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Pesquisadores do Projeto Arbocontrol avançam com avaliações de sistemas do Ministério da Saúde

Pesquisadores do Projeto Arbocontrol avançam com avaliações de sistemas do Ministério da Saúde

Vigilância da dengue é apontada como flexível, porém, equipe responsável pela análise estuda melhorias

Por Fernanda Angelo

Aedes aegypti é o mosquito vetor da dengue, zika e chikungunya. Autores: Rodrigo Méxas e Raquel Portugal / Acervo: Fundação Oswaldo Cruz

As avaliações dos sistemas de vigilância do Ministério da Saúde fazem parte das atividades da meta 7 do Componente 2 do Projeto Arbocontrol. Pesquisadores trabalham para cumprir com a elaboração de diagnóstico de sistemas de informação entomológicas, ambientais, epidemiológicas e assistenciais.  Dessa forma, é possível apresentar evidências para fornecer respostas e apoiar a tomada de decisão em relação às arboviroses dengue, zika e chikungunya. A avaliação do sistema de vigilância entomológica do Aedes aegypti já foi realizada e apresentou estudo pioneiro. A equipe também trabalha na avaliação do sistema de vigilância epidemiológica da dengue, em relação à eficácia e eficiência, e estuda melhorias.

A pesquisa observa o sistema no período de 2010 a 2018. A epidemiologista Marcela Lopes, uma das pesquisadoras da meta 7, acredita que o diferencial dessa avaliação é exatamente o período de análise, que já indicou o surgimento de duas outras doenças, a zika e a chikungunya, com o mesmo vetor: o Aedes aegypti. Segundo a epidemiologista, as arboviroses impactaram diretamente na notificação da dengue, principalmente por terem sintomas semelhantes.

Marcela Lopes adianta que o sistema de vigilância da dengue tem mostrado complexidade em sua organização, porém é flexível – considerado um dos pontos positivos. “O sistema apresenta alterações durante o período de análise, principalmente, por adequações necessárias relacionadas à emergência da zika e chikungunya. Mas é possível verificar que foi capaz de responder, em pouco espaço de tempo, retomando a condições semelhantes às anteriores, o que mostra flexibilidade”, esclarece Marcela.

As sugestões ao sistema ainda estão em fase de aprimoramento e serão apresentadas assim que concluídas. De acordo com a pesquisadora, esses estudos são essenciais para as melhorias dos sistemas de vigilância, como o da dengue – considerada um dos maiores problemas de saúde pública do país e do mundo. “É importante que esse tipo de metodologia seja repetido ao longo do tempo e, se possível, realizada em níveis mais detalhados, como, por exemplo, em estados e municípios. Isso evidenciaria as necessidades locais e poderia servir de base para melhorias”, conclui a epidemiologista.

Metodologia

A metodologia utilizada nessas avaliações segue as Diretrizes de Atualização para Sistemas de Vigilância de Avaliação dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC/EUA), em inglês – Update Guidelines for Evaluating Surveillance Systems do Centers for Disease Control and Prevention. O CDC teve um papel fundamental na construção dos objetivos da vigilância desde a década de 1950, o que trouxe um conceito mais ampliado, com olhar para a vigilância em saúde pública.

Saiba mais

A dengue, arbovirose febril aguda é causada por um vírus do gênero Flavivirus, que pertence à família Flaviviridae, e tem como principal vetor o Aedes aegypti. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre 50 a 100 milhões de pessoas, a cada ano, são infectadas.

Projeto Arbocontrol 

Proposta para melhoria do controle do vetor Aedes aegypti e das arboviroses dengue, zika e chikungunya. Está inserido no âmbito da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília (FS/UnB) e do Núcleo de Estudos de Saúde Pública do Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares (Nesp/Ceam/UnB). O projeto está dividido em quatro componentes: Pesquisa para o controle do vetor (1), Novas tecnologias em Saúde (2), Educação, Informação e Comunicação para o controle do vetor (3) e Formação e capacitação profissional (4). Conta com a participação de laboratórios, pesquisadores e professores dos departamentos de Saúde Coletiva e da Farmácia, e ainda de pesquisadores colaboradores e discentes dos diversos cursos de graduação e pós-graduação da FS/UnB e outras instituições parceiras.

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