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07.01 Isolamento social

À medida que o coronavírus se espalha cada vez mais pelo mundo, autoridades de saúde têm tentado evitar o aumento acelerado do número de casos. “Achatar a curva”, como se diz, é uma medida crucial para evitar a sobrecarga dos serviços de saúde e limitar o número de mortes, de forma a desacelerar a disseminação do vírus para que o número de casos se espalhe ao longo do tempo em vez de haver picos no início.
O gráfico abaixo elaborado pelo BBC News, resume o cenário. Há uma “curva acentuada”, causada por um pico acelerado de infecções, em oposição a uma “curva achatada”, com casos mais distribuídos ao longo do tempo. Na fase de contenção, é fundamental cumprir todas as medidas de distanciamento social para que se possa estender a duração desta fase ao longo do tempo, de forma a retardar a necessidade por leitos em hospitais, por exemplo. Nesta fase, é importante sair de casa o mínimo necessário, apenas para fazer compras de alimentos e medicamentos, evitando, assim, maiores contatos em espaços infectados pelo vírus.
O distanciamento social é denominado como uma das medidas não farmacológicas mais eficazes até o momento para a contenção do vírus e sua progressão na comunidade, pois “quanto maior o distanciamento social, menos possível que pessoas infectadas se encontrem com pessoas não infectadas e passem a doença adiante.” (CONTI, 2020).

Uma das recomendações da OMS é a adoção da estratégia de distanciamento social e outras medidas não farmacológicas, como a etiqueta respiratória e higienização das mãos, como forma de diminuir a velocidade de transmissão do vírus e preparar o sistema de saúde para a assistência de um número maior de casos de COVID-19, já que não há uma possibilidade de evitar a epidemia (Ministério da saúde, 2020).
As medidas de distanciamento social pode ser classificadas em dois tipos:
● Distanciamento Social Ampliado (DSA), onde não há uma limitação a grupos específicos, logo, todos devem permanecer em suas residências durante a vigência da decretação pelos gestores locais. Assim, essa medida evita uma aceleração descontrolada da doença, o que pode provocar um colapso no sistema de saúde além de um prejuízo econômico.
● Distanciamento Social Seletivo (DSS): conhecido como isolamento vertical, somente alguns grupos são isolados, os denominados grupos de risco, idosos, pacientes com Doenças Crônicas Não Transmissíveis ou pacientes que apresentarem quadros mais graves da doença e gestantes. Pessoas com idade abaixo de 60 anos, circulariam livremente, se estivessem assintomáticos. De acordo com o Ministério da Saúde, a estratégia do DSS traria resultando significantes caso houvesse condições mínimas para o funcionamento de leitos hospitalares, profissionais suficientes, EPI, equipamentos médico-hospitalares e testes suficientes para serem feitos na população.
Desse modo, quando há esses requisitos mínimos para o funcionamento eficiente da saúde, o isolamento vertical traria vantagens como a retomada da atividade laboral e econômica, haveria a criação gradual da imunidade e redução dos traumas sociais decorrentes do isolamento. Porém, por meio dessa estratégia, os grupos vulneráveis ficariam expostos ao vírus da mesma forma, pois o contato com pessoas que não praticam o isolamento poderiam transmitir o vírus, ocorrendo então uma dificuldade no controle de dissipação do vírus e da doença e consequentemente uma sobrecarga ao sistema de saúde (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2020).
Portando, de acordo com Conti (2020), o resultado da prática do isolamento vertical pode variar para cada país, pois o número de idosos que convivem só, ou com familiares, é diferente para a realidade no Brasil, onde 25% das pessoas acima de 60 anos moram em casas com 3 ou mais pessoas e 85% com duas ou mais, tendo uma maior dificuldade prática no isolamento vertical, dada a impossibilidade de isolar uma pessoa que faz parte do grupo de risco que, diariamente tem contato com outras que não adotaram o isolamento.
Importante ressaltar que no contexto de distanciamento social, entra também termos como, isolamento domiciliar e quarentena, que é importante diferenciá-los.
O Ministério da Saúde também traz a definição para ambos os termos onde, o isolamento é uma medida de separação de casos confirmados, prováveis, suspeitos e portador sem sintoma. O isolamento domiciliar dura 14 dias, podendo ser estendido.
A quarentena é uma restrição das atividades como medida de manutenção dos serviços de saúde. Poderá ser determinado pela secretaria estadual, municipal, do Distrito Federal, ministro de estado ou superiores em cada nível de gestão. A adoção da quarentena tem um prazo de 40 dias, podendo ser prorrogada, pelo tempo necessário. (Ministério da Saúde, 2020)

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