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12.04 Instituições de Longa Permanências para idosos e COVID-19

As instituições de longa permanência para idosos (ILPIS) são instituições
governamentais ou não, de caráter residencial destinada à domicílio de pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, com ou sem suporte familiar (ANVISA, 2005).
Considerando o atual cenário pandêmico por conta do novo coronavírus e a
população idosa, um grupo com maior taxa de letalidade da doença ocasionada pela COVID-19, é importante destacar a relação das ILPIS com esse cenário e a importância da prevenção e cuidado com os idosos, que é o principal grupo de risco da doença.
Para os idosos que convivem em Instituições de longa permanência, de
acordo com a SBGG, estão com maior vulnerabilidade ao contágio da doença, pois são idosos com a saúde já debilitada e frágil, com doenças ou comorbidades em estágios avançados. Há um contato direto com pessoas e profissionais da saúde e passam muito tempo em ambientes fechados com outros indivíduos também em igual situação de saúde. Desse modo, a SBGG descreve as principais orientações que devem ser tomadas por esses institutos para evitar a disseminação da doença, são eles:


“Organizar planos de ação para prevenção e manejo de idosos
moradores;
Promover treinamento da equipe assistencial para as medidas
programadas;
Reforçar condutas de higiene do local e dos protocolos de higiene de mãos e proteção dos moradores e funcionários;
Junto à equipe assistencial, estabelecer fluxo de identificação, avaliação, isolamento e condutas frente a casos suspeitos e confirmados na instituição;
Organizar áreas para isolamento respiratório de residentes sintomáticos;
Manter ventilação natural nos ambientes e diminuir o uso de condicionadores de ar ao estritamente necessário;
SUSPENDER visitas às instituições por tempo indeterminado;
Afastar imediatamente funcionários com sintomas respiratórios
ou febre;
Restringir atividades em grupo e circulação nas áreas
coletivas;
O uso de luvas não isenta de higienização adequada das
mãos após a remoção. As luvas sempre devem ser trocadas
após uso individual e a higienização das mãos deve ser
realizada após a remoção e antes de colocar novas; (…)”
(SBGG, 2020).

Estudos demonstram que as chances de surtos em Lares de idosos são
grandes. De acordo com Joseph G., essas instituições devem se preparar para essa possibilidade. Sendo assim, gestores das instituições e profissionais que nelas atuam devem rapidamente iniciar comportamentos adequados e rápidos para o gerenciamento da infecção nos lares temporários de curto ou longo prazo e ao mesmo tempo dar início imediato as prevenções, de modo a postergar ao máximo infecções pelo COVID-19 e sua disseminação por meio de medidas preventivas nas ILPIS, além do importante auxílio governamental para disponibilização de testes, resultados e tratamentos de forma rápida, pensando nos impactos tantos sociais como econômicos.
Um relatório semanal de morbidade e mortalidade foi publicado no site da
Centers for Disease Control and Prevention, relatando caso ocorrido de infecção do COVID-19, em 28 de fevereiro de 2020, em uma residente de um centro de assistência a longo prazo em Washington, que resultou em casos de 81 residentes infectados, 34 funcionários, 14 visitantes e 23 óbitos. Portanto, pelo fato do COVID-19 conseguir se espalhar rapidamente em instalações de cuidados residenciais de longo prazo, a adoção de medidas preventivas é extremamente importante para evitar surtos como esse.
O Protocolo de manejo clínico em APS, publicado pelo Ministério da Saúde,
destaca a atenção especial que deve ser dada às casas de repouso e lares de
idosos, uma vez que o maior potencial de gravidade da doença é com a população idosa. “Ações de educação poder ser realizadas nesses locais buscando a prevenção, na ocorrência de um caso, cuidado redobrado deve ser dedicado ao paciente e profissionais.” (Ministério da Saúde, 2020).
Joseph G. et al., em seu estudo traz informações que auxiliam profissionais
de saúde em geriatria que atuam em ILPIS a adotar medidas de prevenção tanto na instituição como em residentes que apresentam casos suspeitos ou confirmados da COVID-19. A implementação dessas medidas efetivas visam a diminuição da proliferação do vírus como, a separação de residentes sintomáticos, monitoramento freqüente dos sinais vitais, levando em consideração também qualquer mudança no comportamento do idoso. Quanto às admissões, deverão ser feitas nas instituições somente depois do futuro residente testar negativo, e não permitir visitas, somente em casos de situações necessárias.
Devido a preocupação com esse grupo populacional, a ANVISA
recentemente publicou a Nota Técnica nº 5/2020 que aborda orientações mínimas para as ILPIS quanto as medidas de prevenção e controle como, cuidados de limpeza e desinfecção de ambientes, higienização das mãos, avaliação e monitoramento periódico de todos os residentes, orientações quanto às visitas, vacinação dos idosos, utilização das áreas comuns, além de outras informações que profissionais que atuam nas ILPIS devem adotar como o tratamento de resíduos, adoções de medidas em casos suspeitos ou confirmados do COVID-19 e outras orientações em geral.
As recomendações e as adoções de medidas preventivas são importantes
para evitar a disseminação que ocorre de forma rápida nas ILPIS. Uma pesquisa realizada em King Country nos Estados Unidos identificou fatores que permitiam uma maior vulnerabilidade dessas instituições, como: funcionários que haviam trabalhado com sintomas da doença, funcionários que trabalham em mais de uma instalação da mesma instituição, aderência inadequada aos equipamentos de proteção individual, desafios para a implementação das práticas recomendadas, disponibilidade limitada de testes, ocasionando em um atraso no diagnóstico da doença e na dificuldade de identificar pessoas com COVID-19, com base apenas nos sinais e sintomas da doença (TEMET M et al.,2020 ).
Dessa forma, as medidas de prevenção devem ser colocadas em práticas
para que o risco de infecção e óbito seja minimizado ao máximo, principalmente nos residentes que apresentam doenças crônicas e faixa etária elevada, evitando esses resultados adversos.
Dada a experiência em diversas situações onde os residentes de ILPIS com
COVID-19 são infectados, os sintomas da doença pode não ocorrer de forma típica, como febre e sintomas respiratórios, sendo possível a não apresentação de nenhum sintoma, contribuindo para uma transmissão maior e disseminada nesses locais. Em caso de identificação de sintomas como mal estar novo ou agravado, tontura ou diarréia, deve aderir ao isolamento do paciente suspeito e posterior avaliação do quadro suspeito de COVID-19 (CDC, 2020).
Medidas preventivas recomendadas pelo CDC e órgãos governamentais
servem para que as tomadas de decisões sejam aplicadas de forma antecipada, com vista a evitar que a COVID-19 chegue nessas instalações, que a identificação de casos seja feita precocemente, impedir a propagação, gerenciamento de doenças graves e avaliar o fornecimento de EPIS e iniciar medidas para otimizar o fornecimento atual.

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