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09.03 Como reforçar o sistema imunológico?

I. Mantenha uma alimentação saudável: a vinculação entre nutrição e
imunidade foi estabelecida no início da década de 70 quando exames
imunológicos foram adicionados ao catálogo de elementos utilizados
na avaliação do estado nutricional. São algumas das alterações
imunológicas relacionadas à desnutrição: prejuízo na estrutura e
função do timo, redução na função das células T, redução em alguns
componentes do sistema complemento; comprometimento da
fagocitose, da resposta citocínica, produção de anticorpos e afinidade
antígeno-anticorpo (SARNI et al., 2010).
a. O ferro é constituinte de várias proteínas, incluindo enzimas,
citocromos, mioglobina e hemoglobina. São algumas fontes deste
mineral: carnes, principalmente as vermelhas e vísceras (fígado, rim e
coração) por possuírem maior proporção de ferro heme (SARNI et al.,
2010).
b. O zinco é indispensável para o crescimento, desenvolvimento
e função imunológica. Suas aplicações biológicas podem ser divididas
em catalíticas, estruturais e regulatórias. Um impacto analisado no
déficit de zinco é a diminuição na produção de citocinas, como a
timulina – importante para a maturação e diferenciação de linfócitos T.
As formulações sugeridas pela OMS (Organização Mundial da Saúde)
para suplementação são: sulfato, acetato ou gluconato de zinco
(SARNI et al., 2010).
c. As vitaminas são micronutrientes fundamentais a diversas
interações metabólicas do organismo e estão disponíveis nos
alimentos em pequenas quantidades. Grande parte das vitaminas
chega ao organismo somente por via alimentar, por essa razão é de
suma importância garantir uma dieta variada para compor as
necessidades diárias e evitar que ocorram insuficiências.
Certas vitaminas podem chegar ao organismo por outros meios,
como por exemplo a vitamina D que é produzida a partir da ação da
luz solar na pele, a vitamina B12, o folato, a biotina e a vitamina K que
podem ser sintetizadas por bactérias intestinais, a niacina que pode
ser constituída a partir do triptofano (aminoácido essencial presente no
código genético). No entanto, essas vitaminas podem não ser sintetizadas em proporções suficientes e por isso faz-se necessária uma complementação com a ingestão dietética (Carmo, 2011; APD,
2013s), veja como:
● A Vitamina A regula a resposta de células fagocitárias, a
ativação da citotoxicidade mediada por células e o crescimento
na resposta de timócitos a mitógenos específicos,
supostamente por aumentar a expressão de receptores de
Interleucina – 2 em suas células precursoras (SARNI et al.,
2010). Em conformidade com Sarni et al. (2010), existem dois
tipos de Vitamina A:
I. Pré-formada (retinol) é encontrada naturalmente em alimentos
de origem animal. As principais fontes de retinol são: fígado, leite e
derivados e peixe.
II. Os carotenóides, que sofrem conversão em Vitamina A no
organismo, estão presentes em: óleos, frutas e vegetais.
Vitamina D: as fontes alimentares abundantes dessa vitamina
são os óleos de fígado de peixe e os peixes de água salgada, tais como sardinha, salmão e sarda. Os ovos, a carne, o leite e a manteiga também contêm pequenas quantidades desta vitamina (FALCATO, 2014, apud ANSES, 2013g; Lamberg-Allardt, 2006).
Vitamina E: as fontes mais significativas de vitamina E são os
óleos vegetais (óleos de amendoim, soja, palma, milho, girassol) e o gérmen de trigo. As fontes secundárias são as nozes, cereais integrais, amendoins, sementes de girassol, azeitonas e os vegetais de folha verde (FALCATO, 2014, apud Bayer, 2008j; APN, 2011b)
Vitamina K: as melhores fontes são: os vegetais de folha verde, tais como nabo, espinafres, brócolos, couve e alface.
Outras fontes ricas nesta vitamina são as sementes de soja, fígado de vaca, chá verde, gema de ovo, aveia, trigo integral, batata, tomate, espargos, manteiga e queijo (FALCATO, 2014, apud APD, 2013s; APN, 2011b).
Vitamina B1: em conjunto com cereais integrais, levedura de cerveja e sementes de girassol, a carne de porco, rim, fígado, pescado, leguminosas e gema de ovo são excelentes fontes dessa vitamina (FALCATO, 2014, apud APD, 2013o; APN, 2011b).
Vitamina B2: encontra-se disseminada em todos os alimentos de origem vegetal ou animal. A levedura e o fígado têm as concentrações mais elevadas, mas as fontes de dieta mais comuns são o leite e seus derivados, a carne, os ovos, os vegetais de folhas verdes e os produtos de panificação
(FALCATO, 2014, apud APN, 2011b; Bayer, 2008g).
Ácido Pantoténico: é abundante na levedura de cerveja, fígado, rins, coração e cérebro, carne bovina, carne de frango, pescado, ovos, leite, cereais, batata doce, brócolis, amendoins, nozes, cogumelos, lentilhas, laranja e abacate (FALCATO, 2014, apud APN, 2011b; APD, 2013a; Bayer, 2008b).
Vitamina B6: pode ser encontrada em carnes, frutas (banana, uvas), peixes, batata, arroz, leguminosas, amêndoas, nozes, avelãs e cereais integrais enriquecidos (FALCATO, 2014, apud Eeuwijk et al., 2012; APN, 2011b; APD, 2013j).
Vitamina B12: é fornecida principalmente por alimentos de origem animal, em particular a carne de órgãos (fígado, rins, coração, cérebro). Outras fontes são o peixe, ovos e lacticínios (FALCATO, 2014, apud APN, 2011b; FSA, 2003).
Biotina: pode ser encontrada na levedura de cerveja, fígado, gema de ovo, amêndoas, nozes, avelãs, banana, toranja e melancia, soja, espinafres, cogumelos, carnes magras, cereais, pão e lentilhas (FALCATO, 2014, apud Eeuwijk et al., 2012; APN, 2011b).
Vitamina C: as principais fontes são as frutas (citrinos, morangos, manga, kiwi, papaia, uvas, melão), batatas, brócolis, couve-flor, salsa, espinafres, agrião, nabo, couve, alho e tomate (FALCATO, 2014, apud APN, 2011b; APD, 2013q; Bayer, 2008h).
II. Pratique exercícios físicos: a hipertermia produzida pelo exercício impulsiona a síntese de citocinas, que são capazes de ampliar as proteínas da fase aguda e a proliferação de linfócitos. O sistema imunológico pode se alterar secundariamente ao “estresse” e desencadear repercussões metabólicas, sistêmicas e locais (MARTÍNEZ; ÁLVAREZ-MON, 1999).
III. Durma bem: alterações no padrão do sono podem promover diversas
alterações no organismo, como por exemplo: redução na eficiência do
processamento cognitivo, do tempo de reação e da responsividade
atencional, além de prejuízo na memória, aumento da irritabilidade,
alterações metabólicas, endócrinas, imunológicas, quadros hipertensivos, cansaço, náuseas, dores de cabeça, ardência nos olhos, visão turva, dores articulares e diminuição da libido (ANTUNES; ANDERSEN; TUFIK; MELLO, 2008).
IV. Pare de fumar: é comprovado que o consumo de tabaco é fator
causal de cancro em diferentes localizações, de doenças respiratórias
crônicas e de doenças cardiovasculares, além de desencadear outros
efeitos no aparelho gastrointestinal, na saúde reprodutiva, no sistema
endócrino, na saúde ocular, na saúde óssea e no envelhecimento da
pele (NUNES, 2006).

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