Formulário de Contato

08.08 Viabilidade do Coronavírus em alimentos e a detecção do material genético em carne exportada do Brasil para a China

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) atualmente é pouco provável que as pessoas possam contrair a COVID-19 através dos alimentos ou embalagens. Por se tratar de uma doença respiratória, a principal forma de contaminação é o contato direto entre pessoas doentes ou assintomáticas através da entrada pela mucosa nasal ou oral de gotículas suspensas no ambiente que foram liberadas pela tosse ou espirro. Portanto, não há evidências que a transmissão do coronavírus através de alimentos ou embalagens aconteça, pois a multiplicação viral só ocorre em um hospedeiro animal ou humano.

Entretanto, estudos realizados em laboratório demonstraram que a liberação de partículas virais no ar pode permanecer em suspensão de 40 minutos até 2h30min. e a viabilidade do vírus em diferentes superfícies depende da característica do material. Foi constatado que o COVID-19 pode ficar viável por até 72 horas em aço inoxidável e plástico, 24 horas em papelão e até 4 horas em cobre, mas a interpretação desses dados devem ser analisadas de acordo com a situação envolvida e com muito cuidado (Doremalen, et al. 2020)

No dia 13 de agosto foi publicada uma notificação da autoridade sanitária local no site do município de Shenzhen- China, informando a detecção de ácido nucleico da COVID-19 em amostras retiradas da superfície lotes de carne de frango congelada, importada do Brasil. Porém, amostras do mesmo lote foram colhidas, analisadas e não foi encontrado material genético do vírus (Brasil, 2020)

Após a divulgação da nota, o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento- MAPA, entrou em contato com a administração geral do município, para averiguar a situação. Porém, até o momento não houve notificação oficial para eventuais esclarecimentos por parte das autoridades chinesas. O MAPA ainda reforça que “a inocuidade dos produtos produzidos nos estabelecimentos sob SIF, visto que obedecem a protocolos rígidos para garantir a saúde pública”.

Portanto, o que podemos fazer para diminuir os riscos de contágio da doença é seguir as medidas de distanciamento social, higiene, limpeza, consumir sempre alimentos que passem por aquecimento adequado e sempre usar equipamentos de proteção individual.

Referências:

BRASIL. Organização Pan-Americana da Saúde- OPAS e Organização Mundial da Saúde- OMS. COVID-19 e a Segurança de Alimentos: Orientações para empresas do setor de alimentos Orientações provisórias – 7 de abril de 2020. Disponível em: < http://www.cvpconosur.org/wp content/uploads/2020/04/Guia-Covid-19-PANAFTOSA-Port.pdf >. Acesso em: 17 ago. 2020.
Doremalen, Neeltje van. Aerosol and Surface Stability of SARS-CoV-2 as Compared with SARS-CoV-1. The new England journal of medicine, England, April 16, 2020. Disponível em: <https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMc2004973 query=featured_home>. Acesso em: 17 ago. 2020.
BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Nota oficial. Esclarecimento sobre suposta detecção de coronavírus na China em asa de frango importada do Brasil. Publicado em 13/08/2020. Disponível em:
< https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/noticias/esclarecimento-sobre-suposta-deteccao-de-coronavirus-na-china-em-as a-frango-importada-do-brasil >. Acesso em: 17 ago. 2020.

Comment on this FAQ

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Precisa da nossa ajuda?
A Sala de situação quer te apoiar a melhorar seu trabalho, conte conosco para fortalecer a vigilância em saúde em sua área de atuação.