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11.02 Distanciamento social em tempos de pandemias

A pandemia do novo coronavírus trouxe não só uma repercussão biomédica e epidemiológica mas também social, afetando diretamente todo o padrão social das pessoas. Por não haver um tratamento específico para a doença com medicamentos, ou uma prevenção como a vacina, o que se recomenda, de acordo com a OMS, é o isolamento e distanciamento social para a contenção do vírus e redução do contágio (LOLE; STAMPA; GOMES, 2020).
O distanciamento e isolamento social foi adotado como uma medida não
farmacológica a fim de evitar a contaminação de mais pessoas, muito embora essa prevenção seja a mais eficaz no momento, ela traz algumas adversidades na sociedade como a baixa economia e consequências para a saúde mental (LOLE; STAMPA; GOMES, 2020).
De acordo com a OMS, a saúde mental é um estado de bem estar no qual
um indivíduo realiza suas próprias habilidades, consegue lidar com o estresse normal da vida, trabalhar produtivamente e é capaz de contribuir com a sua comunidade. Dessa forma, a saúde mental é extremamente importante para a saúde como um todo.
Uma vez que, uma situação extrema como a pandemia atual e a
consequência de isolamento social como medida de prevenção, mexe com todo o contexto de saúde, social e econômico, além do excesso de informações, esses diversos fatores contribuem para um adoecimento mental, podendo ocorrer alterações comportamentais que impulsionam o adoecimento psicológico, que podem gerar consequências graves para a saúde mental (PEREIRA, et al., 2020).
Dessa forma, é importante refletir sobre a saúde mental e bem estar dentro
do contexto de isolamento social, pois segundo a Fiocruz, os brasileiros podem sofrer impactos psicológicos em vários níveis de gravidade e intensidade. (FIOCRUZ, 2020).
Todos os indivíduos estão suscetíveis a desenvolver algum tipo de
transtorno como o medo intensificado, ansiedade e angústia. Pessoas com
transtornos mentais pré existentes podem sofrer ainda mais com sintomas
(Ramírez-Ortiz et al., 2020). Pacientes suspeitos ou com diagnóstico positivo de COVID-19 também podem sofrer sérios transtornos como ataque de pânico, Transtorno pós traumático, depressão, sintomas psicóticos dentre vários outros (Shigemura et al.,2020). Segundo a Fiocruz, estima-se que um terço da população mundial apresente algum tipo de transtorno mental, manifestando-se conforme a força do evento e vulnerabilidade social do indivíduo, o tempo e a efetividade das ações governamentais no contexto social ao longo da pandemia da COVID-19.

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