{"id":39150,"date":"2025-11-19T16:17:43","date_gmt":"2025-11-19T19:17:43","guid":{"rendered":"https:\/\/sds.unb.br\/?p=39150"},"modified":"2025-11-19T16:29:57","modified_gmt":"2025-11-19T19:29:57","slug":"opas-atualiza-estrategias-de-vigilancia-e-controle-dos-vetores-da-febre-amarela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sds.unb.br\/es\/opas-atualiza-estrategias-de-vigilancia-e-controle-dos-vetores-da-febre-amarela\/","title":{"rendered":"OPAS atualiza Estrat\u00e9gias de Vigil\u00e2ncia e Controle dos Vetores da Febre Amarela"},"content":{"rendered":"<p>A febre amarela permanece como uma amea\u00e7a significativa \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica nas Am\u00e9ricas, com um aumento expressivo de casos registrados em 2025. At\u00e9 25 de maio deste ano, a Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana da Sa\u00fade (OPAS) confirmou 235 casos humanos em cinco pa\u00edses da regi\u00e3o, incluindo 96 mortes, o que representa uma taxa de letalidade de 41%. Embora parte desse crescimento esteja relacionado \u00e0 reativa\u00e7\u00e3o natural do ciclo silvestre na Bacia Amaz\u00f4nica, especialistas demonstram preocupa\u00e7\u00e3o com a expans\u00e3o da \u00e1rea geogr\u00e1fica afetada, maior do que a observada em anos anteriores, o que aponta para um risco ampliado de transmiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante desse cen\u00e1rio, a OPAS emitiu novos alertas epidemiol\u00f3gicos e refor\u00e7ou o pedido para que os pa\u00edses intensifiquem a vigil\u00e2ncia em \u00e1reas enzo\u00f3ticas, ampliem a vacina\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es mais vulner\u00e1veis e adotem medidas eficazes para garantir que viajantes com destino a regi\u00f5es com recomenda\u00e7\u00e3o de imuniza\u00e7\u00e3o estejam protegidos. A febre amarela, causada pelo v\u00edrus YFV, \u00e9 transmitida pela picada de mosquitos infectados e apresenta dois ciclos epidemiol\u00f3gicos distintos. No ciclo silvestre, a transmiss\u00e3o ocorre entre primatas n\u00e3o humanos e mosquitos que vivem em \u00e1reas de floresta, principalmente dos g\u00eaneros <em>Haemagogus <\/em>e <em>Sabethes<\/em>, infectando seres humanos que se aproximam desses ambientes. No ciclo urbano, o v\u00edrus circula exclusivamente entre humanos por meio do Aedes aegypti, mosquito dom\u00e9stico que tamb\u00e9m \u00e9 respons\u00e1vel pela transmiss\u00e3o de outras arboviroses.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de a febre amarela urbana ter sido eliminada nas Am\u00e9ricas h\u00e1 cerca de oito d\u00e9cadas, os surtos recorrentes da forma silvestre mant\u00eam viva a amea\u00e7a de reurbaniza\u00e7\u00e3o. O avan\u00e7o desordenado das cidades, frequentemente acompanhado por altos \u00edndices de infesta\u00e7\u00e3o de <em>Aedes aegypti<\/em> e pela proximidade de \u00e1reas florestadas, parques e reservas biol\u00f3gicas, cria condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis para que o v\u00edrus alcance regi\u00f5es densamente povoadas, especialmente onde a cobertura vacinal \u00e9 insuficiente. Esses fatores, associados ao deslocamento constante de pessoas entre \u00e1reas urbanas e regi\u00f5es de risco, aumentam a vulnerabilidade \u00e0 introdu\u00e7\u00e3o e \u00e0 dissemina\u00e7\u00e3o do v\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora a vacina\u00e7\u00e3o seja considerada a principal medida de preven\u00e7\u00e3o, a OPAS enfatiza que a vigil\u00e2ncia entomol\u00f3gica desempenha um papel essencial no enfrentamento da doen\u00e7a. A identifica\u00e7\u00e3o dos vetores, o acompanhamento da densidade populacional dos mosquitos e o monitoramento de \u00e1reas com potencial de transmiss\u00e3o s\u00e3o a\u00e7\u00f5es fundamentais para detectar precocemente a circula\u00e7\u00e3o viral e orientar a tomada de decis\u00f5es. O novo documento publicado pela Organiza\u00e7\u00e3o detalha diferentes cen\u00e1rios de risco e apresenta recomenda\u00e7\u00f5es adaptadas a realidades urbanas, rurais, periurbanas e silvestres, destacando a necessidade de integra\u00e7\u00e3o entre vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica, entomol\u00f3gica e iniciativas de controle de vetores.<\/p>\n\n\n\n<p>A OPAS tamb\u00e9m ressalta a import\u00e2ncia da comunica\u00e7\u00e3o com a popula\u00e7\u00e3o, refor\u00e7ando a necessidade de informar sobre os riscos, estimular comportamentos preventivos e incentivar que todos mantenham a vacina\u00e7\u00e3o em dia. Em um contexto de expans\u00e3o de casos e maior circula\u00e7\u00e3o viral, a informa\u00e7\u00e3o qualificada, associada a estrat\u00e9gias de preven\u00e7\u00e3o bem estruturadas, se torna essencial para evitar novos surtos e impedir que a febre amarela volte a se estabelecer em \u00e1reas urbanas das Am\u00e9ricas.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><br>Clique <a href=\"https:\/\/www.paho.org\/pt\/documentos\/orientacoes-tecnicas-para-vigilancia-entomologica-e-controle-vetores-da-febre-amarela\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.paho.org\/pt\/documentos\/orientacoes-tecnicas-para-vigilancia-entomologica-e-controle-vetores-da-febre-amarela\">aqui<\/a> para saber mais! <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A febre amarela permanece como uma amea\u00e7a significativa \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica nas Am\u00e9ricas, com um aumento expressivo de casos registrados em 2025. 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