A forma como as pessoas utilizam as redes sociais pode ter um impacto direto na saúde mental, mais do que o próprio tempo de exposição. É o que indica um estudo da Universidade de British Columbia, publicado no Journal of Experimental Psychology: General, que analisou diferentes padrões de comportamento digital entre jovens adultos.
A pesquisa acompanhou participantes que já demonstravam preocupação com os efeitos das plataformas no bem-estar. Durante algumas semanas, eles foram divididos em grupos com rotinas distintas: enquanto alguns mantiveram o uso habitual, outros interromperam completamente o acesso, e um terceiro grupo recebeu orientações práticas para transformar a maneira de interagir no ambiente digital.
Ao longo do estudo, os pesquisadores observaram não apenas o tempo de uso, mas também como as pessoas se comportavam nas redes, como o tipo de conteúdo consumido, o nível de interação e a frequência de acesso. Os resultados mostraram que navegar sem objetivo e apenas “rolar o feed” está mais associado a sentimentos negativos, enquanto interações mais ativas tendem a gerar efeitos menos prejudiciais.
Outro ponto importante identificado foi o impacto da comparação social. A exposição constante a conteúdos idealizados pode intensificar a sensação de inadequação e frustração. Por isso, estratégias como selecionar melhor os perfis seguidos, evitar conteúdos que gerem desconforto e priorizar conexões reais foram apontadas como formas de reduzir esses efeitos.
Os pesquisadores também destacam que o uso mais consciente das redes pode incentivar comportamentos fora do ambiente digital, como fortalecer relações presenciais e diminuir a dependência emocional das plataformas. Assim, o estudo reforça que o equilíbrio não está necessariamente em se desconectar, mas em desenvolver um uso mais intencional e crítico.
🔗 Clique aqui para ter acesso completo à notícia.
