mais distantes de centros urbanos. Neste documento, os autores avaliam que medidas urgentes e prioritárias com o fortalecimento da atuação do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (Sasi-SUS) e articulação com as secretarias e ministérios junto com o protagonismo das organizações e lideranças indígenas.

Referências:

  1. COVID-19 e os Povos Indígenas. Disponível em: https://covid19.socioambiental.org/. Acesso em: 31 de agosto de 2020.
  2. FIOCRUZ. Povos indígenas no contexto da COVID-19. Disponível em:
    /https://www.fiocruzbrasilia.fiocruz.br/wpcontent/uploads/2020/05/cartilha_povos_indigenas.pdf. Acesso em: 31 de agosto de 2020.
  3. Povos indígenas e o Direito à Saúde. Disponível em:
    https://repositorio.enap.gov.br/bitstream/1/3649/2/encontro%20novos%20servidores%20%20contextualização%20sesai.pdf. Acesso em: 31 de agosto de 2020.
  4. Relatório avalia disseminação da COVID-19 entre indígenas. Disponível em:
    https://portal.fiocruz.br/noticia/relatorio-avalia-disseminacao-da-covid-19-entre-indigenas. Acesso em: 31 de agosto de 2020.
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A condição das pessoas em situação de rua merece consideração especial, uma vez que essa população é naturalmente suscetível à infecção e podem correr maior risco de exposição graças às condições em que se encontra (Aguiar, Meireles, Rebelo, & Barros, 2020).
Conforme a Portaria Nº 69 de 14 de Maio de 2020 “Declara a Emergência em
Saúde Pública de importância Internacional pela Organização Mundial de Saúde – OMS, faz-se necessário tomar medidas de prevenção e cuidados a fim de reduzir os impactos para a população brasileira, especialmente para as parcelas mais vulneráveis. Nesse contexto, as pessoas em situação de rua demandam especial atenção, sobretudo aquelas que integram os grupos de risco, segundo definição do Ministério da Saúde’’ (Ministério da Saúde, 2020).
A pandemia do COVID-19 trouxe uma preocupação a mais para os governantes de todo o mundo, com o aumento dos números de casos de COVID-19, às populações em situação de rua são os mais expostos ao vírus, por não terem um teto é a situação fica mais agravada pela falta de acesso à informação .
Com o objetivo de dar orientações sobre a prevenção do coronavírus um grupo Urbanista em parceria com o Sindicato dos Servidores das Justiças Federais no Rio de Janeiro (Sisejufe) e com a Pastoral da População de Rua lançaram uma cartilha onde são dadas orientações sobre o COVID-19 como evitar aglomerações, não abraçar ou apertar as mãos de outras pessoas, entre outras informações, está disponível em todo o país de forma gratuita.

Fonte: Sindicato dos servidores das Justiças Federais no estado do Rio de Janeiro.

O número de pessoas em situação de rua cresceu pela crise econômica que o país vem passando pela pandemia da COVID-19. O Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada (Ipea) realizaram duas pesquisas onde alertam: “ A
propagação do novo coronavírus aumenta a vulnerabilidade de quem vive na rua e exige atuação mais intensa do poder público” (Ipea, 2020).
De acordo com os estudos realizado pelo Ipea (2020)’’essas pessoas passam por muitas dificuldades nas ruas como falta de alimentos, água e higiene e por mais que quisessem sair das ruas não existe lugar para abrigar-los é urgente a busca por alternativas para o acolhimento destas pessoas em situação de rua neste momento tão crítico que o mundo está passando’’ (Ipea, 2020).
Compete ao governo federal a liberação de recursos e a tomada de decisões
para acolhimentos destas pessoas em situação de rua e assim atenuar a situação de pandemia no qual o mundo se encontra.
Com todas as mudanças provocadas pelo Coronavírus, o mundo precisa de
respostas rápidas e eficazes para a estabilização da saúde mundial, especialmente para as populações vulneráveis.

Referências:

  • Covid: população em situação de rua do DF denuncia falta de assistência do governo. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2020/07/30/covid-populacao-em-situacao-de-rua-do-df-denuncia-falta-de-assistencia-do-gover no. Acesso em: 24 de Agosto de 2020.
  • Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro – Coletivo de arquitetos e urbanistas criam cartilha para informar moradores de rua sobre os riscos do coronavírus. Disponível em: https://www.caurj.gov.br/coletivo-de-arquitetos-e-urbanistas-criam-cartilha-para-informar-moradores-de-rua-sobre-os-riscos-docoronavirus/. Acesso em 24 de Agosto de 2020.
  • Ministério da Cidadania/Secretaria Especial do Desenvolvimento Social/Secretaria Nacional de Assistência Social. Portaria Nº 69 , de 14 de Maio de 2020. Recomendações gerais para a garantia de proteção social á população em situação de rua, inclusive imigrantes, no contexto da pandemia do novo Coronavírus, Covid- 19. Disponível em: https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-n-69-de-14-de-maio-de-2020-257197675. Acesso em 25 de Agosto de 2020.
  • População em situação de rua cresce e fica mais exposta à Covid-19. Disponìvel em: https://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=35811. Acesso em 27 de Agosto de 2020.
  • Honorato, B.; Oliveira, A. População em situação de rua e Covid-19. Revista de Administração Pública vol. 54 n. 4 Rio de Janeiro July/Aug 2020 Epub Aug 28, 2020. Disponvel em: https://www.scielo.br/pdf/rap/v54n4/1982-3134-rap-54-04-1064.pdf Acesso em: 15 de Setembro de 2020.
  • Aguiar, A., Meireles, P., Rebelo, R., & Barros, H. (2020). Covid-19 e as pessoas em situação de semabrigo: ninguém pode ser deixado para trás. In M. Tavares & C. Silva (Orgs.), Da emergência de um novo vírus humano à disseminação global de uma nova doença: doença por coronavírus 2019 (Covid-19). (Capítulo IX, pp. 1-6). Porto, Portugal: Universitário de São João; Universidade do Porto. Disponível em:< https://www.researchgate.net/publication/340204725_COVID-19_e_as_pessoas_em_situacao_de_sem-abrigo_Ninguem_pode _ser_deixado_para_tras Acesso em 15 de Setembro de 2020
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Com o cenário causado pelo novo coronavírus, especialistas se preocupam
com os dependentes de substâncias químicas. Segundo o National Institute on Drug Abuse – NIDA, essas pessoas possuem uma maior vulnerabilidade, visto que a COVID-19 é uma doença com enfoque predominantemente do sistema respiratório (Volkow, 2020). Se tornando assim, uma ameaça em potencial para as pessoas que fumam (tabaco, maconha, vaporizadores, crack e entre outros) (Dubey, et. al., 2020). Pessoas que dependem de substâncias como opióides e metanfetamina, também estão mais vulneráveis, devido à ação dessas drogas sobre o sistema respiratório do indivíduo (Diehl, 2020).
Ademais, sabe-se que doenças respiratórias podem aumentar o risco de
overdose desses usuários, então a capacidade pulmonar reduzida por causa da COVID-19 pode, da mesma forma, colocar em risco essa população (Volkow, 2020). Todos esses fatores colaboram para incluir sim os dependentes químicos no grupo de risco (Diehl, 2020).
Além da preocupação relacionada com a gravidade da doença nesses
pacientes, outro problema social, relacionado ao uso de substâncias, são as
pessoas que vivem em situação de rua, em contato próximo a outras pessoas e dividindo produtos e objetos (como seringas e agulhas), aumentando o risco de contaminação do vírus e de infecções concomitantes, agravando a situação clínica (Volkow,2020). A falta de acesso às medidas básicas de higiene também é um ponto para se preocupar (Alexandre, 2020). Por ser um grupo da população muitas vezes esquecido, estigmatizado e excluído (Bard, et al., 2015), a sobrecarga do sistema de saúde pode piorar ainda mais essa realidade e dificultar o acesso ao
tratamento (Volkow, 2020). Ainda existe a falta de conhecimento sobre a doença no geral, e a
interação/relação do COVID-19 com as drogas (Volkow, 2020). Porém, baseando-se em experiências passadas e doenças já conhecidas, sabe-se que pessoas com problemas de saúde devido ao fumo, uso de opioides, metanfetamina e outros podem ter um maior risco de desenvolver a forma grave da COVID-19 e complicações (Dubey, et al., 2020; Volkow, 2020).

REFERÊNCIAS:

  • Alessandra Diehl. Covid-19 pode ser fatal entre pessoas em situação de rua. Vida e Ação. Publicado online em 19 de abril de 2020, https://www.vidaeacao.com.br/covid-19-pode-ser-fatal-entre-pessoas-em-situacao-de-rua/. Acesso em 18 de agosto de 2020.
  • Alexandre Quelho Comandule. Qual a preocupação principal frente à atual pandemia de Coronavírus (COVID-19) e os usuários de substâncias psicoativas em situação de rua?. Ministério da Cidadania. Publicado online em 07 de março de 2020, http://mds.gov.br/obid/entrevistas/alexandre-quelho-comandule. Acesso em 14 de setembro de 2020.
  • Bard, N. D.; Antunes, B.; Roos, C. M.; Olschowsky, A.; Pinho, L. B. Estigma e preconceito: vivência dos usuários de crack. Revista Latino Americana de Enfermagem, v.24, e.2680, 7p. 21 de julho de 2015.
  • Dubey, M. J.; Ghosh. R.; Chatterjee, Subham.; Biswas, P.; Chatterjee, Subhankar.; Dubey, M. COVID-19 and addiction. Diabetes & Metabolic Syndrome: Clinical Research & Reviews, v.14, n.5, pp. 817-823. 5 de junho de 2020.
  • Volkow, Nora. COVID-19: Potential implications for individuals with substance use disorders. National Institute on Drug Abuse. Publicado online em 6 de abril de 2020, https://www.drugabuse.gov/about-nida/noras-blog/2020/03/covid-19-potential-implications-individuals-substance-use-disorders. Acesso em 14 de setembro de 2020.
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Um estudo recente realizado pela universidade de Harvard (Lael et. al.,
2020), mostrou que as crianças possuem um importante e grande papel na
disseminação da doença causada pelo novo coronavírus. Entender isso, é
fundamental para se realizar os planos de retomada das escolas, uma vez que os alunos podem conviver com pessoas do grupo de riso e servirem como porta de entrada para a doença em suas casas (UFMG, 2020).
De acordo com Lael et. al (2020) as crianças e adolescentes são importantes
disseminadores do vírus, uma vez que estes apresentam um alto índice viral, mesmo em casos de infecções leves e/ou de infecções assintomáticas. Este estudo foi realizado com crianças e adolescentes de zero a 22 anos, e grande parte dessas pessoas analisadas que apresentaram o teste positivo, ou eram assintomáticas ou possuíam sintomas inespecíficos, principalmente entre os jovens na faixa etária dos 11 aos 16 anos.
Quando presente os sintomas, na maioria dos casos relatados, não foram
específicos para a COVID-19 (Safadi, 2020). Assim, será difícil saber se aquela criança está ou não realmente infectada com o novo coronavírus, mais difícil ainda será saber em épocas de alergias e outras afecções respiratórias, como as gripes e resfriados. Mesmo essas crianças consideradas assintomáticas, o índice de carga viral, foi consideravelmente maior que o índice de carga viral de adultos hospitalizados (Leal et. al, 2020).
Com esse resultado, deve-se tomar cuidado com o potencial de
contaminação desses jovens, principalmente quando analisado a situação de volta as aulas de maneira presencial, visto que essa modalidade pode proporcionar aglomerações entre as crianças. Ainda, a WHO (World Health Organization, 2020) acredita que a aferição da temperatura e avaliação dos sintomas na entrada das escolas, não seja o suficiente para realizar a detecção da COVID-19 nas crianças. Tendo em vista a vontade de se voltar com as aulas de maneira presencial, além das medidas de prevenção como o uso de máscaras, higienização das mãos, limpeza dos ambientes, as escolas podem também realizar o rastreamento rotineiro de estudantes positivos para o novo vírus a fim de estabelecer protocolos eficazes para a segurança de todos (CDC, 2020), mas sabemos que essa opção é difícil acontecer em todas as escolas do país.
Sem realizar as medidas de controle e prevenção da infecção, ignorando os
fatos, deixando de lado a importância da disseminação entre a população de estudantes, existe a possibilidade da pandemia persistir por um tempo considerável ainda, visto que esses alunos podem carregar o vírus para suas casas e infectar parentes, principalmente aqueles que pertencem ao grupo de risco (UFMG, 2020).

Referências:

  • CDC, Center for Disease Control and Prevention. Contact Tracing. Atualizado online em 3 de setembro de 2020, disponível em https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/daily-life-coping/contact-tracing.html. Acesso em 14 de setembro de 2020.
  • Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Apesar de afetar menos as crianças, elas precisam de maior atenção durante pandemia. Publicado em 07 de maio de 2020, disponível online em https://www.medicina.ufmg.br/covid-19-afeta-menos-as-criancas-mas-elas-necessitam-de-maior-atencao-durante-a-pandemia/. Acesso em 01 de setembro de 2020.
  • Lael M. Yonker; Anne M. Neilan; Yannic Bartsch; Ankit B. Patel; James Regan; Puneeta Arya; Elizabeth Gootkind; Grace Park; Margot Hardcastle; Anita St. John; Lori Appleman; Michelle L. Chiu; Allison Fialkowski; Denis De la Flor; Rosiane Lima; Evan A. Bordt; Laura J. Yockey; Paolo D’Avino; Stephanie Fischinger; Jessica E. Shui; Paul H. Lerou; Joseph V. Bonventre; Xu G. Yu; Edward T. Ryan; Ingrid V. Bassett; Daniel Irimia; Andrea G. Edlow; Galit Alter; Jonathan Z. Li; Alessio Fasano. Pediatric SARS-CoV-2: Clinical Presentation, Infectivity, and Immune Responses. The Journal of Pediatrics, San Luis, Missouri, 19 de Agosto de 2020. DOI: https://doi.org/10.1016/j.jpeds.2020.08.037.
  • Safadi, M. A. P. As características intrigantes da COVID-19 em crianças e seu impacto na pandemia. Jornal de Pediatria, Rio de Janeiro, vol 96, número 3, pp. 265-268. 29 de junho de 2020. DOI: http://dx.doi.org/10.1016/j.jped.2020.04.001.
  • WHO, World Health Organization. Updated WHO recommendations for international traffic in relation to COVID-19 outbreak. Publicado online em 29 de fevereiro de 2020, disponível em https://www.who.int/news-room/articles-detail/updated-who recommendations-for-international-traffic-in-relation-to-covid-19-outbreak#:~:text=Temperature%20screening%20alone%2C%20at,tracing%20of%20incoming%20travellers. Acesso em 14 de setembro de 2020.
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