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13. Tabagismo e sua relação com a Covid-19

Segundo Gonçalves (2020) “O sistema respiratório constitui-se, anatomicamente, de narinas, coanas, seios paranasais, laringe, traquéia, brônquios principais, brônquios segmentares, bronquíolos, alvéolos.”
Como os demais sistemas do corpo humano, o aparelho respiratório possui
mecanismos de defesa que envolvem uma série de fatores que atuam na remoção de partículas inaladas e micro-organismos. A barreira mecânica é a primeira linha de defesa e, junto com o sistema imunológico, atua com o objetivo de proteger os pulmões contra as infecções (LOPES; NORONHA; MAFO, 2010).
De acordo com Lopes, Noronha e Mafo (2010):


A estrutura das vias aéreas e sua segmentação progressiva, a filtração aerodinâmica e o transporte mucociliar compõem os principais mecanismos de defesa mecânicos. Já a interação entre o sistema macrofágico e as células imunes efetoras compõem, predominantemente, os mecanismos de defesa pulmonar imunológicos.


Infecções respiratórias representam redução temporária ou permanente das defesas pulmonares à penetração de micro-organismos na intimidade alveolar. A integridade dos mecanismos de defesa, sejam eles mecânicos ou imunológicos, é substancial para amenizar ou, até mesmo, impedir o desenvolvimento de infecção pulmonar (LOPES; NORONHA; MAFO, 2010).
Como abordado anteriormente no tópico “Fatores que modificam os
mecanismos imunológicos”, uma série de fatores podem diminuir a capacidade do sistema imunológico, dentre eles está o tabagismo. O cigarro pode causar diversos problemas de saúde, como câncer de pulmão e do aparelho digestivo, dificuldades respiratórias, infarto, derrame, infecções respiratórias, impotência sexual no homem, entre outros (TOCANTINS, 2020).
Conforme Chaieb et al. (1984), algumas investigações, confirmaram as
premissas a seguir resumidas:

  1. A inalação continuada do tabaco contribui para a
    deterioração da função respiratória;
  2. O grau de deterioração está relacionado com o
    número de cigarros fumados e a idade do tabagista;
  3. A exposição ao fumo determina hipersecreção e
    tosse que, embora reversíveis após o abandono do
    hábito, e não diretamente relacionadas com a perda da
    função, predispõem a árvore brônquica a agressões ,
    mormente de ordem infecciosa;
  4. O abandono do hábito leva necessariamente à
    reversão pelo menos parcial do dano funcional.

A doença resultante da infecção com o novo coronavírus SARS-COV-2 e
denominada COVID-19 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), apresentou sintomas e aspectos do curso da infecção semelhantes aos da gripe, embora possam evoluir para uma forma infeção respiratória aguda grave com pneumonia a exigir cuidados intensivos (RODRIGUES; BARROS, 2020).
Um estudo chinês objetivou investigar os fatores que afetam a progressão da pneumonia em pacientes com COVID-19, e identificou que o grupo de progressão teve uma proporção significativamente maior de pacientes com histórico de tabagismo e insuficiência respiratória do que o grupo de melhora. Além do mais, o grupo de progressão era relativamente mais velho que o grupo de melhora (LIU et al., 2020).

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