{"id":27426,"date":"2022-05-17T13:18:32","date_gmt":"2022-05-17T16:18:32","guid":{"rendered":"https:\/\/sds.unb.br\/?p=27426"},"modified":"2022-05-17T13:18:35","modified_gmt":"2022-05-17T16:18:35","slug":"17-de-maio-dia-mundial-da-hipertensao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sds.unb.br\/es\/17-de-maio-dia-mundial-da-hipertensao\/","title":{"rendered":"17 de maio: Dia Mundial da Hipertens\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><em>Perfil epidemiol\u00f3gico da Hipertens\u00e3o Arterial Sist\u00eamica (HAS) do DF refor\u00e7a a import\u00e2ncia de a\u00e7\u00f5es integradas entre vigil\u00e2ncia e aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-custom-size\" style=\"font-size:12px\">Por: Malu Sousa com colabora\u00e7\u00e3o de Milena Marra | Comunica\u00e7\u00e3o SDS<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta ter\u00e7a-feira (17), celebra-se o Dia Mundial da Hipertens\u00e3o Arterial (HAS). A data foi criada para alertar sobre os cuidados com a doen\u00e7a &#8211; que ainda possui uma baixa conscientiza\u00e7\u00e3o -, entre eles o uso de m\u00e9todos precisos de aferi\u00e7\u00e3o da press\u00e3o arterial e a import\u00e2ncia do controle da hipertens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A Hipertens\u00e3o Arterial Sist\u00eamica \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o cl\u00ednica multifatorial caracterizada por n\u00edveis elevados e sustentados de press\u00e3o arterial. Geralmente, s\u00e3o altera\u00e7\u00f5es funcionais e\/ou estruturais em \u00f3rg\u00e3os como cora\u00e7\u00e3o, enc\u00e9falo, rins e vasos sangu\u00edneos, e altera\u00e7\u00f5es metab\u00f3licas, com aumento do risco de eventos cardiovasculares fatais e n\u00e3o fatais. A HAS ainda \u00e9 fator de risco para uma s\u00e9rie de outras doen\u00e7as, al\u00e9m de ser causa direta de cardiopatia hipertensiva e fator etiol\u00f3gico de insufici\u00eancia card\u00edaca. Dessa maneira, est\u00e1 na origem de muitas doen\u00e7as cr\u00f4nicas n\u00e3o transmiss\u00edveis (DCNT) e \u00e9 tida como potencial redutora de expectativa e a qualidade de vida.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A HAS responde por mais de 50% das doen\u00e7as cardiovasculares (DCV), principal causa de morte nas Am\u00e9ricas. Mais de um quarto das mulheres adultas e quatro em cada dez homens adultos t\u00eam hipertens\u00e3o no continente americano, o que faz a data ainda mais necess\u00e1ria porque tanto o diagn\u00f3stico, quanto o tratamento e o controle t\u00eam sido ineficazes, segundo dados da <a href=\"https:\/\/www.paho.org\/pt\/campanhas\/dia-mundial-da-hipertensao-2022\">&nbsp;Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade <\/a>&nbsp;(OPAS).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de um grave problema de sa\u00fade p\u00fablica no Brasil e no mundo. Sua preval\u00eancia no Pa\u00eds varia entre 22% e 44% para adultos (32% em m\u00e9dia), chegando a mais de 50% para indiv\u00edduos com 60 a 69 anos e 75% em indiv\u00edduos com mais de 70 anos. Em n\u00edvel global, a hipertens\u00e3o afeta mais de 30% da popula\u00e7\u00e3o, ou seja, mais de um bilh\u00e3o de pessoas, conforme os<a href=\"https:\/\/www.paho.org\/pt\/campanhas\/dia-mundial-da-hipertensao-2020#:~:text=A%20hipertens%C3%A3o%20afeta%20mais%20de,insufici%C3%AAncia%20card%C3%ADaca%2C%20arritmia%20e%20dem%C3%AAncia\"> dados da OPAS<\/a> na campanha para o combate \u00e0 hipertens\u00e3o em 2020. Segundo a organiza\u00e7\u00e3o, a situa\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses de baixa renda \u00e9 ainda mais grave, porque h\u00e1 um aumento de fatores de risco nessas popula\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-custom-size\" style=\"font-size:20px\"><strong>Perfil epidemiol\u00f3gico da Hipertens\u00e3o Arterial Sist\u00eamica no DF<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo dados da pesquisa Vigil\u00e2ncia de Fatores de Risco e Prote\u00e7\u00e3o para Doen\u00e7as Cr\u00f4nicas por Inqu\u00e9rito Telef\u00f4nico<a href=\"https:\/\/bvsms.saude.gov.br\/bvs\/publicacoes\/vigitel_brasil_2019_vigilancia_fatores_risco.pdf\"> (VIGITEL)<\/a> 2019, o Distrito Federal chegou a&nbsp; possui a maior&nbsp; porcentagem de adultos que referiram diagn\u00f3stico m\u00e9dico de hipertens\u00e3o arterial, 28,5%, dentre as capitais brasileiras. O DF tamb\u00e9m apresentou a maior frequ\u00eancia no sexo masculino, 29,6%.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2020, o percentual de adultos que referiram diagn\u00f3stico de hipertens\u00e3o dentre a amostra trabalhada pela <a href=\"http:\/\/plataforma.saude.gov.br\/vigitel\/\">Vigitel<\/a> foi de 21,04% e foi observado um aumento da frequ\u00eancia relacionado ao sexo feminino, 23,75%, enquanto que no sexo masculino foi de 17,92%.\u00a0 <\/p>\n\n\n\n<p>Os dados de 2021 da <a href=\"http:\/\/plataforma.saude.gov.br\/vigitel\/\">Vigitel<\/a> demonstram que o n\u00famero de adultos que referiram diagn\u00f3stico de hipertens\u00e3o subiu para 24,71%, com o DF ocupando o 14\u00ba lugar dentre as 27 capitais brasileiras.\u00a0\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Tal cen\u00e1rio, que leva em considera\u00e7\u00e3o o quadro epidemiol\u00f3gico e as causas multifatoriais das doen\u00e7as e agravos n\u00e3o transmiss\u00edveis (DANTs), refor\u00e7a a necessidade de pol\u00edticas p\u00fablicas e a\u00e7\u00f5es de sa\u00fade intersetoriais e multiprofissionais, para reduzir fatores de risco e aumentar fatores de prote\u00e7\u00e3o. J\u00e1 existe a Pol\u00edtica Nacional de Promo\u00e7\u00e3o da Sa\u00fade, publicada pela Portaria n\u00ba 687 MS\/GM, de 30 de mar\u00e7o de 2006, e revisada em 2015, que ratifica o compromisso na amplia\u00e7\u00e3o e qualifica\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es de promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade nos servi\u00e7os e na gest\u00e3o do SUS. Mas, ainda \u00e9 necess\u00e1rio que sejam mais efetivas as redes de compromisso e corresponsabilidade quanto \u00e0 qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o em que todos sejam part\u00edcipes no cuidado com a sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-custom-size\" style=\"font-size:20px\"><strong>Vigil\u00e2ncia de DANT<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A vigil\u00e2ncia de doen\u00e7as e agravos n\u00e3o transmiss\u00edveis, rol onde se inclui a vigil\u00e2ncia da HAS especificamente enquanto doen\u00e7a cr\u00f4nica n\u00e3o transmiss\u00edvel, age em frentes de monitoramento, preven\u00e7\u00e3o e controle, e normalmente est\u00e1 atrelada \u00e0 promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade. As a\u00e7\u00f5es de Vigil\u00e2ncia e Promo\u00e7\u00e3o convergem em interven\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade, visando interferir em fatores de risco e protetores de doen\u00e7as e agravos n\u00e3o transmiss\u00edveis.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Projeto DANT, a ser implementado pela Sala de Situa\u00e7\u00e3o (SDS\/UnB) neste semestre,&nbsp; e coordenado pelo Prof. Dr. Mauro Niskier Sanchez, desenvolve estudos para fortalecer capacidades e prestar suporte&nbsp; na gest\u00e3o, organiza\u00e7\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es desempenhadas no \u00e2mbito da Aten\u00e7\u00e3o Prim\u00e1ria \u00e0 Sa\u00fade e da Vigil\u00e2ncia em Sa\u00fade para o enfrentamento dessas doen\u00e7as e agravos nas regi\u00f5es de sa\u00fade Leste e Norte do DF.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-custom-size\" style=\"font-size:20px\"><strong>Saiba mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Conhe\u00e7a os dados de duas pesquisas que abordam o perfil epidemiol\u00f3gico da HAS em regi\u00f5es do Distrito Federal. <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:100%\">\n<div id=\"kioken-tabs__704c25-81\" class=\"wp-block-kioken-tabs\" data-tab-active=\"tab-riacho-fundo-ii\"><div class=\"kioken-tabs-buttons kt_d_flex kt_flex_justifystart\"><a style=\"padding:10px 20px 10px 20px;margin:0px 5px -1px 0px\" href=\"#tab-riacho-fundo-ii\" class=\"kioken-tabs-buttons-item\">Riacho Fundo II<\/a><a style=\"padding:10px 20px 10px 20px;margin:0px 5px -1px 0px\" href=\"#tab-sao-sebastiao\" class=\"kioken-tabs-buttons-item\">S\u00e3o Sebasti\u00e3o<\/a><\/div><div class=\"kioken-tabs-content\" style=\"padding:20px 20px 20px 20px\">\n<div class=\"wp-block-kioken-tab\" data-tab=\"tab-riacho-fundo-ii\">\n<p>O estudo <em><a href=\"https:\/\/bvsms.saude.gov.br\/bvs\/periodicos\/ccs_artigos\/perfil_socioeconomico_epidemiologico.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Perfil socioecon\u00f4mico e epidemiol\u00f3gico de portadores de hipertens\u00e3o e diabetes do Riacho Fundo II \u2013 DF<\/a><\/em> publicado na revista <em>Comunica\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias da Sa\u00fade<\/em> em 2018, apresenta resultados de uma pesquisa aplicada por profissionais de sa\u00fade na regi\u00e3o administrativa Riacho Fundo II do Distrito Federal. O texto apontou o perfil socioecon\u00f4mico e epidemiol\u00f3gico de portadores de hipertens\u00e3o no ano de 2018 na regi\u00e3o administrativa. Dos 328 entrevistados, a maioria \u00e9 mulher (68%), idosa (40%) de cor parda (48%). A renda familiar da maioria dos entrevistados (79%) est\u00e1 entre 1 e 3 sal\u00e1rios m\u00ednimos mensais e um n\u00famero significativo possui baixa escolaridade (48% com Fundamental Incompleto). Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 classifica\u00e7\u00e3o de fatores desfavor\u00e1veis ao controle da doen\u00e7a, foram identificados o descuido com os hor\u00e1rios dos medicamentos dos entrevistados (50%) e pr\u00e9-obesidade e\/ou obesidade (73%), conforme pesquisa publicada em 2018.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-kioken-tab\" data-tab=\"tab-sao-sebastiao\">\n<p>O artigo cient\u00edfico intitulado de <em><a href=\"https:\/\/periodicos.ufjf.br\/index.php\/aps\/article\/view\/15406\/8110\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Perfil epidemiol\u00f3gico dos pacientes com hipertens\u00e3o arterial sist\u00eamica acompanhados por um programa sa\u00fade da fam\u00edlia de S\u00e3o Sebasti\u00e3o &#8211; DF<\/a><\/em><a href=\"https:\/\/periodicos.ufjf.br\/index.php\/aps\/article\/view\/15406\/8110\"><em>,<\/em><\/a><em> Brasil<\/em> publicado em 2014 na Revista APS, apresentou perfil epidemiol\u00f3gico identificado em S\u00e3o Sebasti\u00e3o como em maioria do sexo feminino, entre 51 e 60 anos, de baixa renda, baixa escolaridade e sobrepeso. Foram entrevistados 103 pacientes hipertensos. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 renda familiar, 82,5% dos pacientes recebem de um a dois sal\u00e1rios m\u00ednimos. Quanto ao tempo de diagn\u00f3stico e tratamento, a maioria tem menos de cinco anos, 34% e 39,8%, respectivamente. 61,2% disseram ter pai ou m\u00e3e com HAS. Quanto ao estilo de vida, 94,2% disseram n\u00e3o consumir bebida alco\u00f3lica com frequ\u00eancia e 64,1% disseram consumir, frutas, verduras e legumes, pelo menos, tr\u00eas vezes por semana; ingerir, em m\u00e9dia, 2L de \u00e1gua por dia e consumir alimentos com pouco sal. 31% t\u00eam idade entre 51 e 60 anos, seguidos de 29,2% maiores de 60 anos. Quanto \u00e0 ra\u00e7a\/cor, 58,3% dos pacientes declararam-se pardos. Referente \u00e0 escolaridade, 34,9% s\u00e3o analfabetos. 83,5% relataram serem sedent\u00e1rios. 31,06% dos adultos (18 a 64 anos) de ambos os sexos, est\u00e3o acima do peso. Quanto ao g\u00eanero, 67% dos entrevistados eram do sexo feminino e 33%, do masculino. A maioria, 83,5%, disse n\u00e3o ter antecedentes familiares para doen\u00e7as cardiovasculares.<\/p>\n<\/div>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Perfil epidemiol\u00f3gico da Hipertens\u00e3o Arterial Sist\u00eamica (HAS) do DF refor\u00e7a a import\u00e2ncia de a\u00e7\u00f5es integradas entre vigil\u00e2ncia e aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria Por: Malu Sousa com colabora\u00e7\u00e3o de Milena Marra | Comunica\u00e7\u00e3o SDS Nesta ter\u00e7a-feira (17), celebra-se o Dia Mundial da Hipertens\u00e3o Arterial (HAS). 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