{"id":28061,"date":"2022-06-20T10:03:07","date_gmt":"2022-06-20T13:03:07","guid":{"rendered":"https:\/\/sds.unb.br\/?p=28061"},"modified":"2024-08-05T17:40:41","modified_gmt":"2024-08-05T20:40:41","slug":"sarampo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sds.unb.br\/es\/sarampo\/","title":{"rendered":"Aumento de casos de Sarampo evidencia o risco de novos surtos no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Por: Malu Sousa | Comunica\u00e7\u00e3o SDS<\/p>\n\n\n\n<p><em>Dentre as raz\u00f5es est\u00e3o a baixa cobertura vacinal e o desconhecimento da doen\u00e7a. O cen\u00e1rio traz desafios para a Vigil\u00e2ncia.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Com um \u00faltimo caso registrado em julho de 2015, no Cear\u00e1, o Brasil ganhou em 2016 o <a href=\"https:\/\/agencia.fiocruz.br\/brasil-recebe-da-opas-certificado-de-eliminacao-de-sarampo\">certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo<\/a> pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS). A conquista durou tr\u00eas anos, at\u00e9 2019, quando um surto da doen\u00e7a resultou na perda da certifica\u00e7\u00e3o de \u201cpa\u00eds livre do v\u00edrus do sarampo\u201d, dando in\u00edcio a novos surtos, frente \u00e0 confirma\u00e7\u00e3o de mais de 20 mil casos.<\/p>\n\n\n\n<p>A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o do sarampo \u00e9 a vacina, por isso a baixa cobertura vacinal \u00e9 apontada como fator definitivo para a doen\u00e7a ter retornado ao Pa\u00eds. A meta de vacina\u00e7\u00e3o contra o sarampo \u00e9 de 95%, mas, desde 2017, a vacina tr\u00edplice viral registra n\u00fameros de cobertura insuficientes. Segundo o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, a primeira dose caiu de 93,12%, em 2019, para 70,52%, em 2021. J\u00e1 a segunda dose sofreu baixa de 81,55% para 49,31%, no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade enumera pelo menos nove raz\u00f5es para a queda dos n\u00fameros de vacina\u00e7\u00e3o no Brasil. Dentre eles, a percep\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o \u00e9 preciso vacinar porque as doen\u00e7as desapareceram, o que favorece a ocorr\u00eancia de casos como os de sarampo. H\u00e1, ainda, desconfian\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o aos servi\u00e7os informatizados de registro de vacina\u00e7\u00e3o &#8211; movimento negacionista de riscos de doen\u00e7as e dos benef\u00edcios de imunizantes.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O epidemiologista e coordenador da Sala de Situa\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade (SDS), Jonas Brant aponta a pandemia de Covid-19 como uma das causas da baixa cobertura vacinal. \u201cDurante a pandemia todos os esfor\u00e7os da sociedade foram direcionados a tentar minimizar o impacto da Covid\u201d. Jonas afirma que esse fato aumenta muito o risco para o sarampo e esse \u00e9 s\u00f3 um dos motivos, por isso acrescenta a comunica\u00e7\u00e3o de risco como essencial para o combate, inclusive, ao movimento antivacina no Brasil: \u201ch\u00e1 uma necessidade de reposicionamento do sistema de sa\u00fade frente \u00e0s mudan\u00e7as que ocorreram na sociedade&#8221;, comenta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, o coordenador pondera que a comunica\u00e7\u00e3o de risco atua para alertar as pessoas sobre o risco que est\u00e3o correndo, al\u00e9m de mostrar a import\u00e2ncia de manter altas coberturas vacinais at\u00e9 que a doen\u00e7a seja eliminada e, de prefer\u00eancia, erradicada do mundo. \u201cTemos que explicar o risco para que entendam que a vacina\u00e7\u00e3o \u00e9 mais do que uma prote\u00e7\u00e3o individual, \u00e9 uma prote\u00e7\u00e3o coletiva. Com a comunica\u00e7\u00e3o de risco \u00e9 poss\u00edvel mitigar muitos problemas, como os de movimentos relacionados ao desconhecimento do real, dos fatos cient\u00edficos e que acabam por levar \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de mitos sobre a vacina\u00e7\u00e3o, gerando barreiras que dificultam a busca ativa por vacinas\u201d, menciona.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o desconhecimento geral da doen\u00e7a se estende at\u00e9 mesmo a profissionais de sa\u00fade. \u201cN\u00f3s temos uma doen\u00e7a que foi eliminada das Am\u00e9ricas e que desde do in\u00edcio dos anos 2000 o n\u00famero de casos \u00e9 muito baixo. Dessa maneira, n\u00e3o h\u00e1 uma a forma\u00e7\u00e3o da \u00faltima gera\u00e7\u00e3o de m\u00e9dicos do pa\u00eds, n\u00e3o conheceram essa doen\u00e7a. \u00c9 importante aumentar a sensibilidade desses profissionais para que eles consigam diagnosticar ou suspeitar de sarampo\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme o epidemiologista, o conhecimento dos reais riscos que a pessoa corre, a melhoria no acesso ao sistema de sa\u00fade e a necessidade de buscas ativas dessas unidades de sa\u00fade, para que se conhe\u00e7a a comunidade, como imprescind\u00edveis para garantir a alta cobertura vacinal. Trata-se de uma enfermidade que \u00e9 uma das principais respons\u00e1veis pela <a href=\"https:\/\/www.paho.org\/pt\/topicos\/sarampo\">mortalidade infantil<\/a> em pa\u00edses do Terceiro Mundo, de acordo com a Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana da Sa\u00fade (Opas).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Medidas de preven\u00e7\u00e3o e controle<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para prevenir e controlar poss\u00edveis surtos de sarampo no Brasil, \u00e9 preciso refor\u00e7ar a manuten\u00e7\u00e3o de altas coberturas vacinais para as duas doses da vacina tr\u00edplice viral, al\u00e9m de um sistema de vigil\u00e2ncia robusto e \u00e1gil na identifica\u00e7\u00e3o, investiga\u00e7\u00e3o e conten\u00e7\u00e3o dos casos suspeitos, com resposta r\u00e1pida.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa maneira, a interrup\u00e7\u00e3o da circula\u00e7\u00e3o end\u00eamica do sarampo se dar\u00e1 atrav\u00e9s a\u00e7\u00f5es de enfrentamento realizadas em tempo oportuno, de maneira articulada entre a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica, a imuniza\u00e7\u00e3o, e a aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade. Para tanto, o apoio dos gestores locais \u00e9 imprescind\u00edvel para que as a\u00e7\u00f5es propostas sejam bem-sucedidas, evitando a ocorr\u00eancia de novos casos e protegendo assim a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do mais, os trabalhos contra o sarampo, no Brasil, se devem muito a um esfor\u00e7o iniciado em 1991, a partir da cria\u00e7\u00e3o do ent\u00e3o Programa Nacional de Controle do <a href=\"https:\/\/portal.fiocruz.br\/noticia\/sarampo-eliminacao-da-doenca-no-brasil-e-resultado-de-esforco-de-mais-de-duas-decadas\">Sarampo<\/a>, do qual faz parte o Laborat\u00f3rio do Instituto Oswaldo Cruz (IOC)\/Fiocruz. O objetivo \u00e9 contribuir para a defini\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias de controle e posterior elimina\u00e7\u00e3o do agravo. Ao longo de 30 anos, o Laborat\u00f3rio capacitou profissionais que atuam na vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e na vigil\u00e2ncia laboratorial para um correto diagn\u00f3stico e interpreta\u00e7\u00e3o dos resultados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Somando-se aos esfor\u00e7os de fortalecimento de vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Profissionais de Epidemiologia de Campo (ProEpi) em parceria com o CDC\/TEPHINET, lan\u00e7ou o curso <a href=\"https:\/\/proepi.org.br\/go-data\/\">Go.Data para sarampo<\/a>. A proposta tem por objetivo apresentar o cen\u00e1rio epidemiol\u00f3gico do sarampo, as recomenda\u00e7\u00f5es internacionais para elimina\u00e7\u00e3o e a ferramenta Go.Data. Ela busca facilitar a investiga\u00e7\u00e3o de surtos e epidemias e pode ser utilizada para rastreamento de contatos de sarampo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os desafios para a Vigil\u00e2ncia em Sa\u00fade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A volta dos surtos de sarampo traz desafios \u00e0 vigil\u00e2ncia: monitoramento das a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o e controle, identifica\u00e7\u00e3o de grupos de risco e planejamento das interven\u00e7\u00f5es, considerando a diversidade da popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. Para a vigil\u00e2ncia em Sa\u00fade P\u00fablica, por exemplo, a vigil\u00e2ncia ativa representa uma a\u00e7\u00e3o fundamental para potencializar a qualidade de vida dos cidad\u00e3os. Dentro de suas compet\u00eancias, a vigil\u00e2ncia em sa\u00fade deve incluir estrat\u00e9gias para a educa\u00e7\u00e3o permanente acerca do processo de vacina\u00e7\u00e3o, considerando estudos e pesquisas recentes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A vigil\u00e2ncia do Sarampo \u00e9 baseada na vigil\u00e2ncia de doen\u00e7as exantem\u00e1ticas, que s\u00e3o doen\u00e7as com sintomas muito semelhantes. Ent\u00e3o, os casos s\u00e3o testados para v\u00e1rias delas (como sarampo ou rub\u00e9ola) at\u00e9 que seja detectado de fato uma delas e sejam desencadeadas as a\u00e7\u00f5es de bloqueio. Jonas Brant cita que \u00e9 importante que essas a\u00e7\u00f5es sejam r\u00e1pidas, j\u00e1 que o cont\u00e1gio \u00e9 muito acelerado. O rastreamento de contatos e a vacina\u00e7\u00e3o s\u00e3o fundamentais para conter surtos da doen\u00e7a. Ferramentas como o Go.Data tamb\u00e9m s\u00e3o estrat\u00e9gicas porque ajudam a organizar as informa\u00e7\u00f5es de rastreamento dos contatos, evitando a ocorr\u00eancia de poss\u00edveis casos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das vantagens da vigil\u00e2ncia do Sarampo \u00e9 o fato de que h\u00e1 poucos casos assintom\u00e1ticos. Em geral, a maioria dos casos apresenta sintoma e isso facilita muito o rastreamento quando comparado com outras doen\u00e7as, como no caso da Covid 19. H\u00e1 mais chances de rastreamento e, consequentemente, de rompimento da cadeia de transmiss\u00e3o. Para Jonas, essa vigil\u00e2ncia foi fragilizada durante a pandemia, j\u00e1 que os esfor\u00e7os de sa\u00fade foram destinados em sua maioria ao enfrentamento da Covid 19.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Campanha Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e combate \u00e0 desinforma\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os profissionais de sa\u00fade podem trabalhar com estrat\u00e9gias de combate \u00e0 desinforma\u00e7\u00e3o. A diretora da Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana da Sa\u00fade (OPAS), Carissa F. Etienne, comentou em coletiva de imprensa que \u201ca desinforma\u00e7\u00e3o \u00e9 uma das mais s\u00e9rias amea\u00e7as \u00e0 sa\u00fade&#8221;. Cada pessoa que hesita em tomar a vacina pode \u201cse tornar parte de tristes estat\u00edsticas de casos de doen\u00e7as que podem ser prevenidas por meio da vacina\u201d. \u00c9 importante que todas as pessoas de 12 meses at\u00e9 59 anos de idade estejam vacinadas contra o sarampo, de acordo com as indica\u00e7\u00f5es do Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o. Estrat\u00e9gias de combate \u00e0 desinforma\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m s\u00e3o medidas de preven\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. Profissionais devem orientar a popula\u00e7\u00e3o sobre as medidas de biosseguran\u00e7a individuais e coletivas e sobre a desinforma\u00e7\u00e3o sobre as vacinas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No in\u00edcio deste m\u00eas, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/saude\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2022\/junho\/ministerio-da-saude-prorroga-campanha-nacional-de-vacinacao-contra-gripe-e-sarampo\">prorrogou a Campanha Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o<\/a> contra Sarampo at\u00e9 24 de junho, com o objetivo de aumentar a cobertura vacinal para a doen\u00e7a. Iniciada em 4 de abril, a campanha tem como p\u00fablicos priorit\u00e1rios os trabalhadores da sa\u00fade e crian\u00e7as de 6 meses a menores de 5 anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias), que podem ser vacinados em absolutamente todos os postos de sa\u00fade do Brasil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o <a href=\"https:\/\/www.saude.df.gov.br\/documents\/37101\/0\/Informativo+Vacina%C3%A7%C3%A3o+contra+Sarampo+Vol5.pdf\/8becf811-4332-139c-d5f2-a7e50715a721?t=1654287498209\">informativo de imuniza\u00e7\u00e3o<\/a> elaborado pela SES-DF, na capital federal, o p\u00fablico-alvo, portanto, representa 182.357 crian\u00e7as. A meta \u00e9 vacinar, no m\u00ednimo, 95% dessas crian\u00e7as (173.239). Contudo, entre 4 de abril e 3 de junho 47.211 doses foram administradas no Distrito Federal para crian\u00e7as de 6 meses a menores de 5 anos de idade (81,7%), trabalhadores da sa\u00fade (17,9%) e adolescentes e adultos (0,3%).<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados do documento apontam que, para todos os intervalos de idade, a propor\u00e7\u00e3o de vacinados est\u00e1 bem abaixo da meta. A cobertura vacinal de crian\u00e7as de 6 meses a 1 ano \u00e9 a maior at\u00e9 o momento, com 34,5%. J\u00e1 a cobertura vacinal do Distrito Federal \u00e9 de 21,2%.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/saude\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2022\/junho\/ministerio-da-saude-prorroga-campanha-nacional-de-vacinacao-contra-gripe-e-sarampo\">https:\/\/www.gov.br\/saude\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2022\/junho\/ministerio-da-saude-prorroga-campanha-nacional-de-vacinacao-contra-gripe-e-sarampo<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.saude.df.gov.br\/documents\/37101\/0\/Informativo+Vacina%C3%A7%C3%A3o+contra+Sarampo+Vol5.pdf\/8becf811-4332-139c-d5f2-a7e50715a721?t=1654287498209\">https:\/\/www.saude.df.gov.br\/documents\/37101\/0\/Informativo+Vacina%C3%A7%C3%A3o+contra+Sarampo+Vol5.pdf\/8becf811-4332-139c-d5f2-a7e50715a721?t=1654287498209<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Guia de vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica 2021 <a href=\"https:\/\/bvsms.saude.gov.br\/bvs\/publicacoes\/Guia_Vig_Epid_novo2.pdf\">https:\/\/bvsms.saude.gov.br\/bvs\/publicacoes\/Guia_Vig_Epid_novo2.pdf<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>P\u00e1gina Opas sobre sarampo <a href=\"https:\/\/www.paho.org\/pt\/topicos\/sarampo\">https:\/\/www.paho.org\/pt\/topicos\/sarampo<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><br><a href=\"https:\/\/agencia.fiocruz.br\/brasil-recebe-da-opas-certificado-de-eliminacao-de-sarampo\">https:\/\/agencia.fiocruz.br\/brasil-recebe-da-opas-certificado-de-eliminacao-de-sarampo<br><br><\/a><a href=\"https:\/\/portal.fiocruz.br\/noticia\/sarampo-de-volta-ao-mapa\">https:\/\/portal.fiocruz.br\/noticia\/sarampo-de-volta-ao-mapa<\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Malu Sousa | Comunica\u00e7\u00e3o SDS Dentre as raz\u00f5es est\u00e3o a baixa cobertura vacinal e o desconhecimento da doen\u00e7a. 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