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10. Gestantes e Covid-19

Informações sobre a evolução e as implicações da Covid-19 na gravidez são
escassas. No entanto, baseados em informações referentes a outros coronavírus patogênicos e a outras infecções víricas, podem prever-se complicações na gravidez (RAMALHO, 2020).
Até o momento, não há evidências de que as grávidas sejam mais afetadas
ou tenham mais complicações devido a Covid-19. Contudo, observou-se um
aumento na necessidade de cesarianas devido à gravidade clínica. Verificou-se também, a ocorrência de ruptura prematura de membranas, aumento de partos prematuros, taquicardia fetal, estado fetal não tranquilizador e morte fetal (RAMALHO, 2020).
A transmissão vertical não foi documentada, mas ainda sim, recentemente
publicou-se um caso de infeção neonatal cuja transmissão ocorreu precocemente (RAMALHO, 2020). Atualmente, o parto via vaginal permanece como a forma mais adequada para a resolução da gravidez em gestantes portadoras da doença. Em casos com insuficiência respiratória indica-se o parto cesariano, não obstante, ainda há necessidade de discussão do caso com anestesia e neonatologia (DUARTE; QUINTANA, 2020).
Não há consenso sobre a liberação do aleitamento natural para puérperas
portadoras da doença causada pelo Coronavírus. O CDC americano e a
Organização Mundial de Saúde, sugerem que puérperas em bom estado devem manter a amamentação utilizando máscaras de proteção e higienizando as mãos previamente. Em contrariedade, o protocolo chinês sugere a separação do neonato da mãe e opõe-se ao aleitamento natural exceto em casos em que a RT-PCR para o SARS-CoV-2 esteja negativa no leite (DUARTE; QUINTANA, 2020).
Um estudo sugere que o acompanhamento das três fases gestacionais seja
feito em locais devidamente equipados e que as gestantes sejam divididas em dois grupos para o atendimento: sintomáticas e assintomáticas, não devendo serem atendidas no mesmo ambiente e nem pela mesma equipe. Ressalta-se que todos os cuidados já comuns ao manejo da Covid-19 sejam devidamente tomados e que quando possível, o acompanhamento gestacional seja feito por telefone. Não obstante, salienta-se a importância do cuidado pessoal, vacinas e dos retornos (DUARTE; QUINTANA, 2020).

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